25/10/2024

Uma ténue linha

O que é lamentável neste pequeno rectângulo à beira-mar é que a contradição do politicamente correcto esteja a cargo de um punhado de grunhos, por demissão dos capazes instalados que dele divergem.
Como tal, a contradição disparatada o que faz é dar mais trunfos aos negacionistas da realidade, uma vez que o politicamente correcto se baseia num mundo inexistente, numa utopia de caminhos sem pedras, atapetados de rosas ou de cravos vermelhos.
Viveremos assim na ténue linha que separa a razão do manicómio. Até que...

24/10/2024

Mentiras

A ser verdade o que se diz, a tal e tradicional infidelidade declarativa dos órgãos policiais vem mais uma vez à tona, com graves consequências.
Um carro roubado1, uma arma branca empunhada...

1Correcção: na verdade, da boca de um polícia não ouvi falar em carro roubado
O sete e o setenta

Andando anos a fio a sete, há a tendência para se passar ao setenta assim do nada.
A falta de autoridade do Estado, revelada em inúmeros aspectos, dá inevitavelmente lugar ao seu abuso em casos pontuais.
É a chamada ira dos mansos.
Não há Estado que prevaleça sem se fazer respeitar, sem evitar ser posto em causa a cada passo por tibieza.

22/10/2024

Sem noção

Uma das afirmações mais extraordinárias da tropa politicamente correcta é a de que os imigrantes vêm para suprir o défice demográfico.

21/10/2024

Marqueteiros

É difícil encontrar programas de televisão mais ordinários do que os que tratam de marketing.
São sempre uma boa base para se avaliar a qualidade intelectual do dito público alvo.

19/10/2024

Palestina

Interrogo-me sobre a validade de ouvir, uma atrás da outra, de um lado e do outro, opiniões totalmente enviesadas sobre a guerra que lá se trava.
Às vezes parece-me que fico à espera do primeiro ilogismo para deixar de prestar atenção.
A todos e a todas

Sapateiros e sapateiras
Cavalos e cavalas
Postos e postas
Linhos e linhas
Lagartos e lagartas
Copos e copas
Ventos e ventas
Tralhos e tralhas
Festos e festas
Colos e colas
Vinhos e vinhas
Bolos e bolas
Rolos e rolas
Cigarros e cigarras
Canos e canas
Campos e campas
Solos e solas
Limos e limas
Calos e calas
Solos e solas
Bicos e bicas
Putos e putas


Bom dia!

SG, inéditos, 2024

17/10/2024

Excelso jornalismo

Decerto as teria numa cripta.



Diz que é preciso uma licenciatura para se ser jornalista...

16/10/2024

Ai que susto!

Vivemos num tempo de susto. De alertas laranjas e amarelos.
De gente sem fibra que com tudo se assusta.
De gente para a qual tudo é motivo de alarme e de temor.
De gente a quem afinal não se explicou que não há nada de novo debaixo do sol e assim com tudo se surpreende e tudo teme. Coisa sempre explorada, creio que com proveito, pela imprensa sensacionalista.
Ouvi, num canal de televisão por estes dias, que algures houve gente que não dormiu com medo de uma trovoada!

12/10/2024

Memória



Escrevi aqui há uns anos que, nos tempos que correm pouca coisa existiria na memória colectiva de um povo.
Aos antigos, ainda ouvíamos falar do ano da neve* (1954) com grande precisão de detalhes. Pouca informação de cada vez possibilitava armazenamento de longos períodos, uma vez que a memória humana não é ilimitada.
Ao consultar o Facebook, esse manancial sociológico dos dias correntes, se percebe que a memória dos povos é curtíssima.
Sendo a memória humana limitada, é provável que o bombardeamento constante de nova informação leve a esvaziar as gavetas mais remotas.
O certo é que se verifica que grande parte das pessoas com idade para terem retido memórias de decénios atrás, estão completamente baralhadas a respeito dessas mesmas memórias ou simplesmente não as têm. E mostram uma ignorância muitas vezes agressiva.

*para os do Sul
Lumpenificação, xenofobia ou uma solução saturada

Como já escrevi aqui, o problema não é um azul no meio dos verdes, um amarelo no meio dos vermelhos, um preto no meio dos brancos. O problema é uma solução saturada onde já não é possível dissolver seja o que for.
Para quem, como eu, cresceu e viveu num meio de iguais, ditos remediados provenientes das mais diversas partes, onde cada um respeitava as regras subentendidas e, para lá de um ou outro conflito mais exacerbado mas esporádico, tudo decorria num ambiente amigável, ver-se agora rodeado e apertado por gente sem qualquer ligação ao lugar, sem qualquer respeito pelas regras implícitas, muitas vezes sequer sem capacidade de as entender, querendo impor a sua presença torrencial e alienígena sem o mínimo esforço para se integrar, importando pouco ou nada se é azul, preta ou amarela, é um desgaste que bem dispensava.
É certo que esta gente, pelo pouco discernimento que aparenta ter, vem para cumprir tarefas que os indígenas recusam. Tudo isso se sabe. Talvez fosse o caso de se saber escolher gente mais facilmente solúvel, que a há, contraditório que isto possa parecer com a solução saturada.
Os idiotas instalados em redomas à prova de incómodos persistem em ignorar esta realidade. É muito longe dos seus ambientes climatizados.

11/10/2024

2028

Assim à primeira, parecia uma moeda que tivesse viajado no tempo.
Mas não. É mesmo do ano passado.

09/10/2024

Presidente

O Presidente da Assembleia da República confunde-se a ele próprio.
Não sendo capaz de explicitar os termos de uma singular votação.
Um espectáculo lamentável!

08/10/2024

Palestina

Há quem ache que a guerra entre israelitas e palestinianos começou há um ano.

07/10/2024

Desnorteado mas não desorientado

É isso mesmo que eu sou. Um desnorteado mas não um desorientado, já que todas as minhas pulsões vão para sul e para oriente.
Vá lá um homem explicar isto a alguém.