Lumpenificação, xenofobia ou uma solução saturada
Como já escrevi aqui, o problema não é um azul no meio dos verdes, um amarelo no meio dos vermelhos, um preto no meio dos brancos. O problema é uma
solução saturada onde já não é possível dissolver seja o que for.
Para quem, como eu, cresceu e viveu num meio de iguais, ditos remediados provenientes das mais diversas partes, onde cada um respeitava as regras subentendidas e, para lá de um ou outro conflito mais exacerbado mas esporádico, tudo decorria num ambiente amigável, ver-se agora rodeado e apertado por gente sem qualquer ligação ao lugar, sem qualquer respeito pelas regras implícitas, muitas vezes sequer sem capacidade de as entender, querendo impor a sua presença torrencial e alienígena sem o mínimo esforço para se integrar, importando pouco ou nada se é azul, preta ou amarela, é um desgaste que bem dispensava.
É certo que esta gente, pelo pouco discernimento que aparenta ter, vem para cumprir tarefas que os indígenas recusam. Tudo isso se sabe. Talvez fosse o caso de se saber escolher gente mais facilmente solúvel, que a há, contraditório que isto possa parecer com a solução saturada.
Os idiotas instalados em redomas à prova de incómodos persistem em ignorar esta
realidade. É muito longe dos seus ambientes climatizados.