Dados
Sou freguês de dados sobre meteorologia.
A página do SNIRH permite o acesso gratuito a uma base de dados interessante. Tem dados que cobrem desde a instalação das estações até ao seu fecho e nas que ainda servem, até à actualidade.
Já a página do IPMA restringe a consulta dos registos das suas estações aos últimos dez dias.
Há tempo perguntei ao IPMA em que condições se poderia aceder à sua base de dados nos mesmos termos do SNIRH. A resposta, aliás extremamente atenciosa e esclarecedora, foi também decepcionante: seriam precisas muitas dezenas de milhar de euros.
As perguntas pertinentes são as seguintes:
Que receita apura o erário público com a cobrança destes dados?
Justifica esse montante que os dados não estejam acessíveis gratuitamente?
Note-se que o IPMA tem uma base de dados acessível gratuitamente de eventos sísmicos que começa em 1995.
01/08/2024
31/07/2024
Ismail
A cara de Ismail, líder do Hamas, nunca me foi estranha. Cruzei-me com ele vezes sem conta neste mundo descendente de semitas.
Imagem da Reuters via BBC
A cara de Ismail, líder do Hamas, nunca me foi estranha. Cruzei-me com ele vezes sem conta neste mundo descendente de semitas.
Imagem da Reuters via BBC
30/07/2024
29/07/2024
25/07/2024
24/07/2024
Miséria intelectual
De miséria intelectual é o panorama que vemos na discussão infantil sobre as medidas que devem ou não constar no próximo orçamento: há quem tenha descoberto que uma redução nos impostos dá uma diminuição na receita e que medidas de apoio disto e daquilo dão um aumento da despesa.
Não temos melhor do que este lodo político, do governo a toda a oposição.
De miséria intelectual é o panorama que vemos na discussão infantil sobre as medidas que devem ou não constar no próximo orçamento: há quem tenha descoberto que uma redução nos impostos dá uma diminuição na receita e que medidas de apoio disto e daquilo dão um aumento da despesa.
Não temos melhor do que este lodo político, do governo a toda a oposição.
23/07/2024
21/07/2024
Almeida
Escrevi aqui vai para dois anos que os comentadores do Eurosport cometiam um erro de paralaxe quando punham João Almeida ao mesmo nível dos ciclistas estratosféricos.
Vê-se que João Almeida é um dos melhores ciclistas dos ditos normais. Mas de uma classe abaixo à de Vingegaard, Pogacar, Evenepoel e até Roglic.
Continuam os mesmos a colocá-lo equiparado a estes. Benfiquismo puro. É só atentarem na realidade.
Escrevi aqui vai para dois anos que os comentadores do Eurosport cometiam um erro de paralaxe quando punham João Almeida ao mesmo nível dos ciclistas estratosféricos.
Vê-se que João Almeida é um dos melhores ciclistas dos ditos normais. Mas de uma classe abaixo à de Vingegaard, Pogacar, Evenepoel e até Roglic.
Continuam os mesmos a colocá-lo equiparado a estes. Benfiquismo puro. É só atentarem na realidade.
18/07/2024
16/07/2024
Ainda não se conhecem as razões...
Quando há destes casos como o do atentado contra Trump em que é abatido o criminoso, é indispensável que nos dias seguintes os papagaios das televisões repitam a frase "Ainda não se conhecem as razões que levaram o suspeito a atentar contra a vida..."
Esta gente fica pendurada numa impossibilidade que acha possível - descobrir os motivos.
É só por uns dias. Depois calam-se.
Quando há destes casos como o do atentado contra Trump em que é abatido o criminoso, é indispensável que nos dias seguintes os papagaios das televisões repitam a frase "Ainda não se conhecem as razões que levaram o suspeito a atentar contra a vida..."
Esta gente fica pendurada numa impossibilidade que acha possível - descobrir os motivos.
É só por uns dias. Depois calam-se.
14/07/2024
No país dos mentecaptos
A magnífica CP que tantos dissabores já me causou, fez-me ontem a última, depois de anos sem a haver utilizado.
Dirigi-me a um apeadeiro e encontrei naturalmente o acesso da rua ao cais de embarque condicionado por portões automáticos.
Olhei em volta para tentar encontrar uma máquina dispensadora de bilhetes e nada. Nem máquina nem indicação de onde a encontrar.
Depois de inspeccionar o local com alguma atenção percebi ao longe uns muretes que bem poderiam esconder uma escadaria que desse acesso a um subterrâneo. Dava. Porém, nada de sinais.
Já dizia o velho RC que, por cá, com a sinalização existente, quem conhece o caminho nunca se perde.
Lá encontrei as maquinetas de bilhetes. Quem tem cartão de viagens deposita-o no lugar certo e faz o carregamento da viagem. E quem não tem? Seria suposto haver bilhetes ou cartões ou o raio que os parta que pudessem depois ser carregados na mesma máquina. Pois não havia em nenhuma das duas máquinas disponíveis.
Querem os mentecaptos que o povo ande de transportes públicos.
Meu rico carrinho que deixei em casa.
A magnífica CP que tantos dissabores já me causou, fez-me ontem a última, depois de anos sem a haver utilizado.
Dirigi-me a um apeadeiro e encontrei naturalmente o acesso da rua ao cais de embarque condicionado por portões automáticos.
Olhei em volta para tentar encontrar uma máquina dispensadora de bilhetes e nada. Nem máquina nem indicação de onde a encontrar.
Depois de inspeccionar o local com alguma atenção percebi ao longe uns muretes que bem poderiam esconder uma escadaria que desse acesso a um subterrâneo. Dava. Porém, nada de sinais.
Já dizia o velho RC que, por cá, com a sinalização existente, quem conhece o caminho nunca se perde.
Lá encontrei as maquinetas de bilhetes. Quem tem cartão de viagens deposita-o no lugar certo e faz o carregamento da viagem. E quem não tem? Seria suposto haver bilhetes ou cartões ou o raio que os parta que pudessem depois ser carregados na mesma máquina. Pois não havia em nenhuma das duas máquinas disponíveis.
Querem os mentecaptos que o povo ande de transportes públicos.
Meu rico carrinho que deixei em casa.
13/07/2024
Tributo
“A Ri está aqui a fazer barulho. Espera aí um bocadinho.” – a minha intertecladora, de vida rústica em local presumivelmente ermo, parecia alertada por uma guardiã canina, madrugada dentro.
Foi esta a primeira vez que lhe conheci o nickname. Há uns bons vinte anos.
Desfeita a confusão, que não era cadela a ladrar mas pessoa a teclar, cujos avisos do MSN assim soavam, fiquei curioso com a Ri.
Assim, fui espreitar-lhe a escrita. Daí a que começássemos a trocar galhardetes fui um curto passo.
E a coisa foi.
Um desafio diferido começou em data imprecisa e dizia respeito a uns peixes-chocos que haveriam de ser tragados em meio a uma conversa certamente animada. Figuraram tais peixes ou chocos na badana do H Gasolim Ultramarino por anos, como lembrança do combinado. E foram sendo acrescentados ou traçados em cruz à medida que boas e más surpresas surgiam no debate transoceânico.
E assim, cerca de uma década depois dos latidos imaginados, apareceu na badana um carimbo de despacho.
Hoje, que a Ri passa por desventura única, saltam estas memórias a terreiro. Com um abraço apertado.
“A Ri está aqui a fazer barulho. Espera aí um bocadinho.” – a minha intertecladora, de vida rústica em local presumivelmente ermo, parecia alertada por uma guardiã canina, madrugada dentro.
Foi esta a primeira vez que lhe conheci o nickname. Há uns bons vinte anos.
Desfeita a confusão, que não era cadela a ladrar mas pessoa a teclar, cujos avisos do MSN assim soavam, fiquei curioso com a Ri.
Assim, fui espreitar-lhe a escrita. Daí a que começássemos a trocar galhardetes fui um curto passo.
E a coisa foi.
Um desafio diferido começou em data imprecisa e dizia respeito a uns peixes-chocos que haveriam de ser tragados em meio a uma conversa certamente animada. Figuraram tais peixes ou chocos na badana do H Gasolim Ultramarino por anos, como lembrança do combinado. E foram sendo acrescentados ou traçados em cruz à medida que boas e más surpresas surgiam no debate transoceânico.
E assim, cerca de uma década depois dos latidos imaginados, apareceu na badana um carimbo de despacho.
Hoje, que a Ri passa por desventura única, saltam estas memórias a terreiro. Com um abraço apertado.
11/07/2024
Godard
Recebi há dias um mail do meu banco a anunciar grandes melhorias no atendimento ao público.
Entretanto, surgiu um caso que não consegui tratar pela internet, dizendo eles que tinha que me dirigir a uma agência.
Sabendo que as condições de atendimento eram, regra geral, más, lá fui até à agência para comprovar as melhorias. Lá chegado, dei com uma avaria no dispensador de senhas e o caos instalado. Fugi.
Dali, ainda me dei ao trabalho de tentar uma outra agência. Entrando nestoutra deparei-me com grande número de esperantes que, à falta de lugar onde se sentassem, se arrimavam às paredes, não sem que de quando em vez uma funcionária viesse deixar uma cadeira dos lugares vazios dos colegas em falta para acorrer a uma grávida, a um idoso...
A cena era pois a de uma “moldura humana” – expressão futeboleira – cercando um espaço exíguo onde por vezes esperava aquele que presumia ser o próximo a ser atendido.
Até que, saído do nada, entrou na dita cena um infeliz mancebo que alguma maleita de nascença deixou incapaz. Era corpulento, pesadão, e movia-se aos saltos e em círculos no exíguo espaço deixado pelos clientes, debitando frases curtas num inglês de cobóis.
Estive neste filme duas horas até que me atenderam.
O banco não me disse mais do que um manual de instruções dado aos funcionários me diria pela internet.
Diz que melhoraram muito o atendimento ao púbico.
Recebi há dias um mail do meu banco a anunciar grandes melhorias no atendimento ao público.
Entretanto, surgiu um caso que não consegui tratar pela internet, dizendo eles que tinha que me dirigir a uma agência.
Sabendo que as condições de atendimento eram, regra geral, más, lá fui até à agência para comprovar as melhorias. Lá chegado, dei com uma avaria no dispensador de senhas e o caos instalado. Fugi.
Dali, ainda me dei ao trabalho de tentar uma outra agência. Entrando nestoutra deparei-me com grande número de esperantes que, à falta de lugar onde se sentassem, se arrimavam às paredes, não sem que de quando em vez uma funcionária viesse deixar uma cadeira dos lugares vazios dos colegas em falta para acorrer a uma grávida, a um idoso...
A cena era pois a de uma “moldura humana” – expressão futeboleira – cercando um espaço exíguo onde por vezes esperava aquele que presumia ser o próximo a ser atendido.
Até que, saído do nada, entrou na dita cena um infeliz mancebo que alguma maleita de nascença deixou incapaz. Era corpulento, pesadão, e movia-se aos saltos e em círculos no exíguo espaço deixado pelos clientes, debitando frases curtas num inglês de cobóis.
Estive neste filme duas horas até que me atenderam.
O banco não me disse mais do que um manual de instruções dado aos funcionários me diria pela internet.
Diz que melhoraram muito o atendimento ao púbico.
Subscrever:
Mensagens (Atom)

