11/06/2009

Noticias que toda a gente saberá dentro em pouco



Ainda que a diferenciação dos últimos graus desta escala façam pouco sentido, como já aqui o disse.

10/06/2009

Cracóvia, 2009


fotografia de Mr. Gaston Smith, enviado especial do HGU à Polónia

09/06/2009

Realismo júnico

Pertenço àquele grupo de indígenas que ainda se pode dar ao luxo de olhar o quotidiano com alguma sobranceria.
Por isso, espanto-me comigo próprio quando começo a dar demasiada atenção ao comezinho.
E estes dias passados têm-me, por alguma obscura razão pois não são mais especiais do que os que os antecederam, suscitado erupções que não são nada comuns.

Vejo o alarido à volta do BPP e ouço os apodos com que os clientes mimoseiam os antigos dirigentes.
Sobre isso já disse o que disse, mas cabe ainda acrescentar que, sendo leitor do Expresso desde 1973, apreciei devidamente a arrogância publicitária do BPP na Revista do dito ao longo dos anos (alguém já terá enumerado os colaboradores voluntários de tal publicidade?).
Fiquei, talvez por não ser parte do público-alvo da coisa, quase desde o primeiro momento, com a devida erisipela ao ler as notas à margem dos textos dos convidados.
Isso bastou-me. Não para suspeitar que o negócio era o que os clientes dizem agora ter sido mas para me manter a milhas – náuticas, vá – das agências do supracitado.

Não li, não ouvi o que as sondagens diziam sobre as eleições de domingo passado aqui em Portugal.
Ouço hoje, e para já dou o devido desconto a tais notícias (estranho-me até de estar a comentar com base no que os outros dizem – isso também é ou deve ser dos dias que correm), que se espalharam ao comprido. Não é nada que me surpreenda, mas vou ver o que se publicou.
Qual será o valor do coeficiente de preconceito que é introduzido no cálculo final?

Ainda não me informei devidamente – mais uma vez o falar de cor – se sim ou não os resultados destas eleições europeias foram revolucionários no cômputo geral.
Ouço dizer que sim.
É este um assunto que merece toda a atenção.

Há ainda um telefonema de Viena de Áustria. O pessoal a comer, por lá, sardinhas na rua.
E é este um assunto que me intriga. Que se vá a Viena para comer sardinhas!

08/06/2009

Dia sem reflexão

Não consegui mais todo o santo dia do que:
Constatar que “a cunhada do meu irmão” é “a irmã da minha cunhada” e que não consegui identificar outros laços de parentesco em que o salto de cavalo seja válido.
Constatar que a câmara que filmava o deputado Honório Novo na Comissão de Inquérito sobre a situação que levou à nacionalização do BPN e sobre a supervisão bancária inerente mostrava uma senhora muito interessante à retaguarda daquele.
Constatar que a eurodeputada que mandei para Estrasburgo e Bruxelas é igualmente muito agradável à vista.

07/06/2009

Uma escolha vital*

Ponto.

*este vital é depreciativo e em tudo semelhante ao pronunciado vai para 30 anos ao jantar, ali no Faz Frio.
Amanhãs que cantam

Acabei de ouvir Gordon Brown dizer que é possível construir, nesta geração, um mundo melhor e erradicar a fome. Pode não ser à letra, mas foi o sentido do final do seu discurso.
Independentemente da barafunda em que estáo metidos os Comuns e do descrédito que assola a classe política britânica, cujos sinais são exactamente no sentido contrário, independentemente disso, levanta-se-me sempre a questão dialéctica e trivial do realismo q.b. oposto ao idealismo que, por vezes, tem agitado e revolucionado o mundo. Quase sempre de forma violenta.
Às vezes lembro-me das vontades aprisionadas por Blimunda. Ainda que não acredite em tal.

05/06/2009

Prof

O nível de um país também se pode medir pela qualidade intelectual dos seus professores universitários.

04/06/2009

O desastre do Caravelle

Um dos mistérios que nunca esclarecerei é por que é que durante anos e anos andei convencido de que o avião (citado aqui há três dias) que se precipitou no mar a seguir à descolagem da Portela em Maio de 1961 era um Caravelle e não um DC-8, como de facto era.
Outro é por que é que este acidente (tal como o do Rápido do Algarve) foi varrido da memória colectiva e das tradicionais retrospectivas quando há acidentes similares.
Afinal, foi o mais mortífero acidente aéreo no (junto ao) território continental até hoje. Mais do que o de Faro.


jornais do dia

03/06/2009

PR

Diz o Presidente da República que está a perder muito dinheiro com as aplicações das suas poupanças.
Quero crer que isto reforça o que aqui se disse.

01/06/2009

Aviões


imagem adaptada de flightstats.com

Anteontem ocorreu-me que passavam anos sobre o maior acidente de um avião ao levantar da Portela de Sacavém.
Também se tratava de um voo transatlântico e também do que aconteceu pouco se soube então. Apesar de ter caído quase na costa, junto à Fonte da Telha.

31/05/2009

Luís Figo

A ser verdade que terminou hoje a carreira de futebolista, um pedido de desculpas.
Por o ter mandado para a cama certa noite na Kapital, já lá vão muitos anos. Muitos mesmo.


imagem Sport TV via SIC N

29/05/2009

A cabina telefónica

aqui mencionei como a PT me tornou escutador de conversas.
A forma pérfida como proporcionou a introdução nos meus sonhos de palavras alheias, numa só via.
Pois hoje, e apesar de um episódio já acontecido aqui nas alturas, em que se chamava a Ritinha, retomei às escutas, por via de um andaime colocado no prédio ao lado, em que, mesmo junto à janela do meu quarto, passadas que foram as semanas de martelo e de broca, se procede a trabalhos quase silenciosos.
Ouvi telefonemas, naturalmente. Já não são necessárias cabinas. Ouvi imprecações à moda das obras, ouvi considerações políticas e desportivas.
Mas não, não os vou denunciar. Nem sequer passar as notícias aos jornais.

28/05/2009

O Caça

Há dias que andava enredado com a fácies do lugar. Dos lugares. De alguns lugares. De alguns e apenas de alguns entre aqueles por onde andei mais tempo.
Sendo que a fácies se refere aqui ao rosto humano. Às características comuns que eu acredito identificar no rosto das pessoas que habitam cada um desses lugares.
Quando começava hoje a ter essa crença em relação a determinado bairro de Lisboa, uma das caras que eu observara saindo da taberna para a torreira do sol definiu-se de perfil junto ao vidro da janela ao pé da qual me encontrava sentado.
Introduzindo aqui um lugar comum, tratava-se de uma espécie de inverso hopperiano. Nighthawks ao invés, de dia e de dentro para fora.
A face que então se recortou vinda da esquerda alta não pertencia, não podia pertencer àquele contexto.
Claro que não. Era o Caça. O meu velho conhecido Caça-Aviões, transplantado da canícula da vila para uma interpelação à esquina para saber de direcções na capital.
Hesitei durante os quinze ou vinte segundos em que o vi à boca de cena, se haveria de ir à porta e chamá-lo para uma cerveja.
Haveria de se surpreender mais do que eu.
Deixei-o ir.
Lisboa, 2009