26/06/2010

Palpite falhado

Com algum estrondo.
O somatório da diferença de golos dos terceiros classificados de cada grupo dá -10, tal como há quatro anos na Alemanha.

Hespanha Velha, 2010

25/06/2010

Hogueras



Quando bati esta foto ignorava que, minutos antes e umas centenas de quilómetros a norte, mais de uma dezena de pessoas perdia a vida ao ir para as fogueiras junto ao mar.
Mr. Gaston Smith ou um post intimista

Mr. Gaston Smith é um cavalheiro.
Mr. Gaston Smith é meu amigo desde ginjeira.
Mr. Gaston Smith é agora, depois do Ulster, correspondente deste blogue na Comunidade Valenciana, onde não podia receber-me melhor.

15/06/2010

Vvzz...

Parece que é a única unanimidade deste campeonato. Haver uma já é uma lança em... África.

12/06/2010

Pôr o dinheiro (do jantar) onde se põe a boca (II)*

Qual a soma da diferença de golos do 3º classificado de cada um dos oito grupos?
Aposto em -4.

* esta não está ainda no balcão d'apostas

11/06/2010

Pôr o dinheiro (do jantar) onde se põe a boca


(clicar para ver aumentado, caso interesse)

09/06/2010

A banalização do erro

Dizia um escritor que muito aprecio que a estupidez não era nova, o que era novo era a sua universalidade.
Pondo as minhas reticências à ideia que haja também algo de novo na universalidade da dita estupidez, parece-me que, a haver algo de novo, é esta multiplicação de espelhos fátuos que faz com que o erro se multiplique, se banalize e seja encarado de forma tão natural como o acerto.
O facto de se ver, de se ouvir, de se ler demasiadas vezes a mesma inconsequência racional e lógica deriva numa aceitação dessa inconsequência que a torna normal, natural.
Já aqui escrevi sobre as questões com que este mundo errático e erróneo mais me contempla.
Ou que eu nele contemplo.
Ocorreu-me isto hoje face a alguém que é de opinião que amanhã, 10 de Junho de 2010, não é quinta-feira.
E que face ao meu desacordo se barrica dizendo justamente que tem direito a ter uma opinião diferente da minha.
Não lhe nego esse direito. Alguém lho nega?
O que não acho é que seja uma coisa normal, natural. Merecedora de atenção.

08/06/2010

Zoogmatismo

Um dos meus velhos amigos referia a palavra zoogmatismo para designar a influência que um animal pudesse ter sobre outro por via do olhar.
Dizia ele que era fácil para um homem zoogmatizar uma galinha. Tal como algumas serpentes zoogmatizavam as suas presas antes da captura.

Ouve-se dizer já que é preciso agora mexer na lei da paternidade.
Até à data, dada a natureza das coisas, apenas um e um só homem podia ser pai e uma e uma só mulher podia ser mãe de uma criança.
Claro que em alguns casos, nem o pai era o pai nem a mãe era a mãe de facto. Mas a verosimilhança fazia com que assim fosse, a cada pessoa um só pai e uma só mãe.
Enquanto a Natureza continua a insistir em que o ser humano (e mais uns quantos seres) apenas possa advir da conjunção de um macho e de uma fêmea, ainda que, desde o século XX, possam nunca se ter cruzado, há já quem ache que, já que os pais (o pai, um só) afinal não são os pais e as mães (mãe, como é sabido, há só uma) não são as mães de facto – chamam a essas e esses as e os biológicos – não faz mal nenhum que uma pessoa tenha dois (por que não sete?) pais e duas (ainda que haja só uma) mães? Ou mesmo três mães e dois pais, numa generosa full-hand de cinco dedos (ou serão cem?), why not?

Retomo aqui, a propósito e inspirado no mui censurado Prof. Paulo Otero, o zoogmatismo do meu amigo.
Se zoogmatizar pode ser sinónimo de olhar, por que não ir também “modernamente” mais longe e adoptar essa palavra para designar o animal que olha, que vela por?
Por uma criança.
É ou não verdade que os animais têm dado provas de protecção e de cuidado que muitos pais não dão?
Assim sendo, que diferença faz que um cão seja mãe de uma criança ou uma cadela seja um trio de pais de outra? Não vejo que haja que discriminar nem em espécie, nem em género nem em número.
Há por aí muitos defensores acérrimos – com argumentos que eles acham razoáveis – só do que lhes interessa.
Que cada um defenda o que lhe interessa parece-me bem.
Agora que pretenda ser razoável, racional e até universal (no sentido de aberto a todas as variantes e possibilidades) na defesa dos seus interesses é que já me parece estupidez pura e dura.
Quase sempre decididos os que o fazem a proibir os argumentos e as manifestações de interesses contrários aos seus.
O que de resto faz sentido. Uma vez que os seus argumentos são demasiado frágeis.
Incompetência

Recordo-me, nestes últimos anos, de 2001 para cá, pelo menos de três (com este) casos similares de pessoas desaparecidas com os respectivos automóveis que apareceram mortas, ao que tudo indica vítimas de acidente.
Em relação a este último caso, da desgraçada miúda de Lamego, ocorre-me esta dúvida:
Gastou-se tempo e dinheiro com barcos e mergulhadores e mais sei lá o quê e só com recurso ao rappel, a crer nas notícias, é que se descobriu o carro, este tempo todo depois? Mesmo havendo a suspeita de que se tratava de um caso semelhante aos outros mencionados?
Não há em tudo isto, como no caso de Graça Oliva e de José d’Orey uma entranhada incompetência?
Parece-me bem que há.
Se não houvesse, é que seria de espantar.

03/06/2010

Ermamento

No princípio era o ermamento. Ou talvez não.
Hoje, os passos são dados para lá voltarmos. Desta vez são as escolas que fecham.
Talvez conviesse, como já disse aqui, escrutinarmos um limite.
Aquele a partir do qual outros, menos habituados aos níveis de riqueza que os que abandonam o campo pretendem manter, ocupam o território que assim lhes deixamos.
É esta a história do mundo.
Entretanto, andamos a discutir a regionalização. Como se tivéssemos massa crítica para tal. Como se houvesse alguém, para além dos boçais que se conhecem, tirante as honrosas e raras excepções que cabe assinalar, para ocupar cargos nessas autarquias.
Como se não fôssemos assistir a um copiado festival de endividamento, rotundas e equipamentos sociais que para nada servem.
E mensagens dos presidentes!

02/06/2010

Num mundo de doidos

A evolução do homem levou o indivíduo médio a ser cada vez mais racional. É esse o retrato que faço.
As expectativas de racionalidade que temos – que eu tenho e que muitos partilham – não correspondem no entanto ao mundo.
Logo, a nossa visão está errada. É o tal “acho que não mas espero que sim” numa versão algo distorcida.
Aqui de longe, cheio de preconceitos e apenas baseado no que li e que ouvi em diversos sítios, parece-me encerrado o caso do taxista que matou a tiro doze pessoas hoje em Inglaterra.
Parece-me de eliminar a opção do assassino hibernado a soldo do bloco de Leste ou dominado pelo extremismo maometano.
E irrelevante uma versão dos crimes do ABC.
Não vejo portanto o que é que há para investigar.
Mas a polícia aparentemente diz que há.
Talvez queiram recuperar informação do cérebro morto do taxista como se se tratasse de uma caixa negra.
Acho que vivemos num mundo de doidos.

01/06/2010

Buraco

Sempre me impressionaram as visões (diria sensações) do chão a fugir por debaixo dos pés.
Esta imagem intriga-me pela sua regularidade. Não creio que seja fruto do acaso.


trecho de imagem da Associated Press, copiada do Daily Mail