26/02/2007
25/02/2007
24/02/2007
O tempo da Maricachucha

O tempo da Maria Cachucha, é já oficial, começou aí pelas quatro e meia da tarde de Terça-Feira Gorda. Desta que ora passou.
Suponho que só no fim dos meus dias poderei dizer com propriedade que tempo é, foi este.
Há, no entanto, sinais.
E há, no entanto, certezas. Uma que seja. A de que não me enganei, certa vez, muitos anos lá para trás quando te disse que...
Não me enganei nem um bocadinho.

O tempo da Maria Cachucha, é já oficial, começou aí pelas quatro e meia da tarde de Terça-Feira Gorda. Desta que ora passou.
Suponho que só no fim dos meus dias poderei dizer com propriedade que tempo é, foi este.
Há, no entanto, sinais.
E há, no entanto, certezas. Uma que seja. A de que não me enganei, certa vez, muitos anos lá para trás quando te disse que...
Não me enganei nem um bocadinho.
23/02/2007
22/02/2007
Percurso
Tropeça-se numa incorrecção verbal. Dobra-se uma esquina de vírgulas arredondada.
Vai buscar-se a uma perspectiva de um muro a linha que nos conduza a bom recato.
Tudo isto com o silêncio das cavas vozes suspensas, ameaçando derrocar.
Tudo isto através de pontes. Fundadas em basalto.
Tudo isto com as rugas do tempo, as mesmas de que falavas tu, como se ele fosse espaço - tempo - espaço.
Rota.
Fio a pavio. Chegada e partida. Ciclo.
Voltar ao Paço enquanto as rolas voam ao cair da tarde.
Conquanto as rugas do tempo, as mesmas de que falavas tu, viessem de longínquas nebulosas, nebulando, nublando, pousar nos nossos rostos.
Já, sim.
Tropeça-se numa incorrecção verbal. Dobra-se uma esquina de vírgulas arredondada.
Vai buscar-se a uma perspectiva de um muro a linha que nos conduza a bom recato.
Tudo isto com o silêncio das cavas vozes suspensas, ameaçando derrocar.
Tudo isto através de pontes. Fundadas em basalto.
Tudo isto com as rugas do tempo, as mesmas de que falavas tu, como se ele fosse espaço - tempo - espaço.
Rota.
Fio a pavio. Chegada e partida. Ciclo.
Voltar ao Paço enquanto as rolas voam ao cair da tarde.
Conquanto as rugas do tempo, as mesmas de que falavas tu, viessem de longínquas nebulosas, nebulando, nublando, pousar nos nossos rostos.
Já, sim.
19/02/2007
O sismómetro embebível (episódio talvez 0)
A coisa aconteceu a meio da tarde, com um Mickey ou um Tio Patinhas nas unhas, janela aberta a norte, para entrar o fresco sombreado dos dias de Setembro a sul costeiro.
O sismómetro acusou I na escala de Mercali, é claro.
Saído do descanso da vilegiatura, acerquei-me dos demais na esperança de trocar estimativas de magnitude. Debalde. Ninguém atribuiu a merecida importância ao meu relato circunstanciado.
Mais tarde, pela fresquinha, provavelmente em demanda de mais algum livro ou jornal, lá estavam na papelaria os comentários sísmicos entre as bóias, os postais e os jornais estrangeiros.
A cara que fiz, o sorriso malicioso que esbocei, só as vidraças sabem qual foi.
A coisa aconteceu a meio da tarde, com um Mickey ou um Tio Patinhas nas unhas, janela aberta a norte, para entrar o fresco sombreado dos dias de Setembro a sul costeiro.
O sismómetro acusou I na escala de Mercali, é claro.
Saído do descanso da vilegiatura, acerquei-me dos demais na esperança de trocar estimativas de magnitude. Debalde. Ninguém atribuiu a merecida importância ao meu relato circunstanciado.
Mais tarde, pela fresquinha, provavelmente em demanda de mais algum livro ou jornal, lá estavam na papelaria os comentários sísmicos entre as bóias, os postais e os jornais estrangeiros.
A cara que fiz, o sorriso malicioso que esbocei, só as vidraças sabem qual foi.
18/02/2007
O sismógrafo* embebível
Estava eu de conversa com alguém quando isto abanou mais uma vez e disso lhe dei conta.
Eram 4 e 16 da matina, pela hora aqui da maquineta.
Tenho assim mais uma testemunha de que possuo o tal sismógrafo já embebível de fábrica, com o qual tenho registado algumas dezenas de acontecimentos telúricos.
* Ou sismómetro falante, por ser mais correcto.
Estava eu de conversa com alguém quando isto abanou mais uma vez e disso lhe dei conta.
Eram 4 e 16 da matina, pela hora aqui da maquineta.
Tenho assim mais uma testemunha de que possuo o tal sismógrafo já embebível de fábrica, com o qual tenho registado algumas dezenas de acontecimentos telúricos.
* Ou sismómetro falante, por ser mais correcto.
Figura 1

a que se refere, agora sim como Parabellum embora não translúcida, o post de 17 de Janeiro de 2004, às 14:16.
E que ainda não vi se ainda funciona. E que precisa ainda mais de limpeza.

a que se refere, agora sim como Parabellum embora não translúcida, o post de 17 de Janeiro de 2004, às 14:16.
E que ainda não vi se ainda funciona. E que precisa ainda mais de limpeza.
17/02/2007
Figura 2

a que se refere, embora não como Parabellum, o post de 17 de Janeiro de 2004, às 14:16.
E que muito curiosamente ainda funciona e bem!

a que se refere, embora não como Parabellum, o post de 17 de Janeiro de 2004, às 14:16.
E que muito curiosamente ainda funciona e bem!
16/02/2007
Figura 3

a que se refere o post de 17 de Janeiro de 2004, às 14:16.
Voltou o Entrudo a entrar sem que eu desse por isso.
Admito que uma pistola do tipo tenha surgido mais vezes nas mãos de Kid Monius do que nas de João Bafo-de-Onça. E que precisa de limpeza.

a que se refere o post de 17 de Janeiro de 2004, às 14:16.
Voltou o Entrudo a entrar sem que eu desse por isso.
Admito que uma pistola do tipo tenha surgido mais vezes nas mãos de Kid Monius do que nas de João Bafo-de-Onça. E que precisa de limpeza.
15/02/2007
14/02/2007
13/02/2007
O meu Banco Gorringe (II)
Longe de mim a ideia de querer contribuir ainda mais para os erros de conhecimento das jovens gerações.
Por ter verificado uma afluência a este blogue por via desta pesquisa e desta imagem:

afirmo aqui que MBG na imagem acima significa o MEU Banco Gorringe. O meu. Não o que toma o nome do homem que o descobriu.
Nas imagens assinalado como GRB.

imagens adaptadas daqui: http://www-odp.tamu.edu/publications/173_SR/synth/cs_f1.htm
Longe de mim a ideia de querer contribuir ainda mais para os erros de conhecimento das jovens gerações.
Por ter verificado uma afluência a este blogue por via desta pesquisa e desta imagem:

afirmo aqui que MBG na imagem acima significa o MEU Banco Gorringe. O meu. Não o que toma o nome do homem que o descobriu.
Nas imagens assinalado como GRB.

imagens adaptadas daqui: http://www-odp.tamu.edu/publications/173_SR/synth/cs_f1.htm
Não
Ainda não é disto que eu estava à espera.
Embora um acidente ferroviário devido a escorregamento de terras seja daquelas coisas que esperamos que ocorra todos os dias de chuva. Alguma vez será catastrófica. Desta vez a catástrofe tocou a poucos. Mas tocou.
Ainda não é disto que eu estava à espera.
Embora um acidente ferroviário devido a escorregamento de terras seja daquelas coisas que esperamos que ocorra todos os dias de chuva. Alguma vez será catastrófica. Desta vez a catástrofe tocou a poucos. Mas tocou.
Rever em baixa
Embirro com este tipo de eufemismos. Quando do que se trata é de corrigir um tiro. Muitas vezes dado à toa.
Mas de facto, ingenuidade minha, não cesso de rever em baixa a inteligência que se mostra nos escritos e nos ditos, a cada dia que passa.
Acho que o faço desde sempre, ainda não dei com a assimptota.
Embirro com este tipo de eufemismos. Quando do que se trata é de corrigir um tiro. Muitas vezes dado à toa.
Mas de facto, ingenuidade minha, não cesso de rever em baixa a inteligência que se mostra nos escritos e nos ditos, a cada dia que passa.
Acho que o faço desde sempre, ainda não dei com a assimptota.
12/02/2007
Notícias
Ainda não havendo dados no IM, já há estes do IGN de Espanha, sempre mais completos, ainda que hoje contraditórios entre si:
lista de sismos
localização
actualização: nota do IM
Ainda não havendo dados no IM, já há estes do IGN de Espanha, sempre mais completos, ainda que hoje contraditórios entre si:
lista de sismos
localização
actualização: nota do IM
As pontes de outro condado (II)
A tasca comprida. Copos de tinto, entrecosto, pão saloio de pacote higienizado.
Casa comigo.
O rapaz riu-se. Mas ela arrebitou-se. Casa comigo. Do outro lado do jarro da casa. Empurrando o maço de tabaco azul entre a manteiga e duas azeitonas fugidias.
O bar que fora restaurante só para banquetes.
Bacardis com cola. Cervejas de marcas inauditas para justificar a tarifa.
Leva-me ao carro.
Estofos de alcântara.
A casa do melhor amigo. Poker. Vinhos. Aguardentes. Conversas e vizinhos já mortos atirando barricas ao chão, calem-se. Isto são horas?
Bardamerda. Passa-me o queijo mal-cheiroso. É dia. Traz o pão. Vinho branco, manteiga. Isso, torradas.
Agora levo-te. Levo-o. Passem bem.
Como é que se colocam os telefones nesta agenda electrónica?
Estou-me a atirar a ti, sim. Pensavas que era a brincar?
(continua)
A tasca comprida. Copos de tinto, entrecosto, pão saloio de pacote higienizado.
Casa comigo.
O rapaz riu-se. Mas ela arrebitou-se. Casa comigo. Do outro lado do jarro da casa. Empurrando o maço de tabaco azul entre a manteiga e duas azeitonas fugidias.
O bar que fora restaurante só para banquetes.
Bacardis com cola. Cervejas de marcas inauditas para justificar a tarifa.
Leva-me ao carro.
Estofos de alcântara.
A casa do melhor amigo. Poker. Vinhos. Aguardentes. Conversas e vizinhos já mortos atirando barricas ao chão, calem-se. Isto são horas?
Bardamerda. Passa-me o queijo mal-cheiroso. É dia. Traz o pão. Vinho branco, manteiga. Isso, torradas.
Agora levo-te. Levo-o. Passem bem.
Como é que se colocam os telefones nesta agenda electrónica?
Estou-me a atirar a ti, sim. Pensavas que era a brincar?
(continua)
11/02/2007
Construções mentais
A julgar pelas construções mentais que se antevêem por detrás das pesquisas que aqui caem, é bem provável que exista gente que, face a uma lista telefónica, pronuncie as seguintes palavras:
"Lista, lista minha, dás-me o número de telefone da minha amiguinha?"
Dois exemplos fresquinhos:
quais as letra da matricula dos carros de agosto de 2003
comentário sobre Lá no alto tu e eu iremos
Já ninguém consulta listas telefónicas.
A julgar pelas construções mentais que se antevêem por detrás das pesquisas que aqui caem, é bem provável que exista gente que, face a uma lista telefónica, pronuncie as seguintes palavras:
"Lista, lista minha, dás-me o número de telefone da minha amiguinha?"
Dois exemplos fresquinhos:
quais as letra da matricula dos carros de agosto de 2003
comentário sobre Lá no alto tu e eu iremos
Já ninguém consulta listas telefónicas.
Coisas de portões e de estradas
Por vezes, há destes interesses comuns. O amigo Bic Laranja lembrou-se de um certo post que aqui publiquei faz tempo.
E publicou esta foto.
Eu rebato com estas:
Por vezes, há destes interesses comuns. O amigo Bic Laranja lembrou-se de um certo post que aqui publiquei faz tempo.
E publicou esta foto.
Eu rebato com estas:
10/02/2007
A parábola do fóssil vivo
Aqui há dias as cadeias internacionais de televisão davam conta de uma estranha criatura encontrada nos mares do Japão, nomeando-a de fóssil vivo. Uma expressão que surge de vez em quando.
Confesso que no imediato as imagens me pareceram inventadas. Tal como me pareceu montagem a foto ganhista de anteontem. O que só dá conta que o meu lado desconfiado de bom alentejano prepondera.
Mas passando à frente, a parábola está na designação: fóssil vivo. Uma criatura que teria provindo das profundezas do tempo num estalar de dedos, foi mais ou menos o que se ouviu então.
Denota esta parábola a imagem cega que têm as massas, plasmadas nestes canais de informação, do mundo e do tempo que as envolve.
Não existe tal coisa - um fóssil vivo. Se está vivo e nos é contemporâneo, é uma forma de vida tão moderna como a nossa. Uma evidência lapalissiana.
Se o seu aspecto nos é estranho e se confunde com as fantasias que temos das criaturas de muito remotas épocas, misturar uma coisa com a outra já é um sinal dos tempos.
O fóssil vivo, a existir, é a pedra que julga que pensa. E tantas elas são.
Aqui há dias as cadeias internacionais de televisão davam conta de uma estranha criatura encontrada nos mares do Japão, nomeando-a de fóssil vivo. Uma expressão que surge de vez em quando.
Confesso que no imediato as imagens me pareceram inventadas. Tal como me pareceu montagem a foto ganhista de anteontem. O que só dá conta que o meu lado desconfiado de bom alentejano prepondera.
Mas passando à frente, a parábola está na designação: fóssil vivo. Uma criatura que teria provindo das profundezas do tempo num estalar de dedos, foi mais ou menos o que se ouviu então.
Denota esta parábola a imagem cega que têm as massas, plasmadas nestes canais de informação, do mundo e do tempo que as envolve.
Não existe tal coisa - um fóssil vivo. Se está vivo e nos é contemporâneo, é uma forma de vida tão moderna como a nossa. Uma evidência lapalissiana.
Se o seu aspecto nos é estranho e se confunde com as fantasias que temos das criaturas de muito remotas épocas, misturar uma coisa com a outra já é um sinal dos tempos.
O fóssil vivo, a existir, é a pedra que julga que pensa. E tantas elas são.
09/02/2007
08/02/2007
Nós, os crentes

Àqueles que acompanham há mais tempo este blogue não é estranha a minha propensão para adentrar os segredos da estatística dos sorteios da Santa Casa.
Ora isso sou eu e mais uns quantos crentes. Há mais de vinte anos dura ela, desde que um dia um amigo me lançou um desafio para que o ajudasse com um sistema para o totobola.
Como já disse aqui uma outra vez, nada ganhei com ela a não ser o conhecimento do meu próprio conhecimento e a capacidade de o complicar, passo a passo. Formas de apurar a sistematização de problemas. Raciocínio puro, sem espinhas. A mim, que sempre fui um homem de condições ideais, isto agrada-me sobremaneira, ao mesmo tempo que acentua a minha legendária misantropia.
O paradoxo aqui, a existir, é que se trata de uma razão dentro da fé. Uma razão estribada em subconjuntos da realidade - não será toda a razão assim? - contrariando o todo, sendo muito provável que se trate de um subconjunto vazio. E uma fé, uma crença de que se conseguem resultados, não acertos milagrosos mas sequências lucrativas, se...
O meu fornecedor habitual de jogos de azar lançou-me um repto há uns tempos, depois de me saber iniciado na teoria dos números - adaptar o algoritmo que concebi para o 6/49 ao 5/50.
Disse-lhe que o faria tão logo tivesse resolvido um problema que me atormentava aqui na maquineta e que era impeditivo.
Pois bem, recuperada a máquina o problema foi-se, sem mais. Estou agora de volta da coisa.
A debater-me com um problema conhecido - o de interpretar o meu próprio raciocínio em linhas de código.
E a chegar à conclusão de que mais vale começar de novo, com uma estrutura idêntica, do que tentar adaptar o existente.
E a deixar-me envolver de novo na crença de que é possível iludir a esperança matemática.

Àqueles que acompanham há mais tempo este blogue não é estranha a minha propensão para adentrar os segredos da estatística dos sorteios da Santa Casa.
Ora isso sou eu e mais uns quantos crentes. Há mais de vinte anos dura ela, desde que um dia um amigo me lançou um desafio para que o ajudasse com um sistema para o totobola.
Como já disse aqui uma outra vez, nada ganhei com ela a não ser o conhecimento do meu próprio conhecimento e a capacidade de o complicar, passo a passo. Formas de apurar a sistematização de problemas. Raciocínio puro, sem espinhas. A mim, que sempre fui um homem de condições ideais, isto agrada-me sobremaneira, ao mesmo tempo que acentua a minha legendária misantropia.
O paradoxo aqui, a existir, é que se trata de uma razão dentro da fé. Uma razão estribada em subconjuntos da realidade - não será toda a razão assim? - contrariando o todo, sendo muito provável que se trate de um subconjunto vazio. E uma fé, uma crença de que se conseguem resultados, não acertos milagrosos mas sequências lucrativas, se...
O meu fornecedor habitual de jogos de azar lançou-me um repto há uns tempos, depois de me saber iniciado na teoria dos números - adaptar o algoritmo que concebi para o 6/49 ao 5/50.
Disse-lhe que o faria tão logo tivesse resolvido um problema que me atormentava aqui na maquineta e que era impeditivo.
Pois bem, recuperada a máquina o problema foi-se, sem mais. Estou agora de volta da coisa.
A debater-me com um problema conhecido - o de interpretar o meu próprio raciocínio em linhas de código.
E a chegar à conclusão de que mais vale começar de novo, com uma estrutura idêntica, do que tentar adaptar o existente.
E a deixar-me envolver de novo na crença de que é possível iludir a esperança matemática.
O discurso hiperbólico
Atento ao que se diz aqui e ali, tenho construído nos últimos anos um catálogo de classes que se distinguem por serem praticantes zelosas do discurso vazio e hiperbólico.
À cabeça, estão os críticos de vinhos.
Em seguida, os marqueteiros de toda a sorte.
Logo após, os encenadores e artistas plásticos.
Pouco distanciados, os arquitectos.
Sem se deixar atrasar, os analistas económicos.
Peço desculpa se me esqueci de alguma classe que mereça destaque tal.
Adenda ainda a tempo:
Incluem-se as seguintes classes, por sugestão da T. - políticos; psicólogos; sociólogos; novos ditadores de moda; novos VIPS portugueses.
Atento ao que se diz aqui e ali, tenho construído nos últimos anos um catálogo de classes que se distinguem por serem praticantes zelosas do discurso vazio e hiperbólico.
À cabeça, estão os críticos de vinhos.
Em seguida, os marqueteiros de toda a sorte.
Logo após, os encenadores e artistas plásticos.
Pouco distanciados, os arquitectos.
Sem se deixar atrasar, os analistas económicos.
Peço desculpa se me esqueci de alguma classe que mereça destaque tal.
Adenda ainda a tempo:
Incluem-se as seguintes classes, por sugestão da T. - políticos; psicólogos; sociólogos; novos ditadores de moda; novos VIPS portugueses.
07/02/2007
06/02/2007
Buffer
Deve ser mesmo um buffer isto que vejo funcionar na minha cabeça.
Não encontrei no meu vocabulário uma palavra que expressasse melhor esta ideia.
E digo-o, não dando conta de uma trivialidade qualquer, em que se tratasse apenas de estar a armazenar mais informação do que posso processar. Será isso possivel? Não. É algo mais intenso. Atravesso ou julgo que atravesso uma daquelas fases em que a informação jorra em catadupas atiçando as sinapses.
E ao acumular-se, à espera de atendimento ao balcão, vai se relacionando com a que já chegou e com a que virá a seguir. Tudo isto num caldo tal de coincidências que coloca na mais improvável vizinhança dois posts que ando a cozinhar com ingredientes totalmente diferentes.
Tivesse eu a janta pronta e não cairia da cadeira antes das graças.
Deve ser mesmo um buffer isto que vejo funcionar na minha cabeça.
Não encontrei no meu vocabulário uma palavra que expressasse melhor esta ideia.
E digo-o, não dando conta de uma trivialidade qualquer, em que se tratasse apenas de estar a armazenar mais informação do que posso processar. Será isso possivel? Não. É algo mais intenso. Atravesso ou julgo que atravesso uma daquelas fases em que a informação jorra em catadupas atiçando as sinapses.
E ao acumular-se, à espera de atendimento ao balcão, vai se relacionando com a que já chegou e com a que virá a seguir. Tudo isto num caldo tal de coincidências que coloca na mais improvável vizinhança dois posts que ando a cozinhar com ingredientes totalmente diferentes.
Tivesse eu a janta pronta e não cairia da cadeira antes das graças.
05/02/2007
Estádio Nacional, 2006

Fotografia dedicada a quem provar pertencer-lhe. Dedicada a quem provar pertencer-lhe?

Fotografia dedicada a quem provar pertencer-lhe. Dedicada a quem provar pertencer-lhe?
04/02/2007
É moço da minha criação
Este vírus.

imagem do H5N1 (a ouro) em http://buzz.smm.org/buzz/image/h5n1_virus
Não que não existisse já antes de terem dado com o alimal. Tal como eu. Que já vinha embuçado há uns quantos milhões de anos.
O certo é que deram connosco no mesmo ano, como consta da papelada.
1959.
Há esta ligação de coetaneidade. Quase sanguínea.
Não acredito que, sendo portanto da minha criação, ele seja tão mau como o Pintam. Esse, sim, o Pintam é que é muita perigoso.
Agora a sério: continua a parecer-me pouco provável que uma epidemia mundialmente catastrófica venha com arautos à frente.
Este vírus.

imagem do H5N1 (a ouro) em http://buzz.smm.org/buzz/image/h5n1_virus
Não que não existisse já antes de terem dado com o alimal. Tal como eu. Que já vinha embuçado há uns quantos milhões de anos.
O certo é que deram connosco no mesmo ano, como consta da papelada.
1959.
Há esta ligação de coetaneidade. Quase sanguínea.
Não acredito que, sendo portanto da minha criação, ele seja tão mau como o Pintam. Esse, sim, o Pintam é que é muita perigoso.
Agora a sério: continua a parecer-me pouco provável que uma epidemia mundialmente catastrófica venha com arautos à frente.
03/02/2007
02/02/2007
01/02/2007
A palmeira que morreu ou um sinal dos tempos
Ele há destes sinais. Com um ano ou catorze de atraso.
Não havendo fotos da palmeira que outros mataram, não havendo o som da ave nocturna que dela sentenciava pios muitos anos mais tarde, não havendo nada disso, haverá talvez ondas na Barragem do Caia, perspectivas da fronteira do Retiro, trilhos das minas de São Domingos, dias de Manta Rota, esplanadas da Espanha suada, praias vazias de andaluzes manhã cedo.
Haverá Bragança e a torre de menagem. Haverá o postal ilustrado que desenhámos na manhã das Caldas, nas curvas da Estrela, nas madrugadas de Arganil.
Haverá pratos de presunto em Monchique, de muxama em Ayamonte, de estupeta em Santa Luzia.
Haverá Miranda do Douro pelas calçadas desertas, Lisboa em manhãs de domingo. Haverá trilhos nos nossos montes entre sobreiras antigas.
Haverá noites longas no Algarve das luzes e dos sons e noites perpétuas no nosso outro Algarve.
No da Feiteira, da Benémola, de Alte, de Marmelete, de Alferce, de Alcoutim ou Aljezur. No da Fernanda e no dos caminhos que fazíamos pela nossa serra.
Do Mu.
Dormia uma palmeira
Sobre as nossas vozes
Quando no escuro
Estimávamos direcções
No infinito.
Que se curvavam.
Em sorvedouros
Como as esferas
Na quadrícula
De Vasareli.
E no regresso
Pousávamos
Na nossa ignorância.
Tínhamos o peso
De não conhecer.
E o medo
Da sabedoria.
Esmagados
Sob o mundo
Levantado
Por uma alavanca.
Afogados
Em água espacial
E mortos
Num cantinho do tempo.
SG, trecho de Falávamos, inéditos, 1994
Ele há destes sinais. Com um ano ou catorze de atraso.
Não havendo fotos da palmeira que outros mataram, não havendo o som da ave nocturna que dela sentenciava pios muitos anos mais tarde, não havendo nada disso, haverá talvez ondas na Barragem do Caia, perspectivas da fronteira do Retiro, trilhos das minas de São Domingos, dias de Manta Rota, esplanadas da Espanha suada, praias vazias de andaluzes manhã cedo.
Haverá Bragança e a torre de menagem. Haverá o postal ilustrado que desenhámos na manhã das Caldas, nas curvas da Estrela, nas madrugadas de Arganil.
Haverá pratos de presunto em Monchique, de muxama em Ayamonte, de estupeta em Santa Luzia.
Haverá Miranda do Douro pelas calçadas desertas, Lisboa em manhãs de domingo. Haverá trilhos nos nossos montes entre sobreiras antigas.
Haverá noites longas no Algarve das luzes e dos sons e noites perpétuas no nosso outro Algarve.
No da Feiteira, da Benémola, de Alte, de Marmelete, de Alferce, de Alcoutim ou Aljezur. No da Fernanda e no dos caminhos que fazíamos pela nossa serra.
Do Mu.
Dormia uma palmeira
Sobre as nossas vozes
Quando no escuro
Estimávamos direcções
No infinito.
Que se curvavam.
Em sorvedouros
Como as esferas
Na quadrícula
De Vasareli.
E no regresso
Pousávamos
Na nossa ignorância.
Tínhamos o peso
De não conhecer.
E o medo
Da sabedoria.
Esmagados
Sob o mundo
Levantado
Por uma alavanca.
Afogados
Em água espacial
E mortos
Num cantinho do tempo.
SG, trecho de Falávamos, inéditos, 1994
31/01/2007
Insondáveis mistérios da mente humana
Confesso que me intrigam algumas pesquisas com que deparo no contador.
Não as que são óbvias e erraram o alvo, mas as que me suscitam aquela curiosidade pelo entendimento da forma como funciona a mente humana. Como se não fosse também estranhíssima essa pretensão.
Esta é apenas a mais recente:
percentagem de pessoas em coja
Confesso que me intrigam algumas pesquisas com que deparo no contador.
Não as que são óbvias e erraram o alvo, mas as que me suscitam aquela curiosidade pelo entendimento da forma como funciona a mente humana. Como se não fosse também estranhíssima essa pretensão.
Esta é apenas a mais recente:
percentagem de pessoas em coja
29/01/2007
28/01/2007
Bosch e os cenários
Quando ouço, leio, os profetas da desgraça a traçar cenários, a partir de modelos construídos disparatadamente, ocorrem-me várias ideias.
A primeira é a da criação de uma base de dados de cenários traçados. Onde se possam ir buscar as previsões antigas e compará-las com a realidade já conhecida.
Não faço a menor ideia se existe tal coisa.
A segunda é confrontar os "especialistas" que constroem tais modelos com a singularidade de um tabuleiro de xadrez. Da última vez que andei por lá, ainda não havia máquina absoluta. Máquina capaz de, em tempo razoável, identificar e ordenar todas as situações no universo de uma partida de xadrez, por forma a prever todos os desenvolvimentos possíveis a partir de um determinado lance.
A terceira é a forma como se levam a sério estas coisas. Como se discutem sem espírito crítico.
Qualquer criança é capaz de pegar numa folha de Excel e fazer um algoritmo simples para calcular o valor de uma função f(x) para x=t.
E não passa disso mesmo. Do valor de f(x) quando x=t.
Bosch deu-nos a maravilha das suas "visões". Cabe-nos não as tomar como reais.

Jerónimo Bosch, "A criação do Mundo", aqui
Quando ouço, leio, os profetas da desgraça a traçar cenários, a partir de modelos construídos disparatadamente, ocorrem-me várias ideias.
A primeira é a da criação de uma base de dados de cenários traçados. Onde se possam ir buscar as previsões antigas e compará-las com a realidade já conhecida.
Não faço a menor ideia se existe tal coisa.
A segunda é confrontar os "especialistas" que constroem tais modelos com a singularidade de um tabuleiro de xadrez. Da última vez que andei por lá, ainda não havia máquina absoluta. Máquina capaz de, em tempo razoável, identificar e ordenar todas as situações no universo de uma partida de xadrez, por forma a prever todos os desenvolvimentos possíveis a partir de um determinado lance.
A terceira é a forma como se levam a sério estas coisas. Como se discutem sem espírito crítico.
Qualquer criança é capaz de pegar numa folha de Excel e fazer um algoritmo simples para calcular o valor de uma função f(x) para x=t.
E não passa disso mesmo. Do valor de f(x) quando x=t.
Bosch deu-nos a maravilha das suas "visões". Cabe-nos não as tomar como reais.

Jerónimo Bosch, "A criação do Mundo", aqui
26/01/2007
Embora faça sol
"As temperaturas serão muito baixas, embora faça sol".
Este embora, frequentemente dito nas televisões, mostra, entre outras coisas, que se perdeu a capacidade de observar a Natureza.
A ausência de ilustrações, pela qual peço desculpa, deveu-se a um problema no Blogger da Globo, onde estão alojadas.
"As temperaturas serão muito baixas, embora faça sol".
Este embora, frequentemente dito nas televisões, mostra, entre outras coisas, que se perdeu a capacidade de observar a Natureza.
A ausência de ilustrações, pela qual peço desculpa, deveu-se a um problema no Blogger da Globo, onde estão alojadas.
25/01/2007
Os 10 euros de Dom Luiz I

Talvez fosse a minha casa. Talvez fosse um hospital, um centro comercial, um hotel.
Talvez fosse isso tudo enquanto eu me deslocava sobre as cabeças dos passantes, em pressa de chegar ao aniversário de um familiar.
Sei que desemboquei finalmente, por um plano muito alto para um pequeno almoço temporão na magnífica sala de refeições de pé direito triplo (ainda dela retenho os detalhes), chegado de uma sucessão de corredores desertos e mal iluminados, entre vidros de montra.
Aterrei na mesa mais distante do ponto onde entrei na sala.
Umas velhotas ruminavam qualquer papa de salmão distribuída sobre folhas de alface.
Do prato que tinha à minha frente, parelho ao delas, tirei um pão com um recheio doce.
Em breve a mesa estava limpa e pronta para o meu pequeno almoço. Em frente, duas moças de cara lavada.
O Luís de 10 euros estava à minha frente. Pensei que talvez se tratasse de uma gorjeta. E pedi ao meu irmão uma nota de dez para fazer a troca.
Dei-me então conta de que havia mais moedas. Outras de euro, das tais que só se viram nos primeiros meses de 2002 - triangulares, rectangulares, pentagonais, etc. - e umas quantas de copeques soviéticos.
Desisti de embolsar as moedas que entretanto já tinha avaliado em pouco mais de 14 euros, a troco de uma nota de 20 ao me aperceber de que eventualmente haveria uma significação naquele arranjo numismático.
As raparigas do outro lado da mesa concordaram e, num ápice, desenvolveram um esquema com círculos azuis e vermelhos e traços pretos com o qual pretendiam explicar a distribuição.
Não concordei eu.

Talvez fosse a minha casa. Talvez fosse um hospital, um centro comercial, um hotel.
Talvez fosse isso tudo enquanto eu me deslocava sobre as cabeças dos passantes, em pressa de chegar ao aniversário de um familiar.
Sei que desemboquei finalmente, por um plano muito alto para um pequeno almoço temporão na magnífica sala de refeições de pé direito triplo (ainda dela retenho os detalhes), chegado de uma sucessão de corredores desertos e mal iluminados, entre vidros de montra.
Aterrei na mesa mais distante do ponto onde entrei na sala.
Umas velhotas ruminavam qualquer papa de salmão distribuída sobre folhas de alface.
Do prato que tinha à minha frente, parelho ao delas, tirei um pão com um recheio doce.
Em breve a mesa estava limpa e pronta para o meu pequeno almoço. Em frente, duas moças de cara lavada.
O Luís de 10 euros estava à minha frente. Pensei que talvez se tratasse de uma gorjeta. E pedi ao meu irmão uma nota de dez para fazer a troca.
Dei-me então conta de que havia mais moedas. Outras de euro, das tais que só se viram nos primeiros meses de 2002 - triangulares, rectangulares, pentagonais, etc. - e umas quantas de copeques soviéticos.
Desisti de embolsar as moedas que entretanto já tinha avaliado em pouco mais de 14 euros, a troco de uma nota de 20 ao me aperceber de que eventualmente haveria uma significação naquele arranjo numismático.
As raparigas do outro lado da mesa concordaram e, num ápice, desenvolveram um esquema com círculos azuis e vermelhos e traços pretos com o qual pretendiam explicar a distribuição.
Não concordei eu.
24/01/2007
O velho guarda-redes
Já o conheci numa época em que as lesões antigas o obrigavam a passar grande parte do tempo na bizarra e incompreensível posição de joelhos sobre uma cadeira.
Era assim que me dizia, que me perguntava, fumando contínuos cigarros e abarcando a cinza caída dos morrões com gestos largos com as costas da mão:
Um remate que vai directo à baliza e a bola passa ao lado?
Já o conheci numa época em que as lesões antigas o obrigavam a passar grande parte do tempo na bizarra e incompreensível posição de joelhos sobre uma cadeira.
Era assim que me dizia, que me perguntava, fumando contínuos cigarros e abarcando a cinza caída dos morrões com gestos largos com as costas da mão:
Um remate que vai directo à baliza e a bola passa ao lado?
23/01/2007
Excursão de finalistas
Logo eu, nada dado a excursões de finalistas.
Logo eu, nada dado a militâncias e a gestos simbólicos.
Posso descrever-vos, quase de fio a pavio, a estação de metro no Quénia onde o antigo e anoréxico futebolista romeno rematou para dentro de uma caixa preta 900 bolas sem uma única falha.
Os jornais tinham trazido a reportagem. As televisões não se tinham calado. A acusação que lhe fizeram era a de ter com esse gesto simbolizado a superioridade branca, ao pontapé às bolas em terra de pretos.
Outros lembraram que meses antes já ele tinha feito o mesmo, chegando creio que apenas às 60. Um reincidente, é claro.
E lá fomos, ver o local do crime.
Posso descrever-vos, quase de fio a pavio, a estação de metro no Quénia onde o antigo e anoréxico futebolista romeno rematou para dentro de uma caixa preta 900 bolas sem uma única falha. Mas não o faço.
Apenas digo que a caixa preta era um negativo no betão da estrutura azul eléctrica, pintado de preto, aí à altura de uma tabela de basquetebol. Teria aí metro e meio de largo por um de altura.
E o sítio de onde os remates foram feitos estava apenas assinalado pela posição de uma máquina de vender qualquer coisa, dessas que há nas gares de metro do Quénia.
Depois disso, era suposto irmos ver um modelo ao LNEC lá do sítio. Um modelo que fazia o mesmo tipo de remates para uma caixa idêntica, em condições semelhantes.
Cantaram-se, sim, canções estudantis.
Posso descrever-vos, quase de fio a pavio, a estação de metro no Quénia onde o antigo e anoréxico futebolista romeno rematou para dentro de uma caixa preta 900 bolas sem uma única falha.
Não o faço porque uma mulher parecida com a Tónia Carrero enquanto nova, me atirou para os pés os marcadores vermelho e preto que lhe devolvera.
Fê-lo com um ar insolente e divertido que não me incomodou. Mas impede-me de descrever a estação de metro lá no Quénia onde o antigo e anoréxico futebolista romeno rematou para dentro de uma caixa preta 900 bolas sem uma única falha.
De fio a pavio.
Logo eu, nada dado a excursões de finalistas.
Logo eu, nada dado a militâncias e a gestos simbólicos.
Posso descrever-vos, quase de fio a pavio, a estação de metro no Quénia onde o antigo e anoréxico futebolista romeno rematou para dentro de uma caixa preta 900 bolas sem uma única falha.
Os jornais tinham trazido a reportagem. As televisões não se tinham calado. A acusação que lhe fizeram era a de ter com esse gesto simbolizado a superioridade branca, ao pontapé às bolas em terra de pretos.
Outros lembraram que meses antes já ele tinha feito o mesmo, chegando creio que apenas às 60. Um reincidente, é claro.
E lá fomos, ver o local do crime.
Posso descrever-vos, quase de fio a pavio, a estação de metro no Quénia onde o antigo e anoréxico futebolista romeno rematou para dentro de uma caixa preta 900 bolas sem uma única falha. Mas não o faço.
Apenas digo que a caixa preta era um negativo no betão da estrutura azul eléctrica, pintado de preto, aí à altura de uma tabela de basquetebol. Teria aí metro e meio de largo por um de altura.
E o sítio de onde os remates foram feitos estava apenas assinalado pela posição de uma máquina de vender qualquer coisa, dessas que há nas gares de metro do Quénia.
Depois disso, era suposto irmos ver um modelo ao LNEC lá do sítio. Um modelo que fazia o mesmo tipo de remates para uma caixa idêntica, em condições semelhantes.
Cantaram-se, sim, canções estudantis.
Posso descrever-vos, quase de fio a pavio, a estação de metro no Quénia onde o antigo e anoréxico futebolista romeno rematou para dentro de uma caixa preta 900 bolas sem uma única falha.
Não o faço porque uma mulher parecida com a Tónia Carrero enquanto nova, me atirou para os pés os marcadores vermelho e preto que lhe devolvera.
Fê-lo com um ar insolente e divertido que não me incomodou. Mas impede-me de descrever a estação de metro lá no Quénia onde o antigo e anoréxico futebolista romeno rematou para dentro de uma caixa preta 900 bolas sem uma única falha.
De fio a pavio.
21/01/2007
Passatempo
Descobriu o Amigo Bic Laranja onde fica a obra de arte aqui deixada com o propósito de lançar um passatempo para a sua identificação.
É a ponte de Totenique, sobre a ribeira do dito nome também chamada de Luzianes e fica ao km 6 e tal da E.N. 266, como bem alvitrou aqui (sheet12 é a folha onde estão as estradas de 261 a 270 e o único marco ordinário - arredondado - lá constante é o da 266, todos os outros são da classe 10k).
Atente-se na ficha de arquivo da antiga JAE - DSP e já agora no erro de contagem do tempo que lá está.
Entre as datas constantes decorreram 654 dias e não 761 ou 701, se se tratar de um 0 o algarismo do meio.


E atente-se ainda aqui no extracto da Carta Militar como corrigi muito mal o tiro quando mudei a orientação do fotógrafo de Leste para Es-sueste.
Descobriu o Amigo Bic Laranja onde fica a obra de arte aqui deixada com o propósito de lançar um passatempo para a sua identificação.
É a ponte de Totenique, sobre a ribeira do dito nome também chamada de Luzianes e fica ao km 6 e tal da E.N. 266, como bem alvitrou aqui (sheet12 é a folha onde estão as estradas de 261 a 270 e o único marco ordinário - arredondado - lá constante é o da 266, todos os outros são da classe 10k).
Atente-se na ficha de arquivo da antiga JAE - DSP e já agora no erro de contagem do tempo que lá está.
Entre as datas constantes decorreram 654 dias e não 761 ou 701, se se tratar de um 0 o algarismo do meio.


E atente-se ainda aqui no extracto da Carta Militar como corrigi muito mal o tiro quando mudei a orientação do fotógrafo de Leste para Es-sueste.
19/01/2007
18/01/2007
Espólio (23)

espólio Campos Vilhena, foto atribuída a MSS
Lanço aqui um desafio aos meus leitores: alguém identifica esta ponte, esta estrada?
Digo-vos que a foto é ou de 1949 ou de 1950.
Adenda: o fotógrafo está virado paraLeste Es-sueste.
Correcção e segunda adenda: O fotógrafo aponta a Es-sueste e não a Leste. A via que aparece em segundo plano a atravessar a imagem, é caminho-de-ferro.
O Amigo Bic Laranja anda perto com o seu palpite.

espólio Campos Vilhena, foto atribuída a MSS
Lanço aqui um desafio aos meus leitores: alguém identifica esta ponte, esta estrada?
Digo-vos que a foto é ou de 1949 ou de 1950.
Adenda: o fotógrafo está virado para
Correcção e segunda adenda: O fotógrafo aponta a Es-sueste e não a Leste. A via que aparece em segundo plano a atravessar a imagem, é caminho-de-ferro.
O Amigo Bic Laranja anda perto com o seu palpite.
17/01/2007
16/01/2007
Ignorância
Alguém que diga ao Presidente da República que Mombaim é uma palavra muito antiga em português.

imagem do selo encontrada em http://www.sergiosakall.com.br/asiatico/india-portuguesa.htm
Alguém que diga ao Presidente da República que Mombaim é uma palavra muito antiga em português.

imagem do selo encontrada em http://www.sergiosakall.com.br/asiatico/india-portuguesa.htm
15/01/2007
14/01/2007
14 de Janeiro
Há aquelas coisas que nos entram na cabeça inviamente.
Uma delas, apesar de ter plena consciência do disparate, foi e talvez ainda seja a de que o dia 14 de Janeiro é o dia em que faz mais frio em Portugal.
Ora isso para além de ser o disparate que é, carece ainda, se nos dermos ao trabalho disso, de decisão quanto ao significado de "ser o dia em que faz mais frio em Portugal".
Posto este intróito, apetece-me ir aos dados do INAG e ver a que conclusões posso chegar, já que os do IM não estão disponíveis gratuitamente.
Eu depois dou vaia.
Há aquelas coisas que nos entram na cabeça inviamente.
Uma delas, apesar de ter plena consciência do disparate, foi e talvez ainda seja a de que o dia 14 de Janeiro é o dia em que faz mais frio em Portugal.
Ora isso para além de ser o disparate que é, carece ainda, se nos dermos ao trabalho disso, de decisão quanto ao significado de "ser o dia em que faz mais frio em Portugal".
Posto este intróito, apetece-me ir aos dados do INAG e ver a que conclusões posso chegar, já que os do IM não estão disponíveis gratuitamente.
Eu depois dou vaia.
Sei lá a propósito de quê vem isto
Na minha amostra de mulheres, que conta com aquelas a quem tive oportunidade de acompanhar raciocínios ao longo dos anos e que é maioritariamente composta por mulheres com instrução superior, verifico que as intelectualmente mais capazes - de muito longe as mais capazes - não têm de facto uma licenciatura.
Não retiro disto mais do que está expresso em cima.
Na minha amostra de mulheres, que conta com aquelas a quem tive oportunidade de acompanhar raciocínios ao longo dos anos e que é maioritariamente composta por mulheres com instrução superior, verifico que as intelectualmente mais capazes - de muito longe as mais capazes - não têm de facto uma licenciatura.
Não retiro disto mais do que está expresso em cima.
13/01/2007
12/01/2007
Um rosto na solidão
Os sítios têm, como todos sabemos, classe social. Mesmo que as fronteiras sejam, como em tudo no Universo, indetermináveis.
Vivi durante quase toda a vida numa determinada classe. Mudei-me para outra. Entre uma e outra, evitei a tempo passar por uma espécie de degrau intermédio.
Hoje vi um rosto que pertence a essa classe que evitei. No preciso local onde seria suposto que estivesse. Não gostei dele hoje como não gostei dos seus congéneres nesse tempo tal.
Ia nestas constatações pela rua quando me detive, por isso mesmo, no que poderia duma penada representar as minhas origens ao longo dos últimos ene séculos, a quem mo perguntasse na próxima esquina. Uma mistura de camponeses e terratenentes.
Por levar na memória imediata esta gaveta aberta, não estranhei que me chamassem pelo nome próprio do meu Avô paterno. Era eu carregando a minha história. Sequer estranhei que mais à frente me dessem como morto na gaveta ao lado da minha. Era eu carregando o meu futuro.
Sem classe.
Os sítios têm, como todos sabemos, classe social. Mesmo que as fronteiras sejam, como em tudo no Universo, indetermináveis.
Vivi durante quase toda a vida numa determinada classe. Mudei-me para outra. Entre uma e outra, evitei a tempo passar por uma espécie de degrau intermédio.
Hoje vi um rosto que pertence a essa classe que evitei. No preciso local onde seria suposto que estivesse. Não gostei dele hoje como não gostei dos seus congéneres nesse tempo tal.
Ia nestas constatações pela rua quando me detive, por isso mesmo, no que poderia duma penada representar as minhas origens ao longo dos últimos ene séculos, a quem mo perguntasse na próxima esquina. Uma mistura de camponeses e terratenentes.
Por levar na memória imediata esta gaveta aberta, não estranhei que me chamassem pelo nome próprio do meu Avô paterno. Era eu carregando a minha história. Sequer estranhei que mais à frente me dessem como morto na gaveta ao lado da minha. Era eu carregando o meu futuro.
Sem classe.
11/01/2007
A pedra da Alice
A solta das pombas ocorria todos os dias da semana, a hora certa.
A irmã lá vinha no meio do bando branco de batas.
A pedra saiu-lhe da mão, a testar a queda dos graves, parafraseando um episódio de história ouvida.
E acertou no cocuruto de uma das que ele notara entre as tantas.
Caiu em cima de quem caiu - pois.
Não se safou do castigo, enquanto lhe via ser aplicado o curativo.
Muitos mas muitos anos depois, ela riu-se como se sempre o tivesse encontrado de pedra na mão, pronto a ser o portador, o lançador, do acaso ferente.
A solta das pombas ocorria todos os dias da semana, a hora certa.
A irmã lá vinha no meio do bando branco de batas.
A pedra saiu-lhe da mão, a testar a queda dos graves, parafraseando um episódio de história ouvida.
E acertou no cocuruto de uma das que ele notara entre as tantas.
Caiu em cima de quem caiu - pois.
Não se safou do castigo, enquanto lhe via ser aplicado o curativo.
Muitos mas muitos anos depois, ela riu-se como se sempre o tivesse encontrado de pedra na mão, pronto a ser o portador, o lançador, do acaso ferente.
10/01/2007
09/01/2007
Efeméride
Se não fosse esta para mim belíssima prenda, nem sequer me daria ao trabalho de descarregar aqui a passagem de ano, como não me dei o ano transacto.
A verdade é que o blogue acaba por funcionar, em parte, como o tal caderno de capa preta, biográfico. E quando não há motivo, não se assinalam as datas. Ou havendo motivo, não havendo talante.
Sei lá eu.
Apenas suspeito que Fidel não me acompanhará muitos mais anos nesta efeméride.
Apenas estou certo de que jamais ganharei qualquer Nobel, visto apenas que a probabilidade de duas pessoas nascidas no mesmo dia o receberem é ínfima, a menos que as duas pessoas sejam uma só, o que não é o caso.
Apenas afirmo que dizer mais é disparate.
Obrigado, Minha Neta.
Se não fosse esta para mim belíssima prenda, nem sequer me daria ao trabalho de descarregar aqui a passagem de ano, como não me dei o ano transacto.
A verdade é que o blogue acaba por funcionar, em parte, como o tal caderno de capa preta, biográfico. E quando não há motivo, não se assinalam as datas. Ou havendo motivo, não havendo talante.
Sei lá eu.
Apenas suspeito que Fidel não me acompanhará muitos mais anos nesta efeméride.
Apenas estou certo de que jamais ganharei qualquer Nobel, visto apenas que a probabilidade de duas pessoas nascidas no mesmo dia o receberem é ínfima, a menos que as duas pessoas sejam uma só, o que não é o caso.
Apenas afirmo que dizer mais é disparate.
Obrigado, Minha Neta.
07/01/2007
FOR Without NEXT in 1001
Podia dar a esta afirmação aquele ar metapoético que se sabe.
Mas - e é mesmo mas - vou usá-la para um lance mais de acordo com o que me assola.
E o que me assola, ainda me safando com o velhinho Basic nos casos em que este bate aos pontos outras ferramentas mais "amigas do utilizador", é ver à minha frente tal mensagem.
Significa ela, para quem está menos familiarizado com esta linguagem, que iniciei na instrução 1001 um ciclo que não fechei.
Ora, o grave da coisa é que, se tratando de um programa curtíssimo, com muito poucas linhas, ainda não descobri a falha.
Vejo lá o NEXT para o FOR da 1001. Ou seja, vejo o ciclo fechado. Nenhuma instrução dentro do dito, atira para fora dele por forma a justificar o erro.
Analisei outros ciclos e também estão fechados.
Considerando que há cerca de 25 anos que uso esta linguagem e que com ela já fiz largas centenas de programas funcionais, e que o erro a que se refere esta mensagem é dos mais facilmente identificáveis e ultrapassáveis, a única coisa que me ocorre é que o NEXT que falta tem a ver comigo.
Será isto metapoesia?
Adenda ainda a tempo: Não era de facto a 1001 que continha o erro. Era um outro ciclo que estava aberto, pois.
Podia dar a esta afirmação aquele ar metapoético que se sabe.
Mas - e é mesmo mas - vou usá-la para um lance mais de acordo com o que me assola.
E o que me assola, ainda me safando com o velhinho Basic nos casos em que este bate aos pontos outras ferramentas mais "amigas do utilizador", é ver à minha frente tal mensagem.
Significa ela, para quem está menos familiarizado com esta linguagem, que iniciei na instrução 1001 um ciclo que não fechei.
Ora, o grave da coisa é que, se tratando de um programa curtíssimo, com muito poucas linhas, ainda não descobri a falha.
Vejo lá o NEXT para o FOR da 1001. Ou seja, vejo o ciclo fechado. Nenhuma instrução dentro do dito, atira para fora dele por forma a justificar o erro.
Analisei outros ciclos e também estão fechados.
Considerando que há cerca de 25 anos que uso esta linguagem e que com ela já fiz largas centenas de programas funcionais, e que o erro a que se refere esta mensagem é dos mais facilmente identificáveis e ultrapassáveis, a única coisa que me ocorre é que o NEXT que falta tem a ver comigo.
Será isto metapoesia?
Adenda ainda a tempo: Não era de facto a 1001 que continha o erro. Era um outro ciclo que estava aberto, pois.
06/01/2007
05/01/2007
04/01/2007
O cão deprimido*
Foi agora mesmo. Estava a ser atendido quando tocou o telefone.
A cara da empregada transfigurou-se.
Quando ela desligou o telefone e dado ter ouvido inevitavelmente a conversa, perguntei: Foi o cãozinho?
Ela disse-me que sim e contou-me do aparato policial para pôr fim aos dias do cão deprimido.
E da ameaça de despedimento com justa causa que pende sobre ela e duas colegas. Segundo ela, por terem vendido aos clientes comida para o cãozinho.
Não sei se o cão alguma vez foi de alguém. Creio ter sido, dada a sua docilidade e expressão quando reagia às palavras e carinhos dos humanos.
A ser assim, foi abandonado. Estava quase permanentemente deitado à porta daquele estabelecimento, como se tivesse em si toda a infelicidade que têm os cães.
Foi levado hoje, com aparato policial.
Imagino que fosse um perigo terrível para a saúde pública. Quanto ao aparato, é óbvio que os imbecis que nos governam, nos mais variados níveis, têm que justificar o sugadouro de dinheiro que o Estado é.
Ah sim, os imbecis não têm culpa alguma de o ser. A culpa é obviamente nossa, ao nos demitirmos das responsabilidades e ao deixarmos assim as decisões para eles. E ao permitirmos que a organização do país seja aberrante e ridícula.
Estou revoltado, é claro. E não gosto nada de escrever a quente. E este caso foi a gota que fez transbordar o copo, hoje.
*andava há uns tempos para publicar algo sobre ele.
Foi agora mesmo. Estava a ser atendido quando tocou o telefone.
A cara da empregada transfigurou-se.
Quando ela desligou o telefone e dado ter ouvido inevitavelmente a conversa, perguntei: Foi o cãozinho?
Ela disse-me que sim e contou-me do aparato policial para pôr fim aos dias do cão deprimido.
E da ameaça de despedimento com justa causa que pende sobre ela e duas colegas. Segundo ela, por terem vendido aos clientes comida para o cãozinho.
Não sei se o cão alguma vez foi de alguém. Creio ter sido, dada a sua docilidade e expressão quando reagia às palavras e carinhos dos humanos.
A ser assim, foi abandonado. Estava quase permanentemente deitado à porta daquele estabelecimento, como se tivesse em si toda a infelicidade que têm os cães.
Foi levado hoje, com aparato policial.
Imagino que fosse um perigo terrível para a saúde pública. Quanto ao aparato, é óbvio que os imbecis que nos governam, nos mais variados níveis, têm que justificar o sugadouro de dinheiro que o Estado é.
Ah sim, os imbecis não têm culpa alguma de o ser. A culpa é obviamente nossa, ao nos demitirmos das responsabilidades e ao deixarmos assim as decisões para eles. E ao permitirmos que a organização do país seja aberrante e ridícula.
Estou revoltado, é claro. E não gosto nada de escrever a quente. E este caso foi a gota que fez transbordar o copo, hoje.
*andava há uns tempos para publicar algo sobre ele.
03/01/2007
02/01/2007
Escrita em dia
Já sabia que era assim. Mas tirei a prova dos nove durante o mês em que o computador meteu baixa na caixa.
É-me estranho, cada vez mais estranho, o uso da pena. A comprová-lo o esmorecimento do calo no dedo médio direito.
A minha caligrafia, outrora quase de perfeccionista no que tocava à letra de imprensa, ganhou demasiada liberdade poética. Gatafunhou-se.
A escrita corrida, dita estenográfica, alcançou um período mnemónico ridiculamente curto. Algumas horas depois torna-se indecifrável.
Posto isto, e tal como pretendia há algum tempo, comprei um auxiliar de memória que substitui o tradicional caderno de capa preta.
SG delirou com o aparelho e furtou-mo por uns dias. Afirmou que não escreveu o poema abaixo, disse-o de uma assentada.
Eu revelei-lhe que gravadores de som são coisa velha e relha. Ele, lá das nuvens, retorquiu: Ah, sim? Deste tamanho?
Já sabia que era assim. Mas tirei a prova dos nove durante o mês em que o computador meteu baixa na caixa.
É-me estranho, cada vez mais estranho, o uso da pena. A comprová-lo o esmorecimento do calo no dedo médio direito.
A minha caligrafia, outrora quase de perfeccionista no que tocava à letra de imprensa, ganhou demasiada liberdade poética. Gatafunhou-se.
A escrita corrida, dita estenográfica, alcançou um período mnemónico ridiculamente curto. Algumas horas depois torna-se indecifrável.
Posto isto, e tal como pretendia há algum tempo, comprei um auxiliar de memória que substitui o tradicional caderno de capa preta.
SG delirou com o aparelho e furtou-mo por uns dias. Afirmou que não escreveu o poema abaixo, disse-o de uma assentada.
Eu revelei-lhe que gravadores de som são coisa velha e relha. Ele, lá das nuvens, retorquiu: Ah, sim? Deste tamanho?
01/01/2007
Sinceramente, brincando
Sincebrincando o boneco vector.
Pequenos companheiros
Admoestando poetas e pinheiros.
Sincebrincando a merenda do pastor,
Vemos vagueiros arrastando lamas e pinheiros.
Sincebrincando romenas e romeiros.
Voltamos inteiros,
Penas e sobreiros.
Sincebrincando, temendo torneiros.
Facas de lanceiros,
Copos de escudeiros,
Longe de terreiros,
Marcas de carreiros,
Prisioneiros.
Sincebrincando velas e veleiros.
Pélagos, pesqueiros.
Escasseia a vaga, é dia primeiro.
Sincebrincando um denso nevoeiro.
SG, inéditos, 2006
Sincebrincando o boneco vector.
Pequenos companheiros
Admoestando poetas e pinheiros.
Sincebrincando a merenda do pastor,
Vemos vagueiros arrastando lamas e pinheiros.
Sincebrincando romenas e romeiros.
Voltamos inteiros,
Penas e sobreiros.
Sincebrincando, temendo torneiros.
Facas de lanceiros,
Copos de escudeiros,
Longe de terreiros,
Marcas de carreiros,
Prisioneiros.
Sincebrincando velas e veleiros.
Pélagos, pesqueiros.
Escasseia a vaga, é dia primeiro.
Sincebrincando um denso nevoeiro.
SG, inéditos, 2006
31/12/2006
Ano velho
Na preguiça de quem carrega mais um ano às costas, como se fosse eu o único, socorro-me de mim próprio, em autocitações imodestas:
de 1 de Março de 2004
de 16 de Agosto de 2004
de 31 de Deezembro de 2004
de 19 de Novembro de 2003
Talvez devesse dizer-lhe, lembrar-lhe, que não me será indiferente que às 22:00 se dê a entrada da Bulgária na União. Talvez SG me socorra. Ele que me apareceu estes dias.
Na preguiça de quem carrega mais um ano às costas, como se fosse eu o único, socorro-me de mim próprio, em autocitações imodestas:
de 1 de Março de 2004
de 16 de Agosto de 2004
de 31 de Deezembro de 2004
de 19 de Novembro de 2003
Talvez devesse dizer-lhe, lembrar-lhe, que não me será indiferente que às 22:00 se dê a entrada da Bulgária na União. Talvez SG me socorra. Ele que me apareceu estes dias.
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