03/06/2016

Voz

Uma das coisas que faz um homem é ser, pelo menos uma vez, francamente aplaudido ao cantar.
Isto a propósito de uma Peugeot 504 que ainda aqui voltará.


imagem em http://autocognito.com/2012/1968-peugeot-504-estate/

29/05/2016

A Gorda de Baltimore

O facto de A Gorda de Baltimore não ser referida na net (até hoje) enquanto tal, mas apenas na adjectivação de uma tia e de uma adolescente, mostra que não existiu qualidade literária entre os utilizadores daquela expressão e que ela, só por si, não se equilibrou nas canetas da memória.
Honra ainda assim à saudosa Gorda de Baltimore!

26/05/2016

Repentes

Num repente, o cheiro da Esplanada de Sines.
Ele mesmo, inconfundível.
E aqui ao longe, no tempo.

24/05/2016

A cervejaria literária (IV)

A rapariguinha do shopping
Ombreava com um retrato barroco.
Frente ao meu bife.

20/05/2016

Inseguro era o Estádio Nacional

Um simples, ao que parece encartado e carimbado, clama na televisão que o Estádio Nacional está agora muito mais seguro.
Que raio de milagre aconteceu desde que o mesmo simples clamava o contrário?

19/05/2016

Mistérios com máquinas

Há coisas que só se explicam pela alteração de certos mecanismos cerebrais dos quais ainda estamos longe de ter um satisfatório conhecimento.
No domínio das máquinas, milhentas vezes procedamos de uma determinada forma e um dia, lá acontece, borramos a opa.
Em se tratando de máquinas fotográficas, tenho dois, apenas dois, episódios de filme mal colocado sem que de tal me tenha apercebido.
Tirei as fotos, fiz andar o carreto e nunca me dei conta da falta de resistência da alavanca.
Das duas vezes que tal sucedeu, desperdicei oportunidades únicas.
Uma, de registar os estragos de um fenómeno meteorológico raríssimo lá para as minhas bandas.
Outra, depois de ter andado a saltar muros lisboetas, de ter conseguido uma panorâmica geral de um terreno onde seria suposto desenvolver um projecto. Coisas de estudante.
Neste último, deparei-me com uma figura singular. Depois de transpôr o muro e de ter registado o maior número de enquadramentos possível, de forma a ter pontos de referência para comparar com o levantamento em planta, avistei o homem.
Estava na outra ponta do terreno, escondido pelo mato, sentado de encontro a uma parede, ao lado do que parecia ser uma abertura de acesso à estrutura em abóbada que transmite à estacaria os esforços das paredes pombalinas – não seria o caso da estacaria neste local, dado o terreno de fundação. Uma espécie de catacumbas, em todo o caso.
Estava em tronco nu e lia um jornal. Estava em casa com toda a certeza. Hesitei. Fotografo o homem ou não? Acabei por fazê-lo. Acho que ele nem se deu conta. Pareceu ignorar-me o tempo todo.
Esse rolo ficou virgem, claro está.
Dois ou três dias depois, voltei ao local. Um polícia de giro que não descolava de uma certa esquina não me permitiu o à-vontade suficiente para trepar o muro. Fiz umas fotos do lado de fora e depois apontei a máquina às cegas por cima do muro, com a devida preocupação de obter os enquadramentos mínimos requeridos.
Quando finalmente peguei nas fotos, devo ter escolhido de imediato as que me interessavam para tirar alinhamentos. As outras foram vistas em diagonal com toda a certeza.
É que agora, na fase em que estou de digitalizar memórias, apareceram-me as benditas fotos. Numa delas, o homem está sentado a ler o jornal. Encostado à parede.

15/05/2016

Rendimento

O rendimento do Sporting esta época ficou acima da média mas uns furos abaixo do melhor atingido.


comparação ponderada de rendimentos desde 1934-35
a vermelho os anos que foi campeão
(clicar para ampliar)



corrigido a 16 de Maio
E.N. 389, 2007

11/05/2016

A cervejaria literária (III)

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... uma estrela mochilã...
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