L., a segunda
!
21/02/2026
20/02/2026
19/02/2026
O sismo premonitório
O meu sismómetro disse-me, ao volante na Avenida de Brasília, que deveria ter abanado qualquer coisa. Não havia vento, estava o carro parado. Mas isto eram mais ou menos dez da manhã.
Terá sido o caso?
O meu sismómetro disse-me, ao volante na Avenida de Brasília, que deveria ter abanado qualquer coisa. Não havia vento, estava o carro parado. Mas isto eram mais ou menos dez da manhã.
Terá sido o caso?
18/02/2026
Urbanitas
Uma jornalista postada num leito de cheia afirmava que o que ali se via, embora não parecesse, eram campos agrícolas e não um rio...
Supostos rústicos mas na realidade urbanitas queixavam-se do excesso de chuva em terras onde ela é tradicionalmente escassa...
Serão estas duas situações exemplos de no que deu a dita humanização da paisagem, filha dos caçadores recolectores que tiveram uma ideia?
Uma jornalista postada num leito de cheia afirmava que o que ali se via, embora não parecesse, eram campos agrícolas e não um rio...
Supostos rústicos mas na realidade urbanitas queixavam-se do excesso de chuva em terras onde ela é tradicionalmente escassa...
Serão estas duas situações exemplos de no que deu a dita humanização da paisagem, filha dos caçadores recolectores que tiveram uma ideia?
17/02/2026
14/02/2026
13/02/2026
12/02/2026
Infantilização
Que vivemos numa sociedade infantilizada* não é novidade.
Dar desmesurado destaque a uma chamada telefónica de urgência de um rapazito de 9 anos como se tratasse de uma grande proeza é apenas um sintoma de tal doença.
A nota vai para a incapacidade do agente receptor captar as informações: o miúdo diz que estava com os irmãos e ele não percebe, mesmo tendo ecoado a informação do miúdo. Adiante assume que é uma irmã e depois pergunta-se se é um irmão ou uma irmã.
Bem sei que é lateral esta informação mas denota alguma desatenção.
Por outro lado dizer “tem calma”, coisa que foi repetida, é ou não é contraproducente?
* que ainda assim parece não atingir o paroxismo do Grande Infantário.
Que vivemos numa sociedade infantilizada* não é novidade.
Dar desmesurado destaque a uma chamada telefónica de urgência de um rapazito de 9 anos como se tratasse de uma grande proeza é apenas um sintoma de tal doença.
A nota vai para a incapacidade do agente receptor captar as informações: o miúdo diz que estava com os irmãos e ele não percebe, mesmo tendo ecoado a informação do miúdo. Adiante assume que é uma irmã e depois pergunta-se se é um irmão ou uma irmã.
Bem sei que é lateral esta informação mas denota alguma desatenção.
Por outro lado dizer “tem calma”, coisa que foi repetida, é ou não é contraproducente?
* que ainda assim parece não atingir o paroxismo do Grande Infantário.
11/02/2026
10/02/2026
Nomes
Dizem alguns que a nomeação de tempestades ajuda a relembrar episódios meteorológicos. Não discordo. No entanto, e talvez por isso mesmo, julgo que dar nomes a cada episódio de mau tempo provoca a peregrina ideia de comboios de tormentas para designar aquilo que antes era invernia, mau tempo que persistia.
Dizem alguns que a nomeação de tempestades ajuda a relembrar episódios meteorológicos. Não discordo. No entanto, e talvez por isso mesmo, julgo que dar nomes a cada episódio de mau tempo provoca a peregrina ideia de comboios de tormentas para designar aquilo que antes era invernia, mau tempo que persistia.
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