01/11/2024
31/10/2024
Eufemismos
“Zonas urbanas sensíveis” foi o eufemismo arranjado para designar os locais onde a probabilidade de se desrespeitarem a lei e a ordem é maior.
Já li algures que essa designação já não é utilizada, embora figure na lei. Não sei se assim é, mas tanto faz.
O que alguns reivindicam é que não haja distinção no que toca ao policiamento entre essas zonas e os locais onde, pelo contrário, a baderna é desprezável.
É assim o politicamente correcto. Depois dos eufemismos, a licenciosidade. Para sermos “todes enguais”.
Sugiro que se acabe também com os conceitos de crime e de criminoso. Antecipando assim o dia em que a teoria de tudo aplicada ao comportamento humano elimine a noção de livre arbítrio.
“Zonas urbanas sensíveis” foi o eufemismo arranjado para designar os locais onde a probabilidade de se desrespeitarem a lei e a ordem é maior.
Já li algures que essa designação já não é utilizada, embora figure na lei. Não sei se assim é, mas tanto faz.
O que alguns reivindicam é que não haja distinção no que toca ao policiamento entre essas zonas e os locais onde, pelo contrário, a baderna é desprezável.
É assim o politicamente correcto. Depois dos eufemismos, a licenciosidade. Para sermos “todes enguais”.
Sugiro que se acabe também com os conceitos de crime e de criminoso. Antecipando assim o dia em que a teoria de tudo aplicada ao comportamento humano elimine a noção de livre arbítrio.
30/10/2024
28/10/2024
Hill Street
Há mais de cinquenta anos que não me demorava por longo tempo numa esquadra de polícia.
Ontem, em razão de um forte inconveniente sofrido por próximo, estive sentado por bem mais de uma hora numa das mais movimentadas esquadras da cidade.
Nessa delonga tive a oportunidade única de assistir em exclusivo a um briefing de início de turno.
Só me vinham à memória os célebres briefings de Hill Street.
"Hey, let's be careful out there."
Há mais de cinquenta anos que não me demorava por longo tempo numa esquadra de polícia.
Ontem, em razão de um forte inconveniente sofrido por próximo, estive sentado por bem mais de uma hora numa das mais movimentadas esquadras da cidade.
Nessa delonga tive a oportunidade única de assistir em exclusivo a um briefing de início de turno.
Só me vinham à memória os célebres briefings de Hill Street.
"Hey, let's be careful out there."
27/10/2024
Ironia
Só por ironia e por chamada de atenção se pode recorrer a uma prevista proibição de uso de isqueiro.
A mesma ironia que determina que alguém fique proibido de contactar outrem quando o contacto é do interesse de ambos.
É dar uso a disposições legais que se referem ao tempo em que as galinhas tinham dentes.
São mais notícias do manicómio.
Só por ironia e por chamada de atenção se pode recorrer a uma prevista proibição de uso de isqueiro.
A mesma ironia que determina que alguém fique proibido de contactar outrem quando o contacto é do interesse de ambos.
É dar uso a disposições legais que se referem ao tempo em que as galinhas tinham dentes.
São mais notícias do manicómio.
25/10/2024
Uma ténue linha
O que é lamentável neste pequeno rectângulo à beira-mar é que a contradição do politicamente correcto esteja a cargo de um punhado de grunhos, por demissão dos capazes instalados que dele divergem.
Como tal, a contradição disparatada o que faz é dar mais trunfos aos negacionistas da realidade, uma vez que o politicamente correcto se baseia num mundo inexistente, numa utopia de caminhos sem pedras, atapetados de rosas ou de cravos vermelhos.
Viveremos assim na ténue linha que separa a razão do manicómio. Até que...
O que é lamentável neste pequeno rectângulo à beira-mar é que a contradição do politicamente correcto esteja a cargo de um punhado de grunhos, por demissão dos capazes instalados que dele divergem.
Como tal, a contradição disparatada o que faz é dar mais trunfos aos negacionistas da realidade, uma vez que o politicamente correcto se baseia num mundo inexistente, numa utopia de caminhos sem pedras, atapetados de rosas ou de cravos vermelhos.
Viveremos assim na ténue linha que separa a razão do manicómio. Até que...
24/10/2024
O sete e o setenta
Andando anos a fio a sete, há a tendência para se passar ao setenta assim do nada.
A falta de autoridade do Estado, revelada em inúmeros aspectos, dá inevitavelmente lugar ao seu abuso em casos pontuais.
É a chamada ira dos mansos.
Não há Estado que prevaleça sem se fazer respeitar, sem evitar ser posto em causa a cada passo por tibieza.
Andando anos a fio a sete, há a tendência para se passar ao setenta assim do nada.
A falta de autoridade do Estado, revelada em inúmeros aspectos, dá inevitavelmente lugar ao seu abuso em casos pontuais.
É a chamada ira dos mansos.
Não há Estado que prevaleça sem se fazer respeitar, sem evitar ser posto em causa a cada passo por tibieza.
22/10/2024
21/10/2024
Marqueteiros
É difícil encontrar programas de televisão mais ordinários do que os que tratam de marketing.
São sempre uma boa base para se avaliar a qualidade intelectual do dito público alvo.
É difícil encontrar programas de televisão mais ordinários do que os que tratam de marketing.
São sempre uma boa base para se avaliar a qualidade intelectual do dito público alvo.
19/10/2024
A todos e a todas
Sapateiros e sapateiras
Cavalos e cavalas
Postos e postas
Linhos e linhas
Lagartos e lagartas
Copos e copas
Ventos e ventas
Tralhos e tralhas
Festos e festas
Colos e colas
Vinhos e vinhas
Bolos e bolas
Rolos e rolas
Cigarros e cigarras
Canos e canas
Campos e campas
Solos e solas
Limos e limas
Calos e calas
Solos e solas
Bicos e bicas
Putos e putas
Bom dia!
SG, inéditos, 2024
Sapateiros e sapateiras
Cavalos e cavalas
Postos e postas
Linhos e linhas
Lagartos e lagartas
Copos e copas
Ventos e ventas
Tralhos e tralhas
Festos e festas
Colos e colas
Vinhos e vinhas
Bolos e bolas
Rolos e rolas
Cigarros e cigarras
Canos e canas
Campos e campas
Solos e solas
Limos e limas
Calos e calas
Solos e solas
Bicos e bicas
Putos e putas
Bom dia!
SG, inéditos, 2024
18/10/2024
17/10/2024
16/10/2024
Ai que susto!
Vivemos num tempo de susto. De alertas laranjas e amarelos.
De gente sem fibra que com tudo se assusta.
De gente para a qual tudo é motivo de alarme e de temor.
De gente a quem afinal não se explicou que não há nada de novo debaixo do sol e assim com tudo se surpreende e tudo teme. Coisa sempre explorada, creio que com proveito, pela imprensa sensacionalista.
Ouvi, num canal de televisão por estes dias, que algures houve gente que não dormiu com medo de uma trovoada!
Vivemos num tempo de susto. De alertas laranjas e amarelos.
De gente sem fibra que com tudo se assusta.
De gente para a qual tudo é motivo de alarme e de temor.
De gente a quem afinal não se explicou que não há nada de novo debaixo do sol e assim com tudo se surpreende e tudo teme. Coisa sempre explorada, creio que com proveito, pela imprensa sensacionalista.
Ouvi, num canal de televisão por estes dias, que algures houve gente que não dormiu com medo de uma trovoada!
Subscrever:
Mensagens (Atom)


