22/04/2006
19/04/2006
A ponte
Pontuei a efeméride em devido tempo.
E por ser pouco usual tratar aqui de actualidades e por gozar este blogue de um certo grau de anonimato, seria decerto esperável que o assunto estivesse encerrado e que não se manifestasse aqui a preocupação que de facto me vai na alma.
Mas não posso deixar de dizer, face ao chorrilho de asneiras, aos disparates, às distorções da História e das histórias, que me preocupo com a sanha persecutória que se antevê.
O natural, para mim, seria que o processo tivesse tido o rumo traçado pelo Juiz de Instrução. Pela razão simples de que os responsáveis, a existirem, seriam de facto outros.
Leia-se o relatório dos peritos, atente-se no que de facto se passou.
Ouvir hoje os habituais papagaios de microfone na mão não é nada de novo. É o trivial.
Mas é também o sinal de onde sopra o vento. E o lado de onde sopra não anuncia nada de bom.
Pontuei a efeméride em devido tempo.
E por ser pouco usual tratar aqui de actualidades e por gozar este blogue de um certo grau de anonimato, seria decerto esperável que o assunto estivesse encerrado e que não se manifestasse aqui a preocupação que de facto me vai na alma.
Mas não posso deixar de dizer, face ao chorrilho de asneiras, aos disparates, às distorções da História e das histórias, que me preocupo com a sanha persecutória que se antevê.
O natural, para mim, seria que o processo tivesse tido o rumo traçado pelo Juiz de Instrução. Pela razão simples de que os responsáveis, a existirem, seriam de facto outros.
Leia-se o relatório dos peritos, atente-se no que de facto se passou.
Ouvir hoje os habituais papagaios de microfone na mão não é nada de novo. É o trivial.
Mas é também o sinal de onde sopra o vento. E o lado de onde sopra não anuncia nada de bom.
18/04/2006
Melanie (Miss U)
Posso dizer que a primeira vez que ouvi falar no VE Udson foi no dia a seguir à sua morte. Mas, de facto, sabia vagamente da sua existência através de uns mapas que fotocopiara uns dias antes. A suposta falta do H chamara-me a atenção.
Não era normal que um VE chegasse a Portugal sem eu o detectar. Logo se havia de dar com o Sr. Udson.
Horas mais tarde, um recibo de ordenado escrito em inglês foi quanto bastou, mostrado de relance, para alcançarmos, eu e a minha colega, a zona internacional do aeroporto.
Já lá estava a vice-cônsul.
Posso acrescentar que, apesar da hora, meia-hora bastou para que eu considerasse seriamente uma ou várias deslocações ao consulado. Certo de ser muito bem recebido.
Mas tudo isso se esvaneceu de pronto quando ela se dirigiu a mim, que era o que ostentava a folha de papel onde a minha colega insistira que eu colocasse um ponto no I maíusculo - "M?SS UDSON".
Foi um abraço, claro. Mas o mais estranho foi a espécie de cumplicidade que se seguiu. Eu, a bem dizer, sabia pouco o que fazer em circunstâncias tais. Mas ela procurava-me com o olhar de cada vez que algo lhe era dito e lhe suscitava algumas dúvidas.
Nessa altura, já eu sabia que não era possível arranjar-lhe um lugar para o Porto num avião ainda nessa tarde. Possível talvez fosse, como tudo o é, mas uma secreta esperança de a conduzir ao Porto deve ter feito com que não usasse mais nenhum truque ou até talvez a influência que a vice-cônsul poderia pôr a funcionar.
A minha colega mandou fazer uma reserva no comboio. Eu próprio lá fui depositar Melanie, certificando-me de que a viagem correria da melhor forma possível. E fiquei no cais, como se jamais acenasse.
Quando cheguei ao escritório, já a minha colega falara com o director mais uma vez. E fez-me uma pergunta. Por que raio não tinha eu levado Miss Udson ao Porto de carro?
Posso dizer que a primeira vez que ouvi falar no VE Udson foi no dia a seguir à sua morte. Mas, de facto, sabia vagamente da sua existência através de uns mapas que fotocopiara uns dias antes. A suposta falta do H chamara-me a atenção.
Não era normal que um VE chegasse a Portugal sem eu o detectar. Logo se havia de dar com o Sr. Udson.
Horas mais tarde, um recibo de ordenado escrito em inglês foi quanto bastou, mostrado de relance, para alcançarmos, eu e a minha colega, a zona internacional do aeroporto.
Já lá estava a vice-cônsul.
Posso acrescentar que, apesar da hora, meia-hora bastou para que eu considerasse seriamente uma ou várias deslocações ao consulado. Certo de ser muito bem recebido.
Mas tudo isso se esvaneceu de pronto quando ela se dirigiu a mim, que era o que ostentava a folha de papel onde a minha colega insistira que eu colocasse um ponto no I maíusculo - "M?SS UDSON".
Foi um abraço, claro. Mas o mais estranho foi a espécie de cumplicidade que se seguiu. Eu, a bem dizer, sabia pouco o que fazer em circunstâncias tais. Mas ela procurava-me com o olhar de cada vez que algo lhe era dito e lhe suscitava algumas dúvidas.
Nessa altura, já eu sabia que não era possível arranjar-lhe um lugar para o Porto num avião ainda nessa tarde. Possível talvez fosse, como tudo o é, mas uma secreta esperança de a conduzir ao Porto deve ter feito com que não usasse mais nenhum truque ou até talvez a influência que a vice-cônsul poderia pôr a funcionar.
A minha colega mandou fazer uma reserva no comboio. Eu próprio lá fui depositar Melanie, certificando-me de que a viagem correria da melhor forma possível. E fiquei no cais, como se jamais acenasse.
Quando cheguei ao escritório, já a minha colega falara com o director mais uma vez. E fez-me uma pergunta. Por que raio não tinha eu levado Miss Udson ao Porto de carro?
16/04/2006
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14/04/2006
13/04/2006
12/04/2006
11/04/2006
10/04/2006
Tabaco
Eu apoiaria sem reservas a indignação com que alguns aplaudem - é isso mesmo a indignação com que aplaudem - a lei de que se fala agora sobre o tabaco sse (se e só se) fosse prevista a pena de morte para todos os que na estrada causam acidentes com mortos. Já dava de barato os feridos graves.
Já fui fumador, sim. Hoje não fumo.
Eu apoiaria sem reservas a indignação com que alguns aplaudem - é isso mesmo a indignação com que aplaudem - a lei de que se fala agora sobre o tabaco sse (se e só se) fosse prevista a pena de morte para todos os que na estrada causam acidentes com mortos. Já dava de barato os feridos graves.
Já fui fumador, sim. Hoje não fumo.
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