16/09/2006

Gordon What?

Será Gin ou tempestade? Brown não me cheira.
Mas lá que vem, vem.



imagem e mais pormenores aqui - http://www.nhc.noaa.gov/
Não sei quantos milhões de anos

E ainda temos que aturar as religiões...

11/09/2006

A ficha de Deus

Não me passava pela cabeça - e passava a alguém? - que as fichas de Deus (modelo de 2001) parecessem uma espécie de cromatografia.
Mas são. A que eu recebi comprova-o.

Havia no ar um ar de reconciliação. Parecendo perífrase, é-o mesmo.
Juntávamos partes do passado e pretendiamos fazê-lo à mesa, com os pais dela.
Porém, como quem quer colocar a carroça à frente dos bois, já preparávamos uma espécie de lua-de-mel no Algarve para os próximos dias.
A escolha do transporte foi ela que fez. Íamos na moto que ela deveria ter usado meia dúzia de vezes, não mais.
A ideia que eu tinha da dita era assim a da uma potente MZ, BSA ou Husqvarna fora de moda. Castanha. Num postal ilustrado que ela fizera em tempos, sentada na dita.
Vi-a atravessar a praceta em direcção ao prédio do topo. Segui-a.
Nesse rés-do-chão havia uma nave repleta de costureiras, umas a fazer mangas, outras o resto. O pai dela tinha ali uma espécie de escritório apagado, por detrás de uma porta sempre aberta, de onde saía às vezes acompanhado por dois adjuntos, um, uma espécie de feitor, o outro, de terceiro empregado bancário.
Mas a mãe é que era a dona do local.
Quando se perguntou onde é que estava a moto, alguém olhou para mim e disse: Tem que ser o senhor a tirá-la de lá que eu não tenho força.
Estava numa das prateleiras mais elevadas, daquelas onde - diz o bom senso - se guardam as coisas pouco utilizadas.
Com um pequeno esforço retirei-a.
Tal como no episódio da G3 de arame, tinha agora à minha frente um estranho veículo caricatural.
Era um quadriciclo movido a pedais que contava com um pequeníssimo motor eléctrico auxiliar que transmitia o movimento através de um anel de borracha implantado directamente sobre o veio a uma das rodas traseiras, borracha a borracha.
Foi para testar a possibilidade de empreender tal viagem que aproveitei a deixa e fui creio que ao Registo Civil na terrível maquineta.
É sabido que o dito Registo fica ao cimo de um misto de Calçada do Combro e Praça do Município da Covilhã. Não admirou pois que, vindo de cima, à procura de um lugar para estacionar, tudo corresse com a ajuda de Todos os Santos. O pior foi quando resolvi inverter a marcha e começar a subir. Nem o motor me safou. Prova dos nove.
A oficina antiga de motorizadas e bicicletas suscitou-me toda a confiança. A espécie de Gepeto - tal como o imagino - que se encontrava estranhamente em pose de sapateiro, com o regaço protegido por um cabedal e enterrado em peças soltas de alumínio e ferro, tinha um ar de idoneidade tal que não demorei um quilómetro-luz* a confiar-lhe o precioso bem - O senhor importa-se que eu pendure aqui no seu cabide a minha... hum... bicicleta a motor?
Não se importou.
No caminho para a repartição utilizei o célebre elevador que se sobe a pé, em rampas que se sucedem a ângulos rectos. Lá no alto, havia uma oferenda de bens similar a qualquer venda de rua. Podia levar-se o que estava exposto à óbvia excepção dos utensílios adjuvantes tais como as lupas com que se podiam escolher os selos e as filigranas. Pois foi uma destas que pus no bolso. Com a intenção de explorar os pormenores dos ex-libris de uma carrada de livros que comprara recentemente.
Saído do elevador e vias circundantes, entrei numa rua particular em calçada onde seis pessoas jogavam o ringue, presas por correntes de cão a postes e argolas de ferrro.
Procurei evitar interferir no jogo até que o quinto elemento - uma mulher jeitosa mas com ar de ter muito mau feitio - resolveu ser muito sobranceira e arrogante na réplica que fez a um comentário meu.
Na volta do correio, respondi-lhe que se deixasse ficar ali presa enquanto eu ia para o Algarve num raro e valioso quadriciclo, na companhia de uma mulher muitíssimo mais interessante do que ela.
Depois dos papéis tratados, já tive que entrar de gatas na oficina de motos, que o plácido patrão correra parcialmente a porta.
Lá identifiquei o veículo entre a tralha e agradeci, penhorado, a guarda.
No regresso à praceta, esperava-me um bilhete de avião para Nova Iorque. Um, não - dois. Ela quisera afinal pregar-me uma partida.
No dia seguinte, fui compar umas gusoleimas ali à pastelaria dos bolos (que há a pastelaria que não é dos bolos mesmo ao lado) para levar para o almoço tardio em casa dos pais dela.
Quando cheguei, não vi ninguém. Toquei à porta e nada.
Fui à oficina de costura e, da porta que ficava escondida pela porta aberta, saiu um dos ajudantes. Disse-me que não sabia do patrão.
Esperei ali num canto.
Quando chegou, trazia o rosto destroçado e a ficha de Deus na mão. Entregou-ma.


_______________________________________________________________
Quilómetro-luz: 3,3 milionésimos de segundo. Unidade erradamente referida por certo expert da bola como sendo de distância.

09/09/2006

Brevemente



Neste blogue.
Os verdadeiros cromos das estradas.
Para a troca. Na Estação do Rossio ou aqui mesmo, a qualquer hora.

07/09/2006

Conhecenças

Há festa na Cola. E ainda não é este ano que lá volto.


Santuário da Senhora da Cola - imagem do IPPAR - pela terceira vez aqui publicada
De como

Não vendi por mil e duzentos contos as hastes dos meus óculos de massa a um conhecido bando de comediantes.

03/09/2006

Lua


imagem pois da ESA e daqui

Lembrei-me. Depois esqueci-me.
Até do convite para assistir à dor de dentes.

"A Europa chegou à Lua" - dizem por aí. Faz esta frase algum sentido?
Na Estrada de Benfica, ali para os lados do Calhariz, havia uma tasca que tinha um quadro de uns amigos do bródio assinalando a sua ida à Lua. Isso aqui há muito atrasado. Não seriam eles europeus?
Se calhar, não. Ainda não tínhamos aderido.

Referência erudito-intelecto-mitológica do dia: Haverá nisto mão de Zeus?

Sacavém, 2006

31/08/2006

E.N. 10, 2006



Sifão do Aqueduto do Tejo no rio Trancão em Sacavém, visto através da viga da ponte sobre este rio.