14/11/2021

Alterações climáticas



Ou “gender-responsiveness of climate finance”.
O documento a que se acede por aqui, embora não seja uma versão definitiva, é um excelente exemplo de até onde chega o ridículo do politicamente correcto na formação de um bolo argumentativo ao melhor estilo dos fala-barato.
É uma putativa produção da COP26. Putativa porque à altura ainda não aprovada, ao que parece.
E é mais uma vez um óptimo exemplo do que estas coisas são.

11/11/2021

Básico

Esteve na Opinião Pública da SIC Notícias um rapazito a representar o governo que, de facto, representou bem o dito. A argumentação foi do mais básico, dir-se-ia que básico mais básico não há.
Não sei se ele chegou a responder a uma pergunta que fosse. Discurso oco e redundante, sim, foi o forte dele. Um exemplo clássico – muito básico – dos marqueteiros que temos.

09/11/2021

1,5º C

A negação da ciência pode fazer-se, e faz-se amiúde, com recurso a folhas de cálculo.
Inventa-se um qualquer algoritmo, atribuem-se valores a meia-dúzia de variáveis e publica-se o resultado como se fosse o sumo de aturada pesquisa.
No caso do famigerado 1,5ºC, com uma dose supimpa de adivinhação.
Como já aqui foi dito, quando não se matou o jogo de xadrez e não se fazem previsões meteorológicas com alguma precisão a mais de uns poucos dias, é mera estultícia, com a miríade de factores em jogo, dizer que se vai chegar a um aumento da temperatura global de 1,5ºC em tal data.
E, mais, que é preciso isto e mais aquilo para que esse valor seja de facto atingido em tal data e não ultrapassado.
Para começar, seria importante definir o conceito de temperatura global.
Coisa dispensável em se tratando, como se trata, de propaganda barata e de nenhuma ciência.
Covid-19

Um dado curioso que se retira dos quadros da DGS sobre a Covid-19 é que a doença atinge mais o sexo feminino (com pouca diferença) mas mata muito mais o sexo masculino.
De onde se pode concluir que os homens são menos resistentes à doença.





Dados do INE e da DGS actualizados a 9NOV21

07/11/2021

Medos



Vivemos num mundo de medos e de aflições, de queixas e de irreflexões.
Com tiques securitários muito pronunciados em algumas áreas.
Esta foto de um parque infantil mostra o exagero de receios que fez até lembrar García Márquez e os seus rótulos contra o esquecimento.
Por estes dias estive num parque infantil que desafia a moda e os medos – tem aparatos que com facilidade podem causar ferimentos nas crianças. Não são nada do outro mundo, são recriações de brincadeiras antigas que davam para esfolar os joelhos e fazer nódoas negras.
Não sei por quanto tempo permanecerá assim.
COP 26

Como se percebe pelo que é divulgado, a grande questão é quanto dinheiro recebem os que se queixam e quanto dinheiro pagam os que querem ficar bem na fotografia.
O resto é irrelevante.
Um dia hão-de descobrir a urgência de reduzir a população.

05/11/2021

Cinquenta exactos anos depois ao fim da tarde

Meio século



Há-de haver algures neste blogue um texto (talvez poético) que fale de janelas nocturnas de hospital e da cadência urgente de luzes azuis na esquerda baixa.
Não o encontrei aqui nem nas minhas notas, sabendo que existe.
Sei também que se perfizeram há poucas horas cinquenta anos sobre tal lance, em que a morte pairava.
Relembrando hoje os companheiros dessa jornada.

31/10/2021

Curva

O que realmente conta é o número de humanos à face da Terra e a correspondente forma como se exaurem os recursos.
Sem falar em diminuição da população, que é ao invés no crescimento que se aposta, e sem se descobrir e ocupar o planeta B, são escusadas as campanhas de propaganda fácil, barata e disparatada, apontadas à ausência de critério e de memória da turba.

30/10/2021

Uma entrada politicamente incorrecta

Uma das eventuais piorias que advirão da próxima eleição da AR é a provável ausência de Mariana Silva, do PEV. É, aos meus olhos, uma mulher muito bonita.



imagem em https://maisguimaraes.pt/mariana-silva-contribuimos-para-a-melhoria-do-orcamento-de-estado/
Paternalismo bacoco e politicamente correcto



No site “A terra treme” que parece ser da responsabilidade da Protecção Civil, está esta nota pedagógica a propósito de sismos.
A perplexidade levanta-se logo com as “causas [...] de um sismo na sua zona” e continua com “Fale sobre o assunto de uma forma tranquila e serena”.
Isto tudo logo no primeiro parágrafo.
Vai haver um exercício de um minuto no próximo dia 5.

27/10/2021

Notas dos dias que passam

A chefe do grupo parlamentar do PS tropeçou num “não podemos olhar para os combustíveis sem olhar também para o gás e para a energia...” (Circulatura do Quadrado, 20 Out. – aos 5’02’’ deste programa), posto que o gás não será combustível nem fonte de energia.
António Costa fez na Assembleia (27 Out.) um discurso que fez lembrar um outro de 1985, onde se dizia qualquer coisa que soava como “isto agora é que ia ficar tudo bem”.
Marcelo saiu do Palácio para ir fazer um movimento ao Multibanco (27 Out.), aparentemente num arranque endiabrado à colunista da Gente, do Expresso. E isso foi notícia.
É nisto que vivemos.

25/10/2021

Georreferenciando fotografias

Sem GPS, recorrendo à memória e ao Google Street View. Algures em 2017.



20/10/2021

Cabeço de Montachique, 2006

"Conduza carbono neutro"



Calculo que faltando um um entre conduza e carbono, a marca é carbono e o modelo é neutro. Ou não será isto?