Imigração
O Chega conseguiu espetar uma lança em África.
Colocou na agenda, como agora dizem que se passou a falar de, o problema do bar aberto.
Não se podia falar de imigração e agora são os partidos do regime que o fazem, primeiro timidamente, agora às escâncaras.
Há mais uns quantos tabus que precisam de um abanão. O Chega, sendo o que é, tem pelo menos o mérito de chamar a atenção para eles.
03/05/2025
02/05/2025
30/04/2025
29/04/2025
Nota a tempo
Quando ontem escrevi "o apagão de Putin" estava muito longe de imaginar que circulava ou circularia o boato de que a Rússia estaria por trás da falha de energia.
Escrevi tal com a devida ironia. No sentido de que um acto com esta repercussão é suficientemente danoso para causar grandes problemas. E que está ao alcance de quem pretenda praticá-lo para submeter qualquer país.
Notei que com o boato veio logo o competente desmentido, num tempo em que ainda não se sabia (não sei se já se sabe ao certo) o que aconteceu. Acontece sempre que uma vara se entorta para um lado. Num ápice fica torta para o lado oposto. Tanto vale o boato como o desmentido.
E, sim, fica vinte e cinco anos depois de 9 de Maio de 2000, uma ideia do que é um apagão. O que não quer dizer que se aprenda algo com isso.
Quando ontem escrevi "o apagão de Putin" estava muito longe de imaginar que circulava ou circularia o boato de que a Rússia estaria por trás da falha de energia.
Escrevi tal com a devida ironia. No sentido de que um acto com esta repercussão é suficientemente danoso para causar grandes problemas. E que está ao alcance de quem pretenda praticá-lo para submeter qualquer país.
Notei que com o boato veio logo o competente desmentido, num tempo em que ainda não se sabia (não sei se já se sabe ao certo) o que aconteceu. Acontece sempre que uma vara se entorta para um lado. Num ápice fica torta para o lado oposto. Tanto vale o boato como o desmentido.
E, sim, fica vinte e cinco anos depois de 9 de Maio de 2000, uma ideia do que é um apagão. O que não quer dizer que se aprenda algo com isso.
25/04/2025
Por ouvir dizer
Apenas cerca de 30 % da população pode comparar a vida antes do 25 de Abril com a vida depois do 25 de Abril. A restante só o pode fazer por ouvir dizer. Não era nascida ou não estava em idade de razão.
Não deixa portanto de ser interessante ver tanta gente que não tem idade para ter vivido no regime anterior louvar ou criticar tão veementemente as políticas de então e compará-las com as do actual regime.
Por ouvir dizer.
Apenas cerca de 30 % da população pode comparar a vida antes do 25 de Abril com a vida depois do 25 de Abril. A restante só o pode fazer por ouvir dizer. Não era nascida ou não estava em idade de razão.
Não deixa portanto de ser interessante ver tanta gente que não tem idade para ter vivido no regime anterior louvar ou criticar tão veementemente as políticas de então e compará-las com as do actual regime.
Por ouvir dizer.
24/04/2025
23/04/2025
20/04/2025
Animais irracionais
O boçal na estrada é o que executa manobras perigosas, desrespeita as regras básicas e está sempre cheio de razão.
Já houve uma época - a que baptizei do arroz de marisco* em que a boçalidade se motorizou em força - em que pensava trinta vezes antes de me meter à estrada em fins de semana e épocas festivas. Chegou a haver 2500 mortos na estrada num só ano. Acho que estamos outra vez numa fase dessas.
Por pouco não levei hoje com um animal desses em cima.
* da disseminação de tal prato por todas as chafaricas.
O boçal na estrada é o que executa manobras perigosas, desrespeita as regras básicas e está sempre cheio de razão.
Já houve uma época - a que baptizei do arroz de marisco* em que a boçalidade se motorizou em força - em que pensava trinta vezes antes de me meter à estrada em fins de semana e épocas festivas. Chegou a haver 2500 mortos na estrada num só ano. Acho que estamos outra vez numa fase dessas.
Por pouco não levei hoje com um animal desses em cima.
* da disseminação de tal prato por todas as chafaricas.
16/04/2025
Governar é sempre para os simples
Tal como sugeri aqui há tempos, é altura de perguntar em referendo aos simples se querem fazer um mealheiro à guarda das Finanças e receber uma “recompensa” em certa altura do ano ou não.
Como a política é sempre feita para os simples, haver ou não lugar a reembolso do IRS é arma de arremesso para os políticos mais básicos.
Tal como sugeri aqui há tempos, é altura de perguntar em referendo aos simples se querem fazer um mealheiro à guarda das Finanças e receber uma “recompensa” em certa altura do ano ou não.
Como a política é sempre feita para os simples, haver ou não lugar a reembolso do IRS é arma de arremesso para os políticos mais básicos.
15/04/2025
12/04/2025
Montenegro
O homem é tão fraco, tão fraco, que dá pena.
Um tipo que seja acusado disto e daquilo e que tenha a plena consciência de não ter cometido ilícito algum, tem duas opções: guarda silêncio e ignora olímpicamente as afrontas, porque o são; ou rebate, ponto por ponto e com toda a clareza, as acusações.
Montenegro optou pela segunda hipótese, provavelmente por ser insustentável para um político optar pela primeira e não é capaz de matar o assunto, os assuntos. Arrasta-se numa trapalhada de argumentos, da qual não consegue sair. Falta-lhe a clareza.
O problema é ele ser primeiro-ministro e candidato a continuar. De resto não teria importância.
O homem é tão fraco, tão fraco, que dá pena.
Um tipo que seja acusado disto e daquilo e que tenha a plena consciência de não ter cometido ilícito algum, tem duas opções: guarda silêncio e ignora olímpicamente as afrontas, porque o são; ou rebate, ponto por ponto e com toda a clareza, as acusações.
Montenegro optou pela segunda hipótese, provavelmente por ser insustentável para um político optar pela primeira e não é capaz de matar o assunto, os assuntos. Arrasta-se numa trapalhada de argumentos, da qual não consegue sair. Falta-lhe a clareza.
O problema é ele ser primeiro-ministro e candidato a continuar. De resto não teria importância.
10/04/2025
07/04/2025
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