01/12/2007

Herdei-o, comprei-o e conquistei-o

Dizem que o segundo dos Filipes de Áustria terá proferido tal frase nos finais do séc. XVI.
Podemos hoje, quatro séculos e tal depois, pensar qual dos verbos não poderão hoje os de Castela conjugar a respeito da nossa Pátria.

30/11/2007

20,03%

Não há ninguém que chame a atenção a quem debita 20,03%, para o disparate nos algarismos significativos?
É esta a qualidade de quem nos governa.
Com gente desta, até apetece apoiar greves e grevistas.
A sindi-Gioconda

Há ou não uma Gioconda no sindicalismo português?
O ângulo inverso*



Bate sempre certo:

Se
β = π/2 – α

então
sen2 β + sen2 α = 1


imagem da RTP

*inverso só por incorrecção de linguagem – é o ângulo complementar

28/11/2007

Vai ser então aqui

La pluie

Muita gente se deve interrogar em França sobre a inconstitucionalidade de decretar noites chuvosas.
São Rústico não ajuda Sarkozy. Está mais do que visto.

27/11/2007

O morto “B” da Golegã

A culpa disto tudo é dos tipos que desenharam os bordos das moedas de dois euros.
Quem diz dois euros diz qualquer outra moeda passada ou futura, de bordos com inscrições não sobreponíveis à sua imagem rodada de 180º.
Ou seja, moedas cuja cunhagem dê origem a duas versões. Uma com a legenda do bordo orientada de uma determinada forma quando se observa o anverso para cima e outra, com a mesma legenda rodada de 180º, observada a mesma orientação do anverso.
Ora deu isto que nas moedas de dois euros cujo bordo tem uma série de 2 e de estrelas, observando o anverso para cima, a estrela imediatamente à direita de um 2 direito, terá uma ponta para cima ou para baixo.
Convencionou-se que quando uma ponta da estrela à direita do 2 direito está para cima, se trata do tipo A; se por outro lado, uma ponta da estrela à direita do 2 direito está para baixo, se trata do tipo B.



Exposto o anterior para quem está menos familiarizado com estas coisas, ocorre que certo dia marquei um almoço na Golegã.
A pessoa com quem me ia encontrar, indagando do meu conhecimento da localidade, e verificando que era escasso, expeditamente mandou-me seguir para a Igreja Matriz.
Ora, sucede que mesmo à entrada da Golegã, avistei um carro funerário. Lá dentro, coberto pela tradicional veste preta com motivos dourados, ia um caixão.
Calculei que se dirigisse à igreja e resolvi segui-lo.
Foi então que reparei que a estrela dourada do pano da cobertura que mais se destacava centralmente, tinha a ponta para baixo.
De imediato me ocorreu que o morto era um morto “B”.

26/11/2007

A mineração do cobre

Pode ou não estabelecer-se uma relação entre a quantidade de cobre roubada na rede de transporte e a percentagem de população Cro-Magnon na população total?
Mesmo que haja anacronismo na coisa.


imagem da imitação de caveira encontrada aqui

22/11/2007

E.N. 4, 2007

Scolari

Relembro, depois de ter visto e ouvido ontem o treinador da selecção portuguesa de futebol, a sua atitude desvairada ao longo do jogo contra a Sérvia.
Antes, muito antes, do caso do quase murro.
O que é que se passa com o homem?

21/11/2007

Um post já antigo



À procura nos cadernos de capa preta do rascunho da imagem acima e das recordações que à sua memória descritiva estão associadas, tropecei num post escrito umas páginas adiante.
Já nesse tempo, as três e muito da manhã eram uma hora sem comboios.
Nessa noite de 16 de Fevereiro de 1998 – na qual a temperatura parece ter sido amêndoa*, de acordo com os registos que pude consultar, dado que o post a isso não faz referência – aproximando-me das linhas e julgando-me sózinho na ecúmena, ouvi um berro.
Foi no rastreio que fiz a seguir, que vi o que parecia ser um saci-pererê.
Pois o homem era negro e só tinha uma perna.
Apoiado em duas muletas, tocava guitarra em pé.
Quando eu passei perto dele, começou a cantar em coro com uma ave que, ali perto numa árvore altaneira, tinha já por costume fazê-lo naquelas madrugadas. Havia talvez meses que ouvia cantar a ave (era para escrever a árvore) sempre que atravessava a linha.
Mais adiante e para me trazer de volta ao realismo, afastado do cantor, esperando por um comboio improvável, estava um casal em amena conversação.

Nunca mais vi tal personagem, posso dizê-lo agora.


*ver a nota de rodapé deste post

20/11/2007

Explicar

Outra coisa que é impossível explicar às massas é o que é um automóvel e como se conduz.
Sabemos isso sempre nestes dias de primeiras águas e nos outros todos do ano.
A boçalidade em estado puro.
Seixal, 2007

19/11/2007

As chamadas falsas para o INEM

Alguém acha que é possível explicar a quem as faz, as consequências dos seus actos?
Quem diz isto, diz muitas outras coisas.
Estreiando passagens, coleccionando rios, sôbolos



Reeditando ideias