16/06/2012

Restos de colecção (76)


158 anos depois da Batalha de Cacilhas, saindo de Garvão no mesmo 16 de Julho que Terceira.

15/06/2012

Caiu-lhe a moeda

Diálogo improvável que Hipnos pôs na minha cabeça:
Zé, lembras-te de ouvir falar naquele escritor que esteve uns tempos naquele monte que é hoje da tua tia e que escreveu uma peça inspirado no nosso tio L.?
Então não havia de me lembrar? Foi o que lhe caiu o dedo e só deu por isso quando ouviu a moeda cair no chão.

13/06/2012

Os emocionistas

Os emocionistas não reflectem, não usam a cabeça e falham na parte racional das coisas. É possível que beneficiem de melhores resultados na parte emocional das coisas. Não o sabemos.
Não o sabemos como não sabemos identificar uma e outra na mente. Embora saibamos que há coisas que a razão nos ajuda a resolver, criar e operar uma máquina simples como exemplo básico.
Os emocionistas fazem cálculos com base no que lhes parece, no que sentem, não com um lápis e um papel. É como se pedíssemos a conta ao Manel do café e ele dissesse, mirando a quantidade de minis, de alcagoitas e de pratos de caracóis, que são cento e vinte mirréis.
É nessa base que alguns deles preferem a vitória da Alemanha no jogo que ora decorre.
Não fizeram as contas.
Contas

Temos assim que no grupo A, quem ganhar o último jogo passa.
Cada qual depende de si próprio.
Antigamente tínhamos 20 anos*


Manjerico roubado aqui. Sem a quadra.


*frase roubada a uma senhora que foi certa vez entrevistada na rua por um canal de televisão e que eu já deturpei por minha vez, escrevendo tínhamos todos 18 anos.

12/06/2012

Lotaria

Os números. Normalmente são aqueles que com eles, os números, menos convivência tiveram que mais com eles enchem a boca.
É o que acontece com os humanos, regra geral, diz o ditado. Nada pois a assinalar.
Os números, vistos como um palácio, dão origem a esta coisa singela que é a estação dos correios travestir-se de loja dos trezentos.
Os números terão dito que ene lojas em pê lugares, constituiriam uma rede que se não poderia desaproveitar para fazer outros negócios. Ideia peregrina que a nenhum sapateiro tinha ocorrido, pois se assim fosse haveriam de vender rabecões. Tal como os padeiros venderiam castanholas e nas farmácias se poderiam encontrar os últimos cd de música pimba.
Foi portanto uma ideia genial e sem rival nos outros ramos de negócio, apesar de tabacos, jornais e revistas terem durante muitos anos convivido com cafés, bombas de gasolina, estações de comboio, portos e aeroportos.
Esta ideia genial das duas, uma: ou é irrelevante como negócio e põe à prova a capacidade de lidar com números de quem teve tal ideia ou é um sucesso e faz com que quem tem qualquer assunto a tratar nos correios tenha que esperar na fila por quem vai comprar o cachecol da selecção, o último êxito dos prosadores lusos ou uma linda recordação para oferecer à Mimi.
Não se sabendo qual dos casos é, a empresa que fornece as senhas de espera, em vez da hora prevista de atendimento ou do tempo de espera mais provável, coloca a seguinte palavra: LOTARIA.
Aqui também das duas uma, ou é um desabafo do programador que, inadvertidamente, se vê impresso nas senhas, dando a ideia de que calcular o tempo de espera é o mesmo que acertar na lotaria ou se trata de uma forma subliminar de levar o freguês a jogar num dos jogos da Santa Casa, o que decerto em breve se poderá fazer ao balcão, se é que já não se faz.
São os números. Da lotaria.

11/06/2012

Mais bola

A tal folha de excel diz que a Croácia e a Espanha estão em vantagem sobre a Itália no grupo C para o apuramento para a fase seguinte. A Irlanda está com 1:6 e fora.
No grupo D, Ucrânia, Inglaterra e França estão a competir pelo lugar. Com a Inglaterra em ligeira vantagem sobre a França e a Ucrânia em ligeira vantagem sobre a Inglaterra. A Suécia está, tal como a Irlanda, com 1:6 e fora.
Ora é preciso ser pago principescamente para mandar chutos para o ar como estes?

10/06/2012

A imbecilidade ignorante (episódio Θ+5)

O locutor da bola na SIC diz primeiro que o hino espanhol evoca na sua letra o passado colonial e a hispanidade.
Depois, ao não ouvir (ver - os jogadores) ninguém cantar (à excepção do la la la nas bancadas) observa que o hino não foi cantado. Talvez devido à situação que a Espanha atravessa.
Decerto avisado ao ouvido para não dizer enormidades sobre assuntos que desconhece, emendou pior do que sonetou – que o hino espanhol não tendo letra fora cantado em silêncio(!). E que esse silêncio não significaria de facto uma greve sonora ao que se passa no país.
Cito de memória e sem a preocupação de o fazer literalmente.
O que conta é o espírito da asneira.
Talvez ele também desconheça que as tentativas de dotar o hino espanhol de uma letra foram sempre goradas. Ainda há poucos anos atrás voltaram a falar do assunto.
Actualidades

Revendo um post de há quatro anos.
Qualquer um que tenha uma folha de excel ao dispôr pode calcular o futuro. É o que fazem uns quantos, com o olhómetro grosseiro dito fino e de alto coturno. E fazendo-se pagar bizantinamente por tal.
Pois por mim, dou já apuradas para os quartos de final a Alemanha, a Dinamarca, a Rússia e a Polónia. A minha aposta já está prejudicada.
Tudo isto com contas de um olhómetro a toda a prova, feitas numa folha de excel.

A propósito da data – a escolha dos feriados abolidos ou suspensos no ar (é melhor não dizerem suspensos que tal faz lembrar pontes) não foi justificada numa certa alteração ao Código de Trabalho (ponto 1 do artº 234º) que de uma forma indigna elimina de facto os feriados de 1 de Dezembro e de 5 de Outubro.
Não me pronunciando sobre os feriados religiosos, verifico que a escolha é acentuadamente populista, demagógica. E é talvez por ser envergonhada ou muito pouco ilustrada a dita escolha que é de forma indigna e tenebrosa que se faz publicar tal decisão. Numa alteraçãozinha a um artigo do Código de Trabalho.

Não me dei ao trabalho de ler o rol de condecorados.
Calculo que, uma vez mais, os de pouca fama e muito proveito para a Pátria não tenham incorporado tal rol. E temo que não tenha sido por recusa pessoal mas por foco na fama de quem alinha estes nomes.

Muita parra e pouca uva é o sumo dos três pontos.

09/06/2012

Against all odds

No mesmo dia, no mesmo grupo, as duas equipas mais mal cotadas ganharem às de maior nível, parece pouco provável.
Na mesma competição, a Holanda perder os jogos com as equipas menos cotadas do grupo parece pouco provável.
Já começou a guerra?

É que não me mandarem dizer.
Ouvi e avistei um caça que, apesar do pouco tempo do avistamento, não me pareceu ser um F-16. É claro que posso estar enganado.
Desde que, há mais de duas décadas, fui sobrevoado a muito baixa altitude por dois F-4 com as insígnias dos EUA ali para os lados da Estação de Garvão que não me sentia tão pouco informado.

08/06/2012

Ainda a tempo

A aposta que vale jantares - os quatro semi-finalistas.
Por ordem de classificação final os dois primeiros.

Estradas imagináveis (do plano de 45) - vol. 14

07/06/2012

Coisas que os antigos diziam de outra maneira - sentença nona

Não bastam cursos d’água para separar dois territórios. A menos que um seja uma ilha fluvial.

05/06/2012

Josephine

No banco de Josephine, a coisa treme.


quadro adicionado cerca da 1:30 de 6 Jun, referente à frequência e magnitude dos sismos no banco de Josephine em 2012, segundo dados do IM

04/06/2012

Ao acordar

Quando acordei decidi mandar regressar a penates o técnico estrangeiro que havia convidado para me ensinar a tabuada em português.

03/06/2012

James

Foi o J. quem me apresentou os James.
Algum tempo depois de ele o ter feito, conseguiram-se uns bilhetes VIP para a Zambujeira.
Chegou a casa radiante, com um prato de plástico assinado pelos elementos do conjunto.
O prato era o menos, dizia ele, o que contava era ter falado com eles com calma. Um puto que com toda a segurança os interpelava em inglês e a que eles teriam achado piada.
Eu, que nunca fui de ídolos, achei por minha vez piada ao prato de plástico pendurado na parede da casa avoenga.
Entre esse 8 de Agosto de 1999 e o dia de hoje em que os estou a ouver* na televisão parece que passaram dez séculos e não 4561 dias.
Nem sequer sou um homem de músicas. Mas tenho no carro um disco dos James.

*chapeau a José Duarte.
Um cão

Ponto.