Ou talvez na foz do Tejo.
Cá em casa, nunca foi hábito encadernar ou forrar os livros. Ficam como estão. E assim se vão gastando.
Àquele exemplar andava há algum tempo a tomá-lo por um livro emprestado em tempos a uma pessoa que o devolveu forrado.
Foi pois com alguma surpresa que vi que me enganara.
Tratava-se da obra premiada em 1927 com o prémio Goncourt e não do que eu pensava.
Quando resolvi desforrá-lo, a surpresa foi outra. Na tela - pois era em tela o forro - do lado de dentro, havia um mapa pintado.
Julgo tratar-se de uma margem do rio Tejo, pois as letras T E J vêem-se bem. Como bem se vê a legenda "Nacional", que eu talvez por deformação tomo como estrada. E como se identifica uma linha de caminho de ferro de duas vias.
Tudo isto não dá para grandes alternativas, dado o desenho e apesar das alterações que possa ter havido.
Mas o certo é que ainda não descobri onde isto é.
Nem por que carga d'água é que alguém desenhou este mapa em tela.
Muito menos por que é que forrou com ela um livro.
As últimas duas nunca saberei, claro.

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E Jerónimo já está a 60º de latitude norte. Foi de barco.
(post publicado no Blogger da Globo em 16.06.06)

















