03/12/2021

Impacto

Ou te cai um meteorito a 2400 m do sesmo.
Abanão

Quando o epicentro fica a escassos 300 m do sesmo.
A insustentável ignorância dos seres jornaleiros

A notícia na tv é sobre uma gente que passou uma noite numa loja de móveis, porque não podiam sair por causa da neve, lá para a Dinamarca.
Coisa inaudita, que nunca aconteceu em parte alguma...
O estranho é que a notícia diz que tiveram direito a jantar e a pequeno almoço. Vá-se lá saber como.

01/12/2021

Erros corrigidos

Referi aqui há dois meses e meio que nos boletins semanais de vacinação da DGS, a diferença entre vacinados de uma semana para a outra nunca batia certo com a diferença efectiva entre os números de vacinados reportados numa semana e na anterior*.

Por exemplo (sem relação):
Semana x – 2000 vacinados
Semanas x-1 – 1000 vacinados
Diferença publicada – +956

Ora os boletins passaram a ser diários, a informação muito mais reduzida e este erro desapareceu, por ora – a diferença publicada corresponde à diferença de números de um dia para o outro.
Quem seria a gente, paga por todos nós, que preenchia tais boletins? Usava alguma folha de cálculo ou fazia as contas à mão?

* Esta desigualdade pode ser comprovada enquanto os boletins estiverem disponíveis aqui.

29/11/2021

27/11/2021

À primeira volta

Um pé-de-microfone, como diz o amigo Bic Laranja, perguntava hoje a Rui Rio se estava confiante numa vitória à primeira volta nas eleições no PSD, onde como se sabe só há dois candidatos.
Como venho dizendo repetidamente, é certo que se encontrará um QI médio mais elevado em qualquer paragem de autocarro do que em qualquer curso de jornalismo.
Vacinar as criancinhas

Há um enorme receio de afirmar que a vacinação das crianças é mais do que uma protecção às ditas crianças, um modo de conter a propagação da doença.
A única questão deveria ser aqui a de saber se a vacinação das crianças cria ou não um risco insustentável.
Mas de uma sociedade de coitadinhismo tudo se espera.

26/11/2021

Organotomia

A extinção do SEF é uma reedição da extinção da JAE feita por João Cravinho em 1999.
Amputação feita em cima do joelho sem olhar a consequências quando existia um ferimento e não uma gangrena.

25/11/2021

Resiliência

Resiliência é uma palavra do léxico dos pobrezinhos.
Erros



Nas próximas horas, perfazer-se-ão 54 anos sobre o episódio trágico d(e uma d)as cheias na zona de Lisboa.
Este texto mostra uma fotografia na capa que não pode ser das cheias de 1967. Há lá um pormenor que é decisivo.
Um erro de quem não fez parte da história dessa época, na certa. E que nenhum revisor, se o houve, detectou.

22/11/2021

Actores e cantores

Um cavalheiro ainda novo que era médico apareceu um destes dias na SIC Notícias a dar conta de que é preciso chamar os mais velhos para a vacinação através de apelos a serem feitos por actores e cantores (sic) da mesma faixa etária.
Será o povo simples por cá assim tão simples que vá a correr vacinar-se porque um figurão das artes a tal o aconselha? Sendo que a afluência à vacinação foi exemplar em comparação com o resto da ecúmena, sem necessidade desse tipo de circo.
Noutras idades, foi toda a gente a correr fazer depósitos no BES por causa dos anúncios com o Cristiano Ronaldo?
Ou esta ideia é mais uma das importadas sem critério, sendo que é possível que em outras sociedades, onde há pessoas que se aglomeram e saltam e choram de alegria porque uma cantora foi emancipada pelo pai, ela possa ter alguma justificação?

Nota: Já depois de ter redigido o que está acima vi um apelo na televisão de actores e cantores.

21/11/2021

Os simples, sempre os simples

Os simples empenham-se por estes dias, com os argumentos característicos da sua condição de simples, em contrariar as medidas sanitárias que vão sendo tomadas na iminência de mais uma onda pandémica.
Nada disto é inesperado. Como há uma dúzia de anos, apenas me interrogo sobre o limiar de letalidade a partir do qual correrão todos para as vacinas. Os simples, os mesmos simples.

14/11/2021

Alterações climáticas



Ou “gender-responsiveness of climate finance”.
O documento a que se acede por aqui, embora não seja uma versão definitiva, é um excelente exemplo de até onde chega o ridículo do politicamente correcto na formação de um bolo argumentativo ao melhor estilo dos fala-barato.
É uma putativa produção da COP26. Putativa porque à altura ainda não aprovada, ao que parece.
E é mais uma vez um óptimo exemplo do que estas coisas são.

11/11/2021

Básico

Esteve na Opinião Pública da SIC Notícias um rapazito a representar o governo que, de facto, representou bem o dito. A argumentação foi do mais básico, dir-se-ia que básico mais básico não há.
Não sei se ele chegou a responder a uma pergunta que fosse. Discurso oco e redundante, sim, foi o forte dele. Um exemplo clássico – muito básico – dos marqueteiros que temos.

09/11/2021

1,5º C

A negação da ciência pode fazer-se, e faz-se amiúde, com recurso a folhas de cálculo.
Inventa-se um qualquer algoritmo, atribuem-se valores a meia-dúzia de variáveis e publica-se o resultado como se fosse o sumo de aturada pesquisa.
No caso do famigerado 1,5ºC, com uma dose supimpa de adivinhação.
Como já aqui foi dito, quando não se matou o jogo de xadrez e não se fazem previsões meteorológicas com alguma precisão a mais de uns poucos dias, é mera estultícia, com a miríade de factores em jogo, dizer que se vai chegar a um aumento da temperatura global de 1,5ºC em tal data.
E, mais, que é preciso isto e mais aquilo para que esse valor seja de facto atingido em tal data e não ultrapassado.
Para começar, seria importante definir o conceito de temperatura global.
Coisa dispensável em se tratando, como se trata, de propaganda barata e de nenhuma ciência.
Covid-19

Um dado curioso que se retira dos quadros da DGS sobre a Covid-19 é que a doença atinge mais o sexo feminino (com pouca diferença) mas mata muito mais o sexo masculino.
De onde se pode concluir que os homens são menos resistentes à doença.





Dados do INE e da DGS actualizados a 9NOV21

07/11/2021

Medos



Vivemos num mundo de medos e de aflições, de queixas e de irreflexões.
Com tiques securitários muito pronunciados em algumas áreas.
Esta foto de um parque infantil mostra o exagero de receios que fez até lembrar García Márquez e os seus rótulos contra o esquecimento.
Por estes dias estive num parque infantil que desafia a moda e os medos – tem aparatos que com facilidade podem causar ferimentos nas crianças. Não são nada do outro mundo, são recriações de brincadeiras antigas que davam para esfolar os joelhos e fazer nódoas negras.
Não sei por quanto tempo permanecerá assim.
COP 26

Como se percebe pelo que é divulgado, a grande questão é quanto dinheiro recebem os que se queixam e quanto dinheiro pagam os que querem ficar bem na fotografia.
O resto é irrelevante.
Um dia hão-de descobrir a urgência de reduzir a população.