10/10/2025

09/10/2025

CGD

A CGD continua a prover um serviço de excelência.
Vedado que está o acesso via internet por não se conseguir a validação de 2 factores, uma vez que a SMS devida nunca chega, passa-se ao glorioso serviço telefónico, onde depois de muitas “primas” estúpidas (muito boa a ideia naquele anúncio que faz referência a tal), consegue-se finalmente chegar ao contacto com um humano. Mas, tal como nas covas de lobo, meteram lá alguém com deficiência na compreensão do português. É todo um serviço de excelência, como disse acima.
E.N. 243 - Chamusca, ponte João Joaquim Isidro dos Reis sobre o rio Tejo, 2013

05/10/2025

A bola e os simples

É no "desde cedo" (como dizia o velho R.C. a propósito das reportagens de televisão sobre os adeptos que se aglomeravam desde cedo nas barracas de entremeadas, coiratos e vinho morangueiro e que assim começavam) e no pós-prélio que podemos ter grandes representações, grandes amostras do que é o "bom povo português". A tal piolheira. Hoje é dia.
Substituição de populações





Não se trata de notícias falsas. Trata-se, sim, das habituais conjecturas a partir da observação de uma curva e da assunção de que essa curva será monótona – uma utilização básica de uma folha de Excel.
E trata-se sobretudo da obediência acrítica, como o são todas as obediências cegas, dos jornalistas à cartilha direitista e elitista, travestida de esquerdinha, sobre a imigração: eles, os imigrantes, são todos necessários e muito bem vindos desde que fiquem longe do quintal e não se cruzem connosco (com eles) no dia-a-dia.
Já quem partilha o espaço e o tempo com gente alienígena que não tem a menor noção de que está fora do seu habitat e que deve entender e respeitar as regras do local onde habita, constata que a solução está saturada: não é o chinês do restaurante, o indiano dos electrodomésticos ou o africano das obras que é um problema. Nunca foi. É a chusma. A carrada deles. Que se comporta como o fazia no seu lugar de origem. O ter que lidar diariamente com o desrespeito das mínimas regras de civilidade. E com a apropriação do espaço público.
É xenofobia? É. É, porque da quantidade depende a qualidade. É uma lei básica.



Dito isto, há muito quem diga que não haverá substituição de populações mas depois se baseie nestas conjecturas que dizem exactamente o contrário.
Não se trata de pedir coerência aos ígnaros. Sobre isso estamos falados. Somos todos incoerentes.
Trata-se apenas de, na mesma frase, não haver utilização de argumentos contraditórios. Só disso.

04/10/2025

Português

Não me recordo de os meus pais me haverem alguma vez alertado para os erros de escrita nos jornais ou na televisão, bem como da locução nesta última.
Educar hoje um infante exige dos pais que, a par do bom uso da língua, o alertem para a quantidade enorme de asneiras que se lêem nos jornais e se vêem e ouvem nas televisões.
Não é coisa muito recente mas tem piorado muito.



Na reportagem o mentecapto que tocou na catenária tão depressa era homem como mulher como indefinido como tinha 18 e ao mesmo tempo 22 anos.
A minha campanha (IX)

IA

Já não nos bastava a ascensão dos ígnaros a doutores nem a normalização da asneira que os simples promovem ao debaterem entre si, temos agora o algoritmo bronco (IA) a dar opiniões e recomendações. Está por todo o lado.

03/10/2025

Escrever na pedra

Há alguns anos uma mente iluminada da autarquia de Vila Franca de Xira resolveu substituir as placas toponímicas em pedra por outras mais “resilientes, sustentáveis, responsáveis e ecológicas” (nota minha).
Aos despojos diz que deu forma de monumento: o Muro da Identidade.
Calculo que a razão para apear as placas de pedra tenha sido o risco de alguma mal fixada vir a cair na cabeça de uma criança. Não vislumbro outro...
Vamos nestes dias votar para eleger esta gente.





As imagens das placas novas são do Google Maps

30/09/2025

Ó boi, olha para o palácio!

Uma mente brilhante ou um aldrabão encartado que disso tirou dividendos, tratou de mandar colocar um sinal de trânsito (j3a) indicativo do Palácio Nacional de Queluz na entrada do próprio palácio.
Ou, como na mítica fábula, para os bois olharem para o palácio e saberem para o que estão a olhar.



Assim escrevia García Márquez nos seus “Cem Anos de Solidão”:
Ante a ameaça de esquecimento do que representava uma árvore, uma casa, uma vaca, decidiram fazer rótulos e pendurá-los nas coisas cujos significados temiam perder: "isto é uma árvore"; "isto é uma casa"; "isto é uma vaca"...

29/09/2025

Liceu

No dia em que quase 50 anos depois de ter deixado o Liceu, alguém me liga de lá a chamar-me professor. Por um engano.
Paz na terra

Terá havido poucas ocasiões em que Trump tenha mostrado à saciedade como o está a fazer hoje, que fala para o Grande Infantário.
Sendo ele inevitavelmente parte dele.

27/09/2025

Impedância



Agora que todos os pobrezinhos da língua se esmeram a incluir o vocábulo "resiliência" na sua faladura, é mais do que tempo de incluir também "impedância" no discurso dos desvalidos.
Calculo que, a adoptarem tal, o façam ao abrigo da mesma certidão técnica que usam para a pobre "resiliência".