26/01/2012

Civis

Pois por mim, a eliminar feriados civis, caso isso tivesse algum tipo de relevância, seria o 25 de Abril e o 10 de Junho.
O Dia de Portugal tanto poderia ser a 25 de Julho (de 1139), 5 de Outubro (de 1143) ou 1 de Dezembro (de 1640).
Lerei com atenção a fundamentação da escolha.

25/01/2012

Ruas com Dias



Passam três anos sobre a ideia parva.
De parva vai a espigadota, com 230 dias já com cromos na caderneta. Um dos quais é número da bola.
E 102 levantadas, à espera de serem fotografadas.
Haja gasóleo. E Gasolim…
Intelecto

Posso dizer hoje, com a margem de erro e de disparate que estas apreciações encerram, que o meu auge intelectual ocorreu algures entre os 13 e os 24 anos.
O auge da percepção, da capacidade de identificar, de raciocinar e de congeminar.
Está a coisa ao que parece dentro das balizas mais ou menos aceites.
Tal como qualquer outro parâmetro que se possa medir e comparar.
Até aqui, nada de novo.
O que me parece anormal é a degradação que experimento. Já nem sequer se trata de achar inextricáveis algoritmos que congeminei há décadas, trata-se de olhar e não ver, de não saber para onde estou virado, se para norte se para sul, leste ou oeste, se um som corriqueiro corresponde a esta ou aquela causa.
Com a idade pode ganhar-se sabedoria, coleccionar referências e referenciais.
Mas torna-se cada vez mais difícil tratar o armazenado. Não por ser muito, mas porque as manobras são cada vez mais difíceis.
Pelo menos para mim. Mesmo não me tendo dado conta de ter sofrido alguma catástrofe cerebral.

24/01/2012

PR

Pior a emenda do que o soneto.
O Presidente da República desfaz a sua base de apoio. É quase cada cavadela cada minhoca.
Se chegar ao fim do mandato, lá perco eu uma aposta feita há meia dúzia de anos.
Paixão antiga



Revendo as magníficas imagens das câmaras de trânsito na Finlândia.

23/01/2012

Muito raro

A CNN exulta com o Ano do Dragão de água. Muito raro, diz o repórter.
Tão raro como todos os outros anos, dir-lhe-ia alguém que tivesse um mínimo de neurónios a trabalhar.

21/01/2012

Medida-padrão

Para os padrões americanos, aparentemente, Newt Gingrich é um homem inteligente.
Para os padrões portugueses, filtrados pela imprensa e comentadores afins, José Sócrates também o é.

20/01/2012

Memória

As comparações diacrónicas são sempre mais da emoção do que da razão.
Antigamente, como dizia uma senhora um destes dias à câmara de tv, tínhamos todos 18 anos.
E por isso quando vou à Baixa lisboeta, e cada vez mais espaçadamente o faço, as comparações que congemino enfermam desse erro.
Não ver grande parte das lojas onde comprei isto e aquilo ou apenas mirei a montra.
Não ouvir os pregões dos ardinas ou o roncar mais ou menos alto dos motores de autocarro e os tlintlins dos eléctricos, não sentir o cheiro do fumo das castanhas ou dos fritos das casas de pasto.
De alguma destas coisas ainda há vestígios. O cheiro a mijo, como já aqui referi, voltou em força, depois de ter desaparecido algures entre as décadas de 70 e 80.
Na estação do Rossio está uma escada lançada como sempre a sonhei – alinhada de cima a baixo e não deixando ver o fim.
E isso, sim, intriga-me.
Mas uma coisa é certa – há trinta e tal anos era muito melhor passear na Baixa, porque todos tínhamos 18 anos.

18/01/2012

As comparações

É esperável que, cem anos corridos, se façam comparações entre o Titanic e o Costa Concordia.
Para além das dimensões – este é um tanto maior do que o Titanic – e da grande diferença nas consequências, há um facto ou uma suposição ou ainda um conjunto de suposições que se me deparou. A ser verdade que a rota do navio italiano foi tomada tendo em consideração um aceno aos ilhotas, e o facto de esta suposição, ainda que bizarra por ser de noite, ter sido feita só por si é significativo, fazendo com que o ser verdadeira ou falsa seja menos importante, transponhamos tal decisão para cem anos atrás. A minha ideia é que seria reputada de uma vulgaridade indecente.
Supondo que as suposições estão todas acertadas, está a coisa mais vulgar do que há um século. Parece bater certo.

16/01/2012

Estradas imagináveis (do plano de 45) - vol. 13



Nota: a toponímia das estradas imagináveis é porém real

15/01/2012

66º a estibordo*

Da história do naufrágio do navio italiano uma coisa sai, inelutável – a facilidade e a rapidez com que uma embarcação de tais dimensões se desgraça no mar.
Numa época em que há cópia de navios semelhantes destinados ao mesmo fim – cruzeiros de milhares de pessoas – é uma nota a que se deve dar atenção.


* Mais coisa menos coisa, a inclinação de acordo com as últimas imagens vistas antes de escrever.

Há em vários sítios uma simulação da rota do navio antes do encalhe proveniente das ferramentas de georeferenciação que se usam para a navegação aérea e marítima.
A estar correcta tal simulação ou o navio ia de marcha a ré ou depois de rasgado pelos leixões empreendeu uma viragem de 180º. Viragem essa que deveria ter sido registada nos aparelhos que possibilitaram tal simulação.
Parece mais uma asneira publicada e repetida sem análise.

adenda depois das 22:00: a hipótese da viragem a 180º parece ser a mais apropriada para conciliar os dados de georeferenciação com a posição actual do navio. Não haverá assim asneira mas dados incompletos.

especulação sobre o trajecto final através do obtido no marinetraffic.com sobre GoogleEarth

11/01/2012

Coisas que os antigos diziam de outra maneira - sentença oitava

O culto é o que tem uma amostra das coisas que lhe permite obter bons resultados.
O sábio é o que viu que esses resultados a nada conduzem.