Taça Calcutá
Diz que a Escócia, que perdeu hoje em casa com a Inglaterra para o torneio (agora) das seis nações em râguebi por 0-20, marcava sempre pontos contra a Inglaterra em Murrayfield desde 1978. Desde essa data só perdeu sem marcar qualquer ponto com a França em Murrayfield em 2004; com a Nova Zelândia também em Murrayfield em 2007 e com a África do Sul ainda em Murrayfield no ano passado.
Ouvi ontem, julgo que na Sky News, alguém comentar que este jogo de hoje teria um particular significado no meio do ambiente de secessão que culminará com o referendo de Setembro.
0-20 quererá dizer o quê?
08/02/2014
07/02/2014
Terror
A julgar pelas cadeias internacionais de televisão, as únicas coisas a reter sobre os Jogos Olímpicos de Inverno de 2014 são:
Se vai ou não ocorrer um atentado terrorista durante o evento. Parece-me ser isto uma notória vitória dos terroristas que estão na origem da ameaça.
Se vai ou não haver o folclore da homossexualidade ostentada.
É tudo.

imagem da página dos jogos
A julgar pelas cadeias internacionais de televisão, as únicas coisas a reter sobre os Jogos Olímpicos de Inverno de 2014 são:
Se vai ou não ocorrer um atentado terrorista durante o evento. Parece-me ser isto uma notória vitória dos terroristas que estão na origem da ameaça.
Se vai ou não haver o folclore da homossexualidade ostentada.
É tudo.

imagem da página dos jogos
06/02/2014
Um cartão de pontos
Ok. Já que estamos a abardinar a República e os seus valores de cidadania, substituindo-os por pilim, oferece-me dizer que não será mal pensado criar um cartão de pontos da vilania.
Em vez do carro que dizem vai ser sorteado semanalmente, pontos no cartão.
De cada vez que comprovadamente alguém ajude uma velhinha a atravessar uma rua contra a sua (dela, velhinha) vontade, pontos no cartão.
De cada vez que comprovadamente alguém circule pela faixa da direita na auto-estrada, dela só saindo para ultrapassar, pontos no cartão.
De cada vez que um autarca cumpra um mandato inteirinho sem mandar construir uma rotunda injustificável (isto já são sopas depois d’almoço), pontos no cartão.
De cada vez que um aluno cumpra um ano inteirinho numa escola pública sem andar à porrada e sem danificar as instalações, pontos no cartão.
Estes e muitos outros mais que me hão-de ocorrer, serão os comportamentos que, premiados, farão o país muito mais saudável e robusto. Tal como uma farinha aditivada dos bons velhos tempos.
Para que é que servirão os pontos no cartão?
Essa é boa! Para deduzir na colecta do IRS, ‘tá claro!
Ok. Já que estamos a abardinar a República e os seus valores de cidadania, substituindo-os por pilim, oferece-me dizer que não será mal pensado criar um cartão de pontos da vilania.
Em vez do carro que dizem vai ser sorteado semanalmente, pontos no cartão.
De cada vez que comprovadamente alguém ajude uma velhinha a atravessar uma rua contra a sua (dela, velhinha) vontade, pontos no cartão.
De cada vez que comprovadamente alguém circule pela faixa da direita na auto-estrada, dela só saindo para ultrapassar, pontos no cartão.
De cada vez que um autarca cumpra um mandato inteirinho sem mandar construir uma rotunda injustificável (isto já são sopas depois d’almoço), pontos no cartão.
De cada vez que um aluno cumpra um ano inteirinho numa escola pública sem andar à porrada e sem danificar as instalações, pontos no cartão.
Estes e muitos outros mais que me hão-de ocorrer, serão os comportamentos que, premiados, farão o país muito mais saudável e robusto. Tal como uma farinha aditivada dos bons velhos tempos.
Para que é que servirão os pontos no cartão?
Essa é boa! Para deduzir na colecta do IRS, ‘tá claro!
04/02/2014
02/02/2014
01/02/2014
31/01/2014
30/01/2014
29/01/2014
Barack Obama
O homem conseguiu, ontem à noite, ser ainda um bom bocado mais demagogo do que é costume.
O homem conseguiu, ontem à noite, ser ainda um bom bocado mais demagogo do que é costume.
28/01/2014
27/01/2014
Marqueteiros
Ouvi com atenção o argumentário para televisão de Zeinal Bava sobre a extinção da marca TMN.
É um exemplo académico do discurso vazio. Não tem ponta por onde se lhe pegue.
O assunto não me diz respeito, dado que se trata de uma empresa privada. Mas o argumentário televisivo que me é também dirigido, diz.
Ouvi com atenção o argumentário para televisão de Zeinal Bava sobre a extinção da marca TMN.
É um exemplo académico do discurso vazio. Não tem ponta por onde se lhe pegue.
O assunto não me diz respeito, dado que se trata de uma empresa privada. Mas o argumentário televisivo que me é também dirigido, diz.
Epifania
A crer no que diz a imprensa, e o que a imprensa diz é em regra um reflexo de uma interpretação infantil do mundo, mas mesmo assim, a crer no que ela diz, no caso da tragédia do Meco cada vez mais se pretende que uma epifania lance luz sobre o que luz não tem nem teve.
Que os pais daqueles que morreram sintam uma insatisfação, uma agonia mais, por não saberem ao certo o que se passou, entende-se. É da natureza humana, do processo de luto.
Que quem deve olhar para o caso com racionalidade proceda da forma a que a imprensa se refere, dizendo isto sempre com as reservas que a imprensa merece mas com a memória dos péssimos exemplos que a investigação nos tem dado, não é surpresa. Mas é muito triste.
Em Portugal, um dos maiores problemas que temos é o da falta de racionalidade. Tem sido ela que nos tem arrastado ao longo das épocas para o abismo.
Há gente muito capaz por cá. Mas que se dá ao luxo de ser governada por tolos.
Só muito raramente, quando a crise é grande, surge um grupo mais racional para pôr uma certa ordem. Efémera.
Neste momento, atravessamos uma fase em que a irracionalidade campeia. Um pouco por todo o lado.
Com a excepção, aliás meritória, de se procurar emendar as contas do país. Mas isso é outra história.
A crer no que diz a imprensa, e o que a imprensa diz é em regra um reflexo de uma interpretação infantil do mundo, mas mesmo assim, a crer no que ela diz, no caso da tragédia do Meco cada vez mais se pretende que uma epifania lance luz sobre o que luz não tem nem teve.
Que os pais daqueles que morreram sintam uma insatisfação, uma agonia mais, por não saberem ao certo o que se passou, entende-se. É da natureza humana, do processo de luto.
Que quem deve olhar para o caso com racionalidade proceda da forma a que a imprensa se refere, dizendo isto sempre com as reservas que a imprensa merece mas com a memória dos péssimos exemplos que a investigação nos tem dado, não é surpresa. Mas é muito triste.
Em Portugal, um dos maiores problemas que temos é o da falta de racionalidade. Tem sido ela que nos tem arrastado ao longo das épocas para o abismo.
Há gente muito capaz por cá. Mas que se dá ao luxo de ser governada por tolos.
Só muito raramente, quando a crise é grande, surge um grupo mais racional para pôr uma certa ordem. Efémera.
Neste momento, atravessamos uma fase em que a irracionalidade campeia. Um pouco por todo o lado.
Com a excepção, aliás meritória, de se procurar emendar as contas do país. Mas isso é outra história.
26/01/2014
PCP

do sítio do PCP
O PCP continua com a sua campanha de rejeição ao pacto de agressão.
Não há de momento polónias para partilhar nem hitleres com quem negociar pactos de não-agressão. É um facto.

do sítio do PCP
O PCP continua com a sua campanha de rejeição ao pacto de agressão.
Não há de momento polónias para partilhar nem hitleres com quem negociar pactos de não-agressão. É um facto.
24/01/2014
Sismos sentidos
De acordo com a informação do IPMA, o número de sismos sentidos por ano no continente e ilha da Madeira no periodo 1996/2013 foi, em média, de 13.
No ano corrente, ainda não expirado o mês de Janeiro, já vamos com 6.
Se a proporção se mantiver, atingiremos o final do ano com mais de 90 sismos sentidos. Alguém acredita nisso?
De acordo com a informação do IPMA, o número de sismos sentidos por ano no continente e ilha da Madeira no periodo 1996/2013 foi, em média, de 13.
No ano corrente, ainda não expirado o mês de Janeiro, já vamos com 6.
Se a proporção se mantiver, atingiremos o final do ano com mais de 90 sismos sentidos. Alguém acredita nisso?
23/01/2014
Estradas imagináveis (do plano de 45) - vol. 22

Nota: a toponímia das estradas imagináveis é porém real.

Nota: a toponímia das estradas imagináveis é porém real.
A quantas ando
De lapsos em lapsos, a certeza de que se vão perdendo... qual é a palavra para isto? atributos? qualidades? competências? faculdades? – faculdades, é esta.
Tenho vindo a desenhar uma série de marcos pertencentes a estradas imaginárias do plano de 45. Hoje dei-me conta de que havia nessa série dois artigos (volumes, no caso) sete e dois artigos oito.
Não vale a pena acrescentar mais nada, a não ser que vou corrigir a ordem.
De lapsos em lapsos, a certeza de que se vão perdendo... qual é a palavra para isto? atributos? qualidades? competências? faculdades? – faculdades, é esta.
Tenho vindo a desenhar uma série de marcos pertencentes a estradas imaginárias do plano de 45. Hoje dei-me conta de que havia nessa série dois artigos (volumes, no caso) sete e dois artigos oito.
Não vale a pena acrescentar mais nada, a não ser que vou corrigir a ordem.
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