12/10/2013
10/10/2013
Uma preguiça
Há uma preguiça mental vária que me impede de sistematizar a informação recolhida sobre o caso da crise sísmica ao largo de Castellón de la Plana e a sua relação com a injecção de gás num depósito natural nas proximidades dos focos sísmicos.
Uma preguiça mental vária que me impede. Até de ser mais claro nestas linhas.
Há uma preguiça mental vária que me impede de sistematizar a informação recolhida sobre o caso da crise sísmica ao largo de Castellón de la Plana e a sua relação com a injecção de gás num depósito natural nas proximidades dos focos sísmicos.
Uma preguiça mental vária que me impede. Até de ser mais claro nestas linhas.
08/10/2013
Explicar
Se é de falta de explicação que se trata, que Passos Coelho explique, que mostre a razão pela qual se atreve a cortar nas pensões enquanto mantém Rui Machete no governo.
Aquela coisa de dar o exemplo, da autoridade moral, já não se usa?
Se não se usa, acautele-se. Um destes dias será chamado à pedra.
Se é de falta de explicação que se trata, que Passos Coelho explique, que mostre a razão pela qual se atreve a cortar nas pensões enquanto mantém Rui Machete no governo.
Aquela coisa de dar o exemplo, da autoridade moral, já não se usa?
Se não se usa, acautele-se. Um destes dias será chamado à pedra.
07/10/2013
Manuais de instruções
Nas divisões do mundo, uma há que é inelutável: o mundo divide-se entre os que escrevem manuais de instruções e os que os usam. Grosso modo.
Ora de entre os diversos manuais de instruções que se podem considerar, uns há que mostram uma evolução que talvez reflicta muito bem a evolução que o mundo sofreu desde que surgiram – as bulas de medicamentos.
Estive há pouco a saborear o texto da bula da vacina Influvac 2013-2014 (... se você ou o seu filho são alérgicos...). Pareceu-me destinada (... se você ou o seu filho estiverem a tomar...) a um indivíduo que estava hoje (... se você ou o seu filho têm uma resposta imunitária fraca...) à minha frente num balcão de clínica. Foi difícil, muito difícil, à funcionária explicar-lhe que o horário era das tantas às tantas e que, dentro desse horário, poderia ir a qualquer hora e que o tempo previsto para a espera era no máximo de meia hora.
O mundo não está mais estúpido. Há é mais estúpidos a julgarem-se doutores. Ou similares.
Nas divisões do mundo, uma há que é inelutável: o mundo divide-se entre os que escrevem manuais de instruções e os que os usam. Grosso modo.
Ora de entre os diversos manuais de instruções que se podem considerar, uns há que mostram uma evolução que talvez reflicta muito bem a evolução que o mundo sofreu desde que surgiram – as bulas de medicamentos.
Estive há pouco a saborear o texto da bula da vacina Influvac 2013-2014 (... se você ou o seu filho são alérgicos...). Pareceu-me destinada (... se você ou o seu filho estiverem a tomar...) a um indivíduo que estava hoje (... se você ou o seu filho têm uma resposta imunitária fraca...) à minha frente num balcão de clínica. Foi difícil, muito difícil, à funcionária explicar-lhe que o horário era das tantas às tantas e que, dentro desse horário, poderia ir a qualquer hora e que o tempo previsto para a espera era no máximo de meia hora.
O mundo não está mais estúpido. Há é mais estúpidos a julgarem-se doutores. Ou similares.
06/10/2013
05/10/2013
Aqui há Gato!*
Num tempo em que a profusão de comentários, de likes e de estrelas é esmagadora e a um indivíduo que se propôs não fazer recomendações de restaurantes, a esse indivíduo seria de esperar que escrevesse moita.
Pois não, aqui digo que há Gato na Lousã.
Não me recordo de anteriormente alguma vez me ter restaurado em tal povoado. Talvez um café, isso sim.
E ontem, justamente quando depois de ter passado por invernos, primaveras e verões sem chuva (que este ano como está demonstrado o Outono foi eliminado do calendário), justamente quando desabou uma magnífica carga d’água, acolhi-me no Gato.
Foi bom, barato. Fiquei bem servido.
* longe de mim querer plagiar ou sequer competir com o mestre Quitério
Num tempo em que a profusão de comentários, de likes e de estrelas é esmagadora e a um indivíduo que se propôs não fazer recomendações de restaurantes, a esse indivíduo seria de esperar que escrevesse moita.
Pois não, aqui digo que há Gato na Lousã.
Não me recordo de anteriormente alguma vez me ter restaurado em tal povoado. Talvez um café, isso sim.
E ontem, justamente quando depois de ter passado por invernos, primaveras e verões sem chuva (que este ano como está demonstrado o Outono foi eliminado do calendário), justamente quando desabou uma magnífica carga d’água, acolhi-me no Gato.
Foi bom, barato. Fiquei bem servido.
* longe de mim querer plagiar ou sequer competir com o mestre Quitério
04/10/2013
03/10/2013
Loucura
Só uma loucura generalizada nos órgãos dos dois principais partidos políticos justifica a acesa troca de argumentos entre os integrantes de um e de outro lado.
Não conseguem entender o que é pacífico entre os observadores distanciados – um e outro são duas faces da mesma moeda. E igualmente responsáveis pelo estado a que chegámos.
Já agora: qual será a posição do PS face à Constituição e aos condicionamentos dela decorrentes quando chegar de novo ao poder?
Só uma loucura generalizada nos órgãos dos dois principais partidos políticos justifica a acesa troca de argumentos entre os integrantes de um e de outro lado.
Não conseguem entender o que é pacífico entre os observadores distanciados – um e outro são duas faces da mesma moeda. E igualmente responsáveis pelo estado a que chegámos.
Já agora: qual será a posição do PS face à Constituição e aos condicionamentos dela decorrentes quando chegar de novo ao poder?
01/10/2013
Estradas imagináveis (do plano de 45) - vol. 21

Nota: a toponímia das estradas imagináveis é porém real.

Nota: a toponímia das estradas imagináveis é porém real.
30/09/2013
29/09/2013
Alavancar (X)
Ess’agora! O que não falta são grupos coesos que desatam à berlaitada!
Se puseres uma porrada de malta, uma porrada é uma maneira de dizer que os autocarros são para aí de cinquenta e dois lugares, uma porrada de malta que nunca se tenha visto se calhar vão mais felizes todos juntos no autocarro que esse tal teu grupo coeso. Porrada é disfemismo, ‘tá claro!
Ok. Não vale a pena irmos por aí.
Pois não.
O que te digo é que, com a devida ensaboadela papagueiam tudo o que se quiser. Que nunca houve verões assim, invernos assim, calores assim, chuvas assim. Que foi fora-de-jogo e que foi penalti e que o outro é maricas e que a outra é...
Mas isso foi assim pelos séculos dos séculos. Descobriste a pólvora, pá!
Talvez. Mas nunca se espalhou tão bem aquilo que se quer como hoje.
E o que não se quer.
Ah, isso é marginal. O grosso do rebanho obedece ao capataz e ao cão que o guarda.
Capataz? Não será antes pastor?
Ai o c... Bebe mas é mais uma mine e concentra-te nisto – se o nosso problema de método não estivesse na alavanca, não haveria tanta gente a conjungar o verbo alavancar, soando a arrancar, carregar e outros esforçados verbos. É o mau uso da alavanca que o explica.
Agora é que deste uma p’rà caixa.
Manel! A abaladiça: mais duas mines e um pacote de alcagoitas.
Ess’agora! O que não falta são grupos coesos que desatam à berlaitada!
Se puseres uma porrada de malta, uma porrada é uma maneira de dizer que os autocarros são para aí de cinquenta e dois lugares, uma porrada de malta que nunca se tenha visto se calhar vão mais felizes todos juntos no autocarro que esse tal teu grupo coeso. Porrada é disfemismo, ‘tá claro!
Ok. Não vale a pena irmos por aí.
Pois não.
O que te digo é que, com a devida ensaboadela papagueiam tudo o que se quiser. Que nunca houve verões assim, invernos assim, calores assim, chuvas assim. Que foi fora-de-jogo e que foi penalti e que o outro é maricas e que a outra é...
Mas isso foi assim pelos séculos dos séculos. Descobriste a pólvora, pá!
Talvez. Mas nunca se espalhou tão bem aquilo que se quer como hoje.
E o que não se quer.
Ah, isso é marginal. O grosso do rebanho obedece ao capataz e ao cão que o guarda.
Capataz? Não será antes pastor?
Ai o c... Bebe mas é mais uma mine e concentra-te nisto – se o nosso problema de método não estivesse na alavanca, não haveria tanta gente a conjungar o verbo alavancar, soando a arrancar, carregar e outros esforçados verbos. É o mau uso da alavanca que o explica.
Agora é que deste uma p’rà caixa.
Manel! A abaladiça: mais duas mines e um pacote de alcagoitas.
28/09/2013
Rotundos autarcas*
A classe dos autarcas não escapa ao retrato do país – uns quantos bons e capazes, uns quantos assim-assim e uma imensa maioria de medíocres e maus.
Autarcas actuais e passados, bem entendido.
Essa imensa maioria de medíocres e maus deixou obra. Que para essa maioria de eleitores que os foram mantendo no cargo terá sido boa obra.
Que interessam as dívidas que se contraíram e que não se conseguem pagar, as porcarias que se fizeram e que para nada servem e que em alguns casos não se conseguem conservar em bom estado (como se interessasse ter porcaria em bom estado...)? Não interessam nada.
Dessa imensa maioria de eleitores começaram a dissidir uns quantos afinal indignados com o esbanjamento que agora lhes esmifra os bolsos.
Este post é para homenagear os que de há muito foram apontando os ridículos mimetismos e as extravagâncias dessa classe.
Com mais (como neste caso) ou menos humor.

nó rodoviário em Mafra - imagem dos Bing Maps.
*expressão que me tendo ocorrido, tive o cuidado de verificar já ter sido cunhada por outros.
A classe dos autarcas não escapa ao retrato do país – uns quantos bons e capazes, uns quantos assim-assim e uma imensa maioria de medíocres e maus.
Autarcas actuais e passados, bem entendido.
Essa imensa maioria de medíocres e maus deixou obra. Que para essa maioria de eleitores que os foram mantendo no cargo terá sido boa obra.
Que interessam as dívidas que se contraíram e que não se conseguem pagar, as porcarias que se fizeram e que para nada servem e que em alguns casos não se conseguem conservar em bom estado (como se interessasse ter porcaria em bom estado...)? Não interessam nada.
Dessa imensa maioria de eleitores começaram a dissidir uns quantos afinal indignados com o esbanjamento que agora lhes esmifra os bolsos.
Este post é para homenagear os que de há muito foram apontando os ridículos mimetismos e as extravagâncias dessa classe.
Com mais (como neste caso) ou menos humor.

nó rodoviário em Mafra - imagem dos Bing Maps.
*expressão que me tendo ocorrido, tive o cuidado de verificar já ter sido cunhada por outros.
27/09/2013
Alavancar (IX)
A razão do nosso atraso está na alavanca. Ainda não percebeste?
O nosso mal é que o braço potente é sempre menor do que o braço resistente. Acreditamos nas alavancas assim. É assim que as usamos. Como se fossem pinças.
E com isso podemos fazer ene vezes o trabalho necessário para um determinado fim. Desperdiçamos pelo menos ene menos uma vezes esse trabalho necessário. Faz parte da nossa natureza.
E as perguntas a Marcelo e as letras do Tony Carreira dizem-te isso?
Dizem. Ó se dizem. É preciso a gente embrenhar-se bem numas e noutras para ver a luz!
Ena, pá! Na minha terra chamamos a isso lavagem cerebral. Conseguem-se prodígios com a convivência prolongada com as mentes adequadas.
Deixa-te dessas porras. As perguntas a Marcelo e as canções do Carreira são apenas um sintoma. Mas um sintoma evidente que convém ter em conta.
Achas?
Acho. E acho mais: com alguma propaganda não terás dificuldade em obter um grupo coeso que jure a pés juntos que faz menos trabalho accionando um braço menor do que um braço maior numa alavanca.
Grupo coeso? Por quê coeso?
Porque se não fôr, é uma chatice colocá-lo no mesmo autocarro e levá-lo a um estúdio de televisão.
(continua)
A razão do nosso atraso está na alavanca. Ainda não percebeste?
O nosso mal é que o braço potente é sempre menor do que o braço resistente. Acreditamos nas alavancas assim. É assim que as usamos. Como se fossem pinças.
E com isso podemos fazer ene vezes o trabalho necessário para um determinado fim. Desperdiçamos pelo menos ene menos uma vezes esse trabalho necessário. Faz parte da nossa natureza.
E as perguntas a Marcelo e as letras do Tony Carreira dizem-te isso?
Dizem. Ó se dizem. É preciso a gente embrenhar-se bem numas e noutras para ver a luz!
Ena, pá! Na minha terra chamamos a isso lavagem cerebral. Conseguem-se prodígios com a convivência prolongada com as mentes adequadas.
Deixa-te dessas porras. As perguntas a Marcelo e as canções do Carreira são apenas um sintoma. Mas um sintoma evidente que convém ter em conta.
Achas?
Acho. E acho mais: com alguma propaganda não terás dificuldade em obter um grupo coeso que jure a pés juntos que faz menos trabalho accionando um braço menor do que um braço maior numa alavanca.
Grupo coeso? Por quê coeso?
Porque se não fôr, é uma chatice colocá-lo no mesmo autocarro e levá-lo a um estúdio de televisão.
(continua)
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