13/09/2008

E.N. 221, 2005



Esta foto encarta com uma outra publicada num blogue que consta aqui da lista dos favoritos e que ainda está visível na página de rosto.
Alguém descobre qual é esse blogue que nos brinda com belíssimas fotografias?

*actualizado em 15 de Setembro, às 19:00: o blogue de que falo é o Aguaceiro. A fotografia é esta.

12/09/2008

Penoso

Ouvir a generalidade dos jornalistas a propósito do que significa a experiência em curso no LHC do CERN. E as perguntas que fazem.
Aquilo não é ignorância. É algo muito mais profundo. É crença atávica.
Para o diabo

Já lhe ouvi chamar muita coisa. Ao Diabo.
E também já ouvi muitas vezes invocar o seu nome em troca de algo mais improvável.
Do que já não me lembrava era do tempo em que se chamava diabo ao cesto da gávea. Haja algum sentido na lenda ou não.

Eu acho piada a Chávez. Sempre achei. Gosto do estilo truculento e populista do homem. Muito provavelmente porque ele está lá longe, do outro lado do mar.
Espero que a truculência não o torne perigoso demais.
Destaque

Num tempo de tanta boçalidade na política, de tanto mentecapto a ditar sentenças ininteligíveis, cumpre dar nota quando se tropeça em alguém que se destaca dessa lama.
Paulo Rangel, do PSD, é um desses tipos. Ainda os há assim capazes.

11/09/2008

O Túnel



Por uma daquelas coincidências que cada um fabrica à sua maneira, acabei de ler há dois dias “O Túnel” de Bernhard Kellermann.
O interesse da obra é pouco. No entanto, há ali qualquer coisa de visionário. Mesmo que escrito numa época em que o progresso era só por si o interesse de uma parte das élites e em que os sinais já há muito se encaminhavam para a construção do túnel da Mancha – concluído em 1994, 81 anos depois do livro escrito.
Nesta obra, o túnel de que se fala não é o da Mancha, já construído e banalizado no enredo.
É de outro mais ambicioso, ligando a França à Finisterra, a Finisterra aos Açores, os Açores às Bermudas e as Bermudas à América do Norte.
E é um acidente grave durante a construção o que quase põe em causa a sua conclusão.

Este acidente de hoje na Mancha, embora ainda de recortes pouco precisos, parece menor do que o de 1996.
Mas deve ser complicado estar lá dentro numa altura destas.

10/09/2008

Matéria e energia



Lá pela primeira infância, tinha um sonho recorrente em que era teletransportado a partir de uns nichos de resguardo que havia nos túneis de acesso ao Metro da Rotunda.
Nesses nichos, visíveis e todavia inescrutáveis para quem se dirigia ao Metro, havia uns potentes feixes que me reduziam a energia, transportando-me nessa forma para outras paragens onde voltava a ser eu.
Esta coisa da matéria e da energia – o que é uma e o que é outra, em que pontos se confundem e deixam de confundir – é talvez o maior desafio da ciência actual.
Veremos se a experiência de hoje traz alguma novidade.

09/09/2008

Os genéricos

Nunca percebi que assunto têm os medicamentos genéricos para se fazer tanto barulho e há tantos anos à volta deles.
Pitões das Júnias, 2001

08/09/2008

As licenças

Sempre a mesma conversa de cartilha para imbecis.
As licenças da obra onde se deu o acidente em Braga. Afinal estavam em ordem.
O que é que isso contribui ou releva para o apuramento das causas?
A cor da camisa do engenheiro responsável não será também importante?
E o carro em que se deslocavam os operários? Tinha a inspecção em dia?
O tipo que reporta não distingue entre uma plataforma elevatória e uma grua. Chama-lhe portanto grua.
Este jornalismo é tão rasca. Tão rasca.
E.M. 600 de Sintra, 2006

A Senhora da Cola

A última vez que fui à Senhora da Cola na noite de 7 para 8 vai para mais de quinze anos.
O que mais se falava tanto debaixo de telha como no bico do cerro era a Guarda. Que estava além ao cruzamento, à espera da volta.
Não sei como os meus conterrâneos vão hoje à Senhora da Cola. Se a cavalo, se de burro, se de carro de parelha, se a pé.
Mas se vão de carro à mesma e se não se pisgarem pelo lado que a gente sabe, qualquer operação para inglês ver com helicópteros, lagartas e binómios haverá muito para contar. Em euros.

07/09/2008

Qual será?

Qual será a percentagem dos portugueses que se está absolutamente marimbando para os discursos de Ferreira Leite, Jerónimo de Sousa, Sócrates, Louçã, Portas, de todos e de cada um?
Será que algum deles tem essa percentagem mais ou menos avaliada?
C.M. 1038 de Palmela, 2007

Gargalos

E porque aqui há bailes de rua. E porque eles me fazem lembrar.
Um gargalo de cerveja é algo inevitável com a distorção das aparelhagens e a vertigem dos cantores que cantam em estrangeiro.
A felicidade é algo que se capta com f/2.8. Tem o foco a tiro de espingarda e o resto é indispensável moldura.
Fundo como de fundo é a música e os aromas, hoje de pipocas ontem de bifanas.
Que mundo simples!

05/09/2008

Furtar ambulâncias

Já por ocasião de um elemento daquele lixo que a ilha de Sua Majestade costuma exportar ter furtado uma ambulância no Algarve, me interrogava aqui por que carga d’água é que o crime de furtar uma ambulância não é punido com muito mais severidade do que o furto de qualquer outra viatura.
Esta tropa de imbecis ainda não percebeu que uma ambulância pode salvar uma vida. E que a falta dela pode ser uma sentença de morte.
Outro furto que não pode ser encarado como um furto qualquer é o de sinais de perigo, na estrada.
São coisas óbvias ou não são?
O IM e as probabilidades

estudos probabilísticos que deveriam ser explicados. Onde é que se vão buscar as variáveis e qual é o algoritmo aplicado.
O IM falhou, é claro. Estas coisas acontecem quando se pretende prever o futuro.
Eu, por exemplo, tenho aqui um algoritmo* que me diz para jogar nos números 12, 13, 29 e 40 neste sorteio dos euromilhões. Ele não me diz bem isso mas do universo de mais de dois milhões de chaves (sem contar com as estrelas) escolheu apenas quatro. Todas elas têm estes números.
Daqui a bocado já vamos saber quem é que falha mais.

* Para aqueles leitores menos familiarizados com a minha bizarria, direi que este algoritmo é mesmo um algoritmo, não escolhe chaves ao acaso. Escolhe aquelas que cumprem determinadas condições. Só essas e todas essas.
Diz-me o grilo falante, e tem toda a razão, que para escolher chaves ao "acaso" também são precisos algoritmos. Isso do acaso é depois outra discussão.
Breaking news

Uma ramona vi eu deter-se no meio da avenida e dela saírem enérgicos os bastões.
Diz que outra já tinha chegado e ido mais para baixo.
O mais curioso é que dos inúmeros circunstantes ninguém parecia saber a razão da “alteração da ordem pública”.
E.N. 375, 2006

O sotaque fatal

Se, como diz um velho amigo também alentejano, há um timbre de voz que denuncia de imediato a estupidez das fêmeas, digo agora eu que é bem provável que certas variantes do sotaque americano amplifiquem essa denúncia.
Coisa de ouvidos portugueses, sem dúvida. Alentejanos e masculinos.