20/09/2008

Tony Carreira

Estava aqui a pensar nas ilações que poderia tirar do facto de não ter assistido a nenhum dos concertos de que tive conhecimento nestes últimos dias: Madonna, Maria João Pires e Tony Carreira. Parece afinal que o do Tony Carreira foi há meses mas pronto.
O certo é que dei comigo a vê-lo na televisão.
Pareceu-me que a percentagem de mulheres na assistência era esmagadora, a julgar pelos planos revelados.
Não consigo afinal tirar ilações algumas. Mas quase fico com a certeza de que naquela assistência não está ninguém das minhas relações.
Amora, 1996

19/09/2008

Uma coisa que me faz espécie

É o apresentador de um concurso de televisão julgar que o público não percebe que aquilo é gravado e que os concorrentes “não andaram na rua” entre duas aparições sucessivas no écran.
Se ele tem razão, se o público é assim tão enganável, então...

Estes concursos da televisão são hoje em dia apontados àquela fatia de atávicos analfabetos que concluiu um curso superior.
Se



Esta história dos favelados é verdadeira, está na altura certa para os eliminar.
Amora, 1996

Cheira-me a dinheiro

Esta coisa do casamento entre pessoas do mesmo sexo a mim cheira-me a dinheiro.
Subsílios e outras tenças.
Ainda hei-de promover a revolta dos heterossexuais celibatários. Os que pagam sempre e em dobro.

Portugal, 2001



Heranças na paisagem

17/09/2008

Uma lei que

Dedica parte do seu articulado a substituir “poder paternal” por “responsabilidades parentais” diz o quê a respeito de quem a produz?
Estradas imagináveis (do plano de 45) - vol. 5

E agora a pergunta de 1 000 000 000 000 000 000 000 000 ZWD*

Qual é a S.I.C. mais interessante da R.T.P.?


*Dólares zimbabueanos (ISO 4217)

16/09/2008

Estradas imagináveis (do plano de 45) - vol. 4

Zero

É o Sporting desta noite.
Não acredito que melhore na segunda parte.
Pode até vir de lá como veio de Madrid, há dias.
Frases feitas

Nada como ter as frases feitas, experimentando a vertigem do diálogo cibernético.
Descobri o Robô Ed na Máquina de Textos.


O robô Ed é parte do programa Conpet do governo brasileiro.
Notas radicais (I)

De vez em quando sinto a necessidade de pôr os pés na terra.
Os pés, ainda que calçados, na terra que foi dos meus ancestrais. De onde arrancámos, de longe até mim, a sobrevivência.
Imagino-os ali, sujeitos às pragas, às secas, menos às chuvas e aos ventos, à bandidagem e imunes às grandes revoluções do mundo.
Ali onde tirei água do poço, onde colhi a fruta das árvores, onde apanhei os ovos no galinheiro, onde assisti à matança dos porcos.
Por onde andei de carro de parelha, entre chaparros ou vacas, bordejando a seara, atravessando barrancos ou atasqueiros.
Num tempo em que media em séculos a distância entre as minhas duas vidas.
Ensinado que fui que é ali sempre o último reduto, de espingarda na mão, nada temo.


fotografia muito a propósito de João Espinho

15/09/2008

Mais uma maré

De vez em quando chegam estas divertidas marés.
Já havia dois anos e tal que não ouvia repetir tanto a querela entre criacionistas e outros afins.


imagem da Sky News

13/09/2008

E.N. 221, 2005



Esta foto encarta com uma outra publicada num blogue que consta aqui da lista dos favoritos e que ainda está visível na página de rosto.
Alguém descobre qual é esse blogue que nos brinda com belíssimas fotografias?

*actualizado em 15 de Setembro, às 19:00: o blogue de que falo é o Aguaceiro. A fotografia é esta.

12/09/2008

Penoso

Ouvir a generalidade dos jornalistas a propósito do que significa a experiência em curso no LHC do CERN. E as perguntas que fazem.
Aquilo não é ignorância. É algo muito mais profundo. É crença atávica.
Para o diabo

Já lhe ouvi chamar muita coisa. Ao Diabo.
E também já ouvi muitas vezes invocar o seu nome em troca de algo mais improvável.
Do que já não me lembrava era do tempo em que se chamava diabo ao cesto da gávea. Haja algum sentido na lenda ou não.

Eu acho piada a Chávez. Sempre achei. Gosto do estilo truculento e populista do homem. Muito provavelmente porque ele está lá longe, do outro lado do mar.
Espero que a truculência não o torne perigoso demais.