Naquela rua
Naquela rua que agora tem nome de rua mas que antes era apenas uma travessa sem nome, a velhinha Toyota Hiace vermelha com um moínho de vento à laia de antena.
Ao volante, a criatura que forçara a porta do homem que imergia em champagne.
Riu-se com uma intensidade inusitada e disse, depois da minha ajuda na manobra apertada ter sido devidamente apreciada e ultrapassada:
Não se vá embora!
Ainda anteontem...
18/07/2015
15/07/2015
12/07/2015
10/07/2015
Syriza

imagem daqui
Deve ser hoje difícil digerir todos os sapos, elefantes e demais fauna que a actuação do Syriza tem feito engolir a todos os seus admiradores externos, prenhes de jactância e certezas várias.
Quanto aos internos, lá na Grécia, não me pronuncio. Há ali demasiada coisa em jogo e uma pressão tal que deforma os corpos.

imagem daqui
Deve ser hoje difícil digerir todos os sapos, elefantes e demais fauna que a actuação do Syriza tem feito engolir a todos os seus admiradores externos, prenhes de jactância e certezas várias.
Quanto aos internos, lá na Grécia, não me pronuncio. Há ali demasiada coisa em jogo e uma pressão tal que deforma os corpos.
09/07/2015
Janelas cegas
Tal como se anunciava aqui, a quase totalidade das ilustrações deste blogue, velhas de até 12 anos, desapareceu.
Tal deve-se à circunstância de o alojamento onde as coloquei ter encerrado. E com ele foi também a colecção das Ruas com Dias.
Como referi anteriormente, é pouco provável que eu as vá recolocando. Mas nunca se sabe.
Peço desculpa a quem me lê.
Tal como se anunciava aqui, a quase totalidade das ilustrações deste blogue, velhas de até 12 anos, desapareceu.
Tal deve-se à circunstância de o alojamento onde as coloquei ter encerrado. E com ele foi também a colecção das Ruas com Dias.
Como referi anteriormente, é pouco provável que eu as vá recolocando. Mas nunca se sabe.
Peço desculpa a quem me lê.
08/07/2015
07/07/2015
06/07/2015
Moldura humana

folhetos das festas
Quem cunhou a expressão “moldura humana” ou a traduziu de outra língua deveria referir-se a um recinto com forma poligonal ou circular ou a uma mistura de ambas, como dois semicírculos que se justapõem aos lados menores de um rectângulo, povoado de gente na periferia.
Para qualquer protagonista, em qualquer palco, a moldura humana é toda a gente que o rodeia, para além dos que com ele contracenam.
E há um dia em que se passa de protagonista a elemento da moldura humana.
Em que se tem absoluta consciência de um protagonismo que passou e de que naquele momento não se é mais do que um figurante.
Há mais de trinta anos que estava para ir às festas do Colete Encarnado em Vila Franca.
Por duas vezes, estive com um pé lá. Numa delas, mesmo a rasar o recinto.
Em qualquer desses anos, em qualquer dessas ocasiões, tenho hoje a certeza de que seria um protagonista no meu metro quadrado.
Neste sábado fui lá. Num tempo em que já evito aglomerações, não me senti comprimido. Havia muita gente e espaço.
E, junto de uma parede, senti-me parte da moldura. Humana. Os protagonistas eram outros. No meu metro quadrado, que eram afinal dez, não havia ninguém.

folhetos das festas
Quem cunhou a expressão “moldura humana” ou a traduziu de outra língua deveria referir-se a um recinto com forma poligonal ou circular ou a uma mistura de ambas, como dois semicírculos que se justapõem aos lados menores de um rectângulo, povoado de gente na periferia.
Para qualquer protagonista, em qualquer palco, a moldura humana é toda a gente que o rodeia, para além dos que com ele contracenam.
E há um dia em que se passa de protagonista a elemento da moldura humana.
Em que se tem absoluta consciência de um protagonismo que passou e de que naquele momento não se é mais do que um figurante.
Há mais de trinta anos que estava para ir às festas do Colete Encarnado em Vila Franca.
Por duas vezes, estive com um pé lá. Numa delas, mesmo a rasar o recinto.
Em qualquer desses anos, em qualquer dessas ocasiões, tenho hoje a certeza de que seria um protagonista no meu metro quadrado.
Neste sábado fui lá. Num tempo em que já evito aglomerações, não me senti comprimido. Havia muita gente e espaço.
E, junto de uma parede, senti-me parte da moldura. Humana. Os protagonistas eram outros. No meu metro quadrado, que eram afinal dez, não havia ninguém.
03/07/2015
01/07/2015
27/06/2015
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