Arnesto
Não sei como ele consegue ditar um diário há cinco anos, quase sem falhar um dia.
04/02/2012
Meta
As capas de Cândido Costa Pinto que apreciava espreitando dos bolsos e arrumadas nas estantes do meu Pai, ocupadas umas, muito significativamente, e outros, à vez, com exemplares da Vampiro e da Argonauta, exerceram desde cedo um fascínio adormecido sobre os meus sentidos.
Quando me dispus a lê-los, aos livros, já as colecções tinham recebido tremendos rombos e as capas passado a ter menor interesse.
Fui ainda assim descobrindo, espalhados por caixotes e estantes alentejanas, um exemplar ou outro, deixado nas férias ou nos fins-de-semana ou mesmo degredado na planície.
Quando passei no início do século quase um ano sem televisão nem computador na casa onde dormia, fui erguendo e desmontando pilhas deles na cabeceira.
Em meados da década passada, resolvi tentar completar três das colecções que havia herdado – estas duas mais a Miniatura.
Hoje consegui completar a Vampiro, adquirindo dois dos números mais recentes.
À atenção daqueles tipos que sabem quantos parafusos tem a Torre Eiffel e quantos portugueses possuem completa a Colecção Vampiro, digo-lhes assim e agora que somem um.

Dos muitos que já li há um que me ficou particularmente no goto.
Anders Bodelsen, “Um número à escolha” (1968), Col. Vampiro – 307, Livros do Brasil
com a devida vénia aos autores das capas e a quem as publicou em sites de leilões, alfarrabistas, etc.
As capas de Cândido Costa Pinto que apreciava espreitando dos bolsos e arrumadas nas estantes do meu Pai, ocupadas umas, muito significativamente, e outros, à vez, com exemplares da Vampiro e da Argonauta, exerceram desde cedo um fascínio adormecido sobre os meus sentidos.
Quando me dispus a lê-los, aos livros, já as colecções tinham recebido tremendos rombos e as capas passado a ter menor interesse.
Fui ainda assim descobrindo, espalhados por caixotes e estantes alentejanas, um exemplar ou outro, deixado nas férias ou nos fins-de-semana ou mesmo degredado na planície.
Quando passei no início do século quase um ano sem televisão nem computador na casa onde dormia, fui erguendo e desmontando pilhas deles na cabeceira.
Em meados da década passada, resolvi tentar completar três das colecções que havia herdado – estas duas mais a Miniatura.
Hoje consegui completar a Vampiro, adquirindo dois dos números mais recentes.
À atenção daqueles tipos que sabem quantos parafusos tem a Torre Eiffel e quantos portugueses possuem completa a Colecção Vampiro, digo-lhes assim e agora que somem um.

Dos muitos que já li há um que me ficou particularmente no goto.
Anders Bodelsen, “Um número à escolha” (1968), Col. Vampiro – 307, Livros do Brasil
com a devida vénia aos autores das capas e a quem as publicou em sites de leilões, alfarrabistas, etc.
03/02/2012
02/02/2012
Notícias do manicómio (III)
Quem vendeu ao Zé, bradou bem alto que vendeu ao Zé e não ao António.
Não lhe passou pela cabeça que o Zé amanhã vendesse ao António.
Ou, melhor dizendo, acha que tem domínio sobre algo que alheou.
Ou é uma forma primária de fazer dos outros parvos ou é uma incapacidade gritante de somar dois com dois. Ambas dizem da capacidade de quem profere tal enormidade.
A história vai-se repetindo, com outras personagens.
Quem vendeu ao Zé, bradou bem alto que vendeu ao Zé e não ao António.
Não lhe passou pela cabeça que o Zé amanhã vendesse ao António.
Ou, melhor dizendo, acha que tem domínio sobre algo que alheou.
Ou é uma forma primária de fazer dos outros parvos ou é uma incapacidade gritante de somar dois com dois. Ambas dizem da capacidade de quem profere tal enormidade.
A história vai-se repetindo, com outras personagens.
Notícias do manicómio (II)
A ser verdade o que é noticiado, um dos acusados de ter causado cegueira a pacientes em Santa Maria, terá alegado que:
Não haveria na altura manual de procedimentos e que o mesmo só foi criado dias depois.
Ora, a ser isto verdade, tal significa que entende que só com a existência de um manual de procedimentos se julga capaz de desempenhar tarefas.
A ser verdade, repito.
A ser verdade o que é noticiado, um dos acusados de ter causado cegueira a pacientes em Santa Maria, terá alegado que:
Não haveria na altura manual de procedimentos e que o mesmo só foi criado dias depois.
Ora, a ser isto verdade, tal significa que entende que só com a existência de um manual de procedimentos se julga capaz de desempenhar tarefas.
A ser verdade, repito.
01/02/2012
Notícias do manicómio
Aqui, desde há uns meses, que toda a gente sabe que a Ti’Maria não vai ao mercado.
Só deve lá voltar para o ano que vem, se a família achar bem.
Ainda hoje a Ti’Maria foi ao mercado.
Aqui, desde há uns meses, que toda a gente sabe que a Ti’Maria não vai ao mercado.
Só deve lá voltar para o ano que vem, se a família achar bem.
Ainda hoje a Ti’Maria foi ao mercado.
31/01/2012
30/01/2012
29/01/2012
Céu estrelado
Não deixa de ser curioso que se indique como exemplo de céu estrelado uma zona de uma grande albufeira, onde inevitavelmente a humidade relativa é superior à da maior parte do território que está longe do mar e de fontes de luz.
Não deixa de ser curioso que se indique como exemplo de céu estrelado uma zona de uma grande albufeira, onde inevitavelmente a humidade relativa é superior à da maior parte do território que está longe do mar e de fontes de luz.
28/01/2012
27/01/2012
26/01/2012
25/01/2012
Ruas com Dias

Passam três anos sobre a ideia parva.
De parva vai a espigadota, com 230 dias já com cromos na caderneta. Um dos quais é número da bola.
E 102 levantadas, à espera de serem fotografadas.
Haja gasóleo. E Gasolim…

Passam três anos sobre a ideia parva.
De parva vai a espigadota, com 230 dias já com cromos na caderneta. Um dos quais é número da bola.
E 102 levantadas, à espera de serem fotografadas.
Haja gasóleo. E Gasolim…
Intelecto
Posso dizer hoje, com a margem de erro e de disparate que estas apreciações encerram, que o meu auge intelectual ocorreu algures entre os 13 e os 24 anos.
O auge da percepção, da capacidade de identificar, de raciocinar e de congeminar.
Está a coisa ao que parece dentro das balizas mais ou menos aceites.
Tal como qualquer outro parâmetro que se possa medir e comparar.
Até aqui, nada de novo.
O que me parece anormal é a degradação que experimento. Já nem sequer se trata de achar inextricáveis algoritmos que congeminei há décadas, trata-se de olhar e não ver, de não saber para onde estou virado, se para norte se para sul, leste ou oeste, se um som corriqueiro corresponde a esta ou aquela causa.
Com a idade pode ganhar-se sabedoria, coleccionar referências e referenciais.
Mas torna-se cada vez mais difícil tratar o armazenado. Não por ser muito, mas porque as manobras são cada vez mais difíceis.
Pelo menos para mim. Mesmo não me tendo dado conta de ter sofrido alguma catástrofe cerebral.
Posso dizer hoje, com a margem de erro e de disparate que estas apreciações encerram, que o meu auge intelectual ocorreu algures entre os 13 e os 24 anos.
O auge da percepção, da capacidade de identificar, de raciocinar e de congeminar.
Está a coisa ao que parece dentro das balizas mais ou menos aceites.
Tal como qualquer outro parâmetro que se possa medir e comparar.
Até aqui, nada de novo.
O que me parece anormal é a degradação que experimento. Já nem sequer se trata de achar inextricáveis algoritmos que congeminei há décadas, trata-se de olhar e não ver, de não saber para onde estou virado, se para norte se para sul, leste ou oeste, se um som corriqueiro corresponde a esta ou aquela causa.
Com a idade pode ganhar-se sabedoria, coleccionar referências e referenciais.
Mas torna-se cada vez mais difícil tratar o armazenado. Não por ser muito, mas porque as manobras são cada vez mais difíceis.
Pelo menos para mim. Mesmo não me tendo dado conta de ter sofrido alguma catástrofe cerebral.
24/01/2012
23/01/2012
Subscrever:
Mensagens (Atom)
