04/12/2008
A culpa dos homens
A culpa talvez não possa não ser senão dos homens.
Porque são eles e só eles que sabem o que é a culpa.
Há quem defenda que outros animais – os cães são os mais nomeados, parece-me – também a conhecem.
Como ainda não conseguimos trocar ideias e conceitos com eles ou com qualquer outra espécie de ser vivo, animal ou vegetal, ficamos sós e a sós com ela.
Estão os clássicos e os menos clássicos cheios de alusões à culpa. Ou estarão, que a minha ignorância enciclopédica não me permite ser assertivo. Ainda assim, atrevo-me a colocar mais uma interrogação sobre o assunto: se a culpa é sempre, só e irrevogavelmente, dos homens por que raio se anda a perder tanto tempo com essa questão quando se fala das ditas mudanças climáticas?
Há, afinal, alguma culpa que não seja dos homens?
A culpa talvez não possa não ser senão dos homens.
Porque são eles e só eles que sabem o que é a culpa.
Há quem defenda que outros animais – os cães são os mais nomeados, parece-me – também a conhecem.
Como ainda não conseguimos trocar ideias e conceitos com eles ou com qualquer outra espécie de ser vivo, animal ou vegetal, ficamos sós e a sós com ela.
Estão os clássicos e os menos clássicos cheios de alusões à culpa. Ou estarão, que a minha ignorância enciclopédica não me permite ser assertivo. Ainda assim, atrevo-me a colocar mais uma interrogação sobre o assunto: se a culpa é sempre, só e irrevogavelmente, dos homens por que raio se anda a perder tanto tempo com essa questão quando se fala das ditas mudanças climáticas?
Há, afinal, alguma culpa que não seja dos homens?
03/12/2008
Check-in ou coisa que eu ainda não tinha visto embora não deva ser singular
A farmácia estava prestes a fechar - mirei primeiro o ponteiro dos minutos antes de empurrar a porta - e dei com ela cheia de bagagens que três mulheres tentavam manipular.
Inquiriram-me do balcão sobre as minhas necessidades ao que repliquei estarem as senhoras à minha frente.
Percebi pelo sorriso que afinal estavam ali apenas para pesar a bagagem - uma das malas deu duas arrobas bem pesadas.
A farmácia estava prestes a fechar - mirei primeiro o ponteiro dos minutos antes de empurrar a porta - e dei com ela cheia de bagagens que três mulheres tentavam manipular.
Inquiriram-me do balcão sobre as minhas necessidades ao que repliquei estarem as senhoras à minha frente.
Percebi pelo sorriso que afinal estavam ali apenas para pesar a bagagem - uma das malas deu duas arrobas bem pesadas.
30/11/2008
28/11/2008
27/11/2008
26/11/2008
Ainda me lembro das olimpíadas de Lake Placid
Designei o teu sorriso
Como sinal de bonança em invernias.
Dessas invernias que a lareira cimentava
E em que me apetecia recitar
Entre dois copos de bagaço
E em que me apetecia cantar
E descansar, no teu regaço!
Designei a tua voz como silêncio solene
Quebrado num templo escolhido.
E ouvia-te embalar-me como se ouve
A chuva cantarolar nas vidraças.
E o Inverno ria-se de nós,
Deixando-nos por ali a sós
No seu e nosso conchego.
A maravilha não é um dom de fadas
E de histórias infantis,
É um preceito do amor,
Que embora escondido,
Às vezes nos faz feliz!
1985
SG, "Dizeres do Sul", 1993
Desencantei um SG piegas para esta noite de frieza. Talvez ele não me perdoe. Até pela relativa incorrecção do título.
Designei o teu sorriso
Como sinal de bonança em invernias.
Dessas invernias que a lareira cimentava
E em que me apetecia recitar
Entre dois copos de bagaço
E em que me apetecia cantar
E descansar, no teu regaço!
Designei a tua voz como silêncio solene
Quebrado num templo escolhido.
E ouvia-te embalar-me como se ouve
A chuva cantarolar nas vidraças.
E o Inverno ria-se de nós,
Deixando-nos por ali a sós
No seu e nosso conchego.
A maravilha não é um dom de fadas
E de histórias infantis,
É um preceito do amor,
Que embora escondido,
Às vezes nos faz feliz!
1985
SG, "Dizeres do Sul", 1993
Desencantei um SG piegas para esta noite de frieza. Talvez ele não me perdoe. Até pela relativa incorrecção do título.
25/11/2008
Confusões
Não me dei conta de que alguém tivesse posto em causa, beliscasse sequer, a honestidade do Presidente da República.
Já o mesmo não posso dizer que não tivesse acontecido ao seu critério. Critério de escolha.
Não me dei conta de que alguém tivesse posto em causa, beliscasse sequer, a honestidade do Presidente da República.
Já o mesmo não posso dizer que não tivesse acontecido ao seu critério. Critério de escolha.
Chuva e frio
Pode a coisa avaliar-se através dos dados do IM, que infelizmente não estão à disposição do público sem pagamento como estão os do INAG, de que me socorro amiúde.
Mas sem avaliação que não seja a falível que me vem dos sentidos e da memória, direi que é a segunda vez em tempos recentes que vejo, que sinto a concomitância da chuva e do frio tal como a sentia há muitos, muitos anos.
Atrevo-me a dizer, com a mesma subjectividade e falibilidade que têm a memória e os sentidos, que durante décadas, aqui nestes arrabaldes de Lisboa, uma e outro não formaram par.
Pode a coisa avaliar-se através dos dados do IM, que infelizmente não estão à disposição do público sem pagamento como estão os do INAG, de que me socorro amiúde.
Mas sem avaliação que não seja a falível que me vem dos sentidos e da memória, direi que é a segunda vez em tempos recentes que vejo, que sinto a concomitância da chuva e do frio tal como a sentia há muitos, muitos anos.
Atrevo-me a dizer, com a mesma subjectividade e falibilidade que têm a memória e os sentidos, que durante décadas, aqui nestes arrabaldes de Lisboa, uma e outro não formaram par.
24/11/2008
Abracadabra
Captando o programa* da RTP “Cuidado com a Língua!”, ouço que a palavra ABRACADABRA era exibida em amuletos, da forma que segue em ilustração, para que pudesse ser lida em todos os sentidos.

Uma asneirola, em todos os sentidos!
Coisa ruim para quem pretende dar lições aos outros.
corrigenda: não é "em todos os sentidos", mas "em vários sentidos".
*por enquanto ainda só está disponível o programa da semana passada. Já lá está o programa de hoje. A parte mencionada começa a 1:18.
Captando o programa* da RTP “Cuidado com a Língua!”, ouço que a palavra ABRACADABRA era exibida em amuletos, da forma que segue em ilustração, para que pudesse ser lida em todos os sentidos.

Uma asneirola, em todos os sentidos!
Coisa ruim para quem pretende dar lições aos outros.
corrigenda: não é "em todos os sentidos", mas "em vários sentidos".
*
23/11/2008
O Google e a lista telefónica

imagem daqui
Li o interessante artigo de Nicholas Carr na revista “The Atlantic” de Julho / Agosto deste ano – “Is Google Making Us Stupid?”.
Há ali pano para mangas e tiros certeiros na identificação de algumas “patologias” mentais induzidas pelos tempos.
Mas o Google, embora para eles trabalhe, ainda está longe de responder a quem pega numa lista telefónica, a agarra e lhe diz, baixinho: “quero ver o número de telefone de Fulano de Tal”.

imagem daqui
Li o interessante artigo de Nicholas Carr na revista “The Atlantic” de Julho / Agosto deste ano – “Is Google Making Us Stupid?”.
Há ali pano para mangas e tiros certeiros na identificação de algumas “patologias” mentais induzidas pelos tempos.
Mas o Google, embora para eles trabalhe, ainda está longe de responder a quem pega numa lista telefónica, a agarra e lhe diz, baixinho: “quero ver o número de telefone de Fulano de Tal”.
22/11/2008
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