05/02/2026
04/02/2026
Alcácer
Foram várias as vezes que deparei com este cenário.
Para os desmemoriados e para os infantis que julgam que o mundo começou quando começaram a perceber o que os rodeava.
fotografia de Vital Mirra via Setúbal do meu coração
Foram várias as vezes que deparei com este cenário.
Para os desmemoriados e para os infantis que julgam que o mundo começou quando começaram a perceber o que os rodeava.
fotografia de Vital Mirra via Setúbal do meu coração
03/02/2026
02/02/2026
Chuva pesada*
O leitor de notícias deve ter lido heavy rain e logo traduziu por chuva pesada. E como unidade para a precipitação escolheu mm/m². Todo um conhecimento...
A mocinha dos 500ml apressou-se a repetir 500 000 litros na intervenção seguinte, na certa por lhe terem puxado as orelhas.
*vá o homem imaginar que existe mesmo água pesada.
O leitor de notícias deve ter lido heavy rain e logo traduziu por chuva pesada. E como unidade para a precipitação escolheu mm/m². Todo um conhecimento...
A mocinha dos 500ml apressou-se a repetir 500 000 litros na intervenção seguinte, na certa por lhe terem puxado as orelhas.
*vá o homem imaginar que existe mesmo água pesada.
01/02/2026
O filmezinho
O filmezinho de Amaro é uma espécie de prova de insensatez. De prova de submissão acrítica aos ditames de marqueteiros medíocres.
É a esta gente que estamos entregues.
A falta de resposta à crise é o contraponto a estas manifestações de inanidade.
As garrafas d'água de Ventura completam o ramalhete.
O filmezinho de Amaro é uma espécie de prova de insensatez. De prova de submissão acrítica aos ditames de marqueteiros medíocres.
É a esta gente que estamos entregues.
A falta de resposta à crise é o contraponto a estas manifestações de inanidade.
As garrafas d'água de Ventura completam o ramalhete.
31/01/2026
30/01/2026
Desacreditam-se ou não?
Um leitor de notícias, que até nem é dos mais destituídos, anunciou a recente tempestade como a pior de que há registos.
A minha pergunta é se esta tropa se desacredita com estes dislates ou se, dada a tal incapacidade calculada do pagode, não sofre rombos na sua reputação.
Um leitor de notícias, que até nem é dos mais destituídos, anunciou a recente tempestade como a pior de que há registos.
A minha pergunta é se esta tropa se desacredita com estes dislates ou se, dada a tal incapacidade calculada do pagode, não sofre rombos na sua reputação.
Básico
O tipo de informações que as entidades governamentais põem a circular, os conselhos que dão, mostram bem a que público se destinam. Destinam-se a irracionais, a incapazes, a destituídos de senso comum e noção das proporções.
Foi esta a evolução que nos trouxe à geração mais bem preparada de sempre.
O tipo de informações que as entidades governamentais põem a circular, os conselhos que dão, mostram bem a que público se destinam. Destinam-se a irracionais, a incapazes, a destituídos de senso comum e noção das proporções.
Foi esta a evolução que nos trouxe à geração mais bem preparada de sempre.
E não só
Os pobrezinhos da linguagem quando arvorados em políticos ou em comentadores repetem o que ouvem dos seus semelhantes, espelhando uma série de bordões e de expressões feitas que dá dó.
Na idade em que comecei a dar importância a este fenómeno lembro-me de ouvir o meu avô materno dar nota de que os políticos usavam para tudo e mais um par de botas o bordão “e não só.”
Daí para cá uma série de outros ecos se fez ouvir.
Agora não há quem não diga “aquilo que é”. E outras que agora não me ocorrem.
Os pobrezinhos da linguagem quando arvorados em políticos ou em comentadores repetem o que ouvem dos seus semelhantes, espelhando uma série de bordões e de expressões feitas que dá dó.
Na idade em que comecei a dar importância a este fenómeno lembro-me de ouvir o meu avô materno dar nota de que os políticos usavam para tudo e mais um par de botas o bordão “e não só.”
Daí para cá uma série de outros ecos se fez ouvir.
Agora não há quem não diga “aquilo que é”. E outras que agora não me ocorrem.
29/01/2026
Atasqueiros
Na minha zona (alto Sado) há uns bons anos que não se viam atasqueiros e barrancos cheios de água.
Talvez para alguns sejam coisas nunca vistas, talvez para outros sejam coisas já esquecidas, o facto é que não são novidade.
Quanto aos ventos que assolaram o centro do país, pode-se ter uma boa noção da sua força pelo número de árvores tombadas. Já os estragos nas estruturas e infraestruturas são indicadores pouco fiáveis uma vez que grande parte delas não são calculadas para resistir a ventos fortes.
E volta e meia há ventos fortes. Também não é novidade. Desta feita terão sido mais fortes, é tudo.
Na minha zona (alto Sado) há uns bons anos que não se viam atasqueiros e barrancos cheios de água.
Talvez para alguns sejam coisas nunca vistas, talvez para outros sejam coisas já esquecidas, o facto é que não são novidade.
Quanto aos ventos que assolaram o centro do país, pode-se ter uma boa noção da sua força pelo número de árvores tombadas. Já os estragos nas estruturas e infraestruturas são indicadores pouco fiáveis uma vez que grande parte delas não são calculadas para resistir a ventos fortes.
E volta e meia há ventos fortes. Também não é novidade. Desta feita terão sido mais fortes, é tudo.
28/01/2026
Impreparação, irracionalidade
A divulgação de trechos das chamadas de emergência feitas dos comboios acidentados em Adamuz, Espanha para a central de despacho dá-nos um exemplo do que é a impreparação, a falta de noção das proporções, a irracionalidade de quem atende estas chamadas.
Vivemos num mundo em que decisões críticas passam frequentemente pelo crivo de irracionais.
A divulgação de trechos das chamadas de emergência feitas dos comboios acidentados em Adamuz, Espanha para a central de despacho dá-nos um exemplo do que é a impreparação, a falta de noção das proporções, a irracionalidade de quem atende estas chamadas.
Vivemos num mundo em que decisões críticas passam frequentemente pelo crivo de irracionais.
26/01/2026
Direita e esquerda
Retomando a ideia de que os conceitos clássicos de Esquerda e Direita estão completamente baralhados, vejo Seguro a englobar a Direita elitista travestida ou não de Esquerda e a Esquerda populista a aceder a ser rotulada de Direita. Todo um programa...
Retomando a ideia de que os conceitos clássicos de Esquerda e Direita estão completamente baralhados, vejo Seguro a englobar a Direita elitista travestida ou não de Esquerda e a Esquerda populista a aceder a ser rotulada de Direita. Todo um programa...
25/01/2026
24/01/2026
23/01/2026
22/01/2026
Ventura
O Chega é André Ventura. André Ventura é o Chega. Afirmações que quase toda a gente subscreve. Há, porém, um escolho nestas asserções: se o Chega veio para obrigar os partidos do costume a desamassarem do politicamente correcto em vários aspectos da vida nacional e conseguiu, já Ventura, ele próprio, o incensado positiva e negativamente pela imprensa, não tem perfil nem forma para prosseguir o mesmo caminho a partir de Belém.
Se o Chega ainda não esvaziou e nisso me enganei nos cálculos, Ventura é um vazio a que(m) se dá demasiada atenção. Um balão que, por milagre, se sustém.
O Chega é André Ventura. André Ventura é o Chega. Afirmações que quase toda a gente subscreve. Há, porém, um escolho nestas asserções: se o Chega veio para obrigar os partidos do costume a desamassarem do politicamente correcto em vários aspectos da vida nacional e conseguiu, já Ventura, ele próprio, o incensado positiva e negativamente pela imprensa, não tem perfil nem forma para prosseguir o mesmo caminho a partir de Belém.
Se o Chega ainda não esvaziou e nisso me enganei nos cálculos, Ventura é um vazio a que(m) se dá demasiada atenção. Um balão que, por milagre, se sustém.
21/01/2026
Trump e a realidade nua e crua
Há uma vida atrás a velha camponesa que vinha ao avio na venda da serra mostrava de uma penada que, no seu alheamento das ideias feitas dos urbanitas, tinha o tino todo: o que mandava mais era (é) a força. Mais do que a posse, mais do que a razão, assim o disse a quem a interpelou.
Tal lucidez não me esqueceu.
Os urbanitas ocidentais atrás citados viveram uma ilusão no pós-guerra: que havia um Direito internacional e que era respeitado.
Ignoravam assim várias coisas:
Não há Direito que subsista sem que haja força para o aplicar.
Que essa força existia, que resultava do conjunto das nações vitoriosas. E que, por isso, o Direito se subjugava aos seus interesses. Não foram raras as ocasiões em que o Direito internacional se vergou perante eles.
Viviam nessa ilusão até que o inenarrável Trump ou a sua tropa mostraram à saciedade que o rei ia nu.
Ao mesmo tempo que mostraram tal deixaram a Europa à mercê da sua condição de adolescente a quem os pais põem fora de casa a fim de se fazer à vida.
É nesse confronto com a realidade, saídos de uma ilusão e de um conforto, que estamos.
Não faltam comentadores e opinadores baralhados com o estado do mar.
Pior do que isso, não faltam políticos de terceira escolha atarantados com as vagas.
Há uma vida atrás a velha camponesa que vinha ao avio na venda da serra mostrava de uma penada que, no seu alheamento das ideias feitas dos urbanitas, tinha o tino todo: o que mandava mais era (é) a força. Mais do que a posse, mais do que a razão, assim o disse a quem a interpelou.
Tal lucidez não me esqueceu.
Os urbanitas ocidentais atrás citados viveram uma ilusão no pós-guerra: que havia um Direito internacional e que era respeitado.
Ignoravam assim várias coisas:
Não há Direito que subsista sem que haja força para o aplicar.
Que essa força existia, que resultava do conjunto das nações vitoriosas. E que, por isso, o Direito se subjugava aos seus interesses. Não foram raras as ocasiões em que o Direito internacional se vergou perante eles.
Viviam nessa ilusão até que o inenarrável Trump ou a sua tropa mostraram à saciedade que o rei ia nu.
Ao mesmo tempo que mostraram tal deixaram a Europa à mercê da sua condição de adolescente a quem os pais põem fora de casa a fim de se fazer à vida.
É nesse confronto com a realidade, saídos de uma ilusão e de um conforto, que estamos.
Não faltam comentadores e opinadores baralhados com o estado do mar.
Pior do que isso, não faltam políticos de terceira escolha atarantados com as vagas.
18/01/2026
Todas as portuguesas e todos os portugueses
Os idiotas do costume, politicamente correctos, usam estas expressões para logo mais à frente se esquecerem de as replicar.
Ainda cutucam os seus apaniguados que defendem um sexo não-binário. Hoje foi um fartote. E continua...
A todos e a todas
Sapateiros e sapateiras
Cavalos e cavalas
Postos e postas
Linhos e linhas
Lagartos e lagartas
Copos e copas
Ventos e ventas
Tralhos e tralhas
Festos e festas
Colos e colas
Vinhos e vinhas
Bolos e bolas
Rolos e rolas
Cigarros e cigarras
Canos e canas
Campos e campas
Solos e solas
Limos e limas
Calos e calas
Solos e solas
Bicos e bicas
Putos e putas
Bom dia!
SG, inéditos, 2024
Os idiotas do costume, politicamente correctos, usam estas expressões para logo mais à frente se esquecerem de as replicar.
Ainda cutucam os seus apaniguados que defendem um sexo não-binário. Hoje foi um fartote. E continua...
A todos e a todas
Sapateiros e sapateiras
Cavalos e cavalas
Postos e postas
Linhos e linhas
Lagartos e lagartas
Copos e copas
Ventos e ventas
Tralhos e tralhas
Festos e festas
Colos e colas
Vinhos e vinhas
Bolos e bolas
Rolos e rolas
Cigarros e cigarras
Canos e canas
Campos e campas
Solos e solas
Limos e limas
Calos e calas
Solos e solas
Bicos e bicas
Putos e putas
Bom dia!
SG, inéditos, 2024
14/01/2026
13/01/2026
Figuras que eles fazem
Cotrim a cavalo e a dançar
O almirante de moto e a descer o Paiva
Marques Mendes na ginástica
Não sei se os outros se submeteram ou não a fazer figuras tristes por isso não os menciono.
Será que estas poses, ditadas na certa pela marqueteirice, ganham votos? Ou perdem-nos?
Não quereremos antes um presidente que não se submeta a estas palhaçadas?
Uma outra coisa, sugerida pelos mesmos marqueteiros, é o uso e o desuso de óculos. Não terão a noção do ridículo?
Cotrim a cavalo e a dançar
O almirante de moto e a descer o Paiva
Marques Mendes na ginástica
Não sei se os outros se submeteram ou não a fazer figuras tristes por isso não os menciono.
Será que estas poses, ditadas na certa pela marqueteirice, ganham votos? Ou perdem-nos?
Não quereremos antes um presidente que não se submeta a estas palhaçadas?
Uma outra coisa, sugerida pelos mesmos marqueteiros, é o uso e o desuso de óculos. Não terão a noção do ridículo?
12/01/2026
Os eufemismos do coitadinhismo e uma descontinuação
Descontinuação - um eufemismo para amaciar um fim, um termo.
Descontinuação - um eufemismo mal amanhado que por paralelismo com a consagrada palavra descontínuo implicaria uma interrupção temporária, uma intermitência.
Descontinuação - uma palavrinha dos pobres do léxico, deslumbrados com as influências externas. Sabendo todos que em grande parte são eles que transformam as línguas. Nada de novo pois.
O Sapo, a quem agradeço os anos e foram vinte e dois, que me proporcionou de H Gasolim Ultramarino, resolveu terminar a plataforma. Este blogue tem, desde o início, a sua base* no Blogger (antigo Blogspot) em https://gasolim.blogspot.com/. Por lá continuará até que uma qualquer morte nos separe.
* chegou a ser publicado em triplicado no também finado Blogger Brasil da Globo.
Descontinuação - um eufemismo para amaciar um fim, um termo.
Descontinuação - um eufemismo mal amanhado que por paralelismo com a consagrada palavra descontínuo implicaria uma interrupção temporária, uma intermitência.
Descontinuação - uma palavrinha dos pobres do léxico, deslumbrados com as influências externas. Sabendo todos que em grande parte são eles que transformam as línguas. Nada de novo pois.
O Sapo, a quem agradeço os anos e foram vinte e dois, que me proporcionou de H Gasolim Ultramarino, resolveu terminar a plataforma. Este blogue tem, desde o início, a sua base* no Blogger (antigo Blogspot) em https://gasolim.blogspot.com/. Por lá continuará até que uma qualquer morte nos separe.
* chegou a ser publicado em triplicado no também finado Blogger Brasil da Globo.
11/01/2026
10/01/2026
09/01/2026
08/01/2026
Planeamento
A propósito da conversa fiada sobre os não-candidatos que figurarão nos boletins de voto e sobre quem tem a culpa de tal vir a acontecer: é muito barulho sem sentido algum quando a única questão é que não se consegue em Portugal elaborar e respeitar um programa vertido num gráfico de Gantt. Coisas a tempo e a horas.
Coisas que estamos fartos de saber.
Dito isto, note-se que candidatos que desistem à hora do voto também figuram inevitavelmente no boletim.
adaptado das colecções dos livros infantis Majora
A propósito da conversa fiada sobre os não-candidatos que figurarão nos boletins de voto e sobre quem tem a culpa de tal vir a acontecer: é muito barulho sem sentido algum quando a única questão é que não se consegue em Portugal elaborar e respeitar um programa vertido num gráfico de Gantt. Coisas a tempo e a horas.
Coisas que estamos fartos de saber.
Dito isto, note-se que candidatos que desistem à hora do voto também figuram inevitavelmente no boletim.
adaptado das colecções dos livros infantis Majora
07/01/2026
06/01/2026
05/01/2026
03/01/2026
Trump e o Grande Infantário
O homem hoje excedeu-se como prefeito do Grande Infantário no seu discurso de vitória.
Parece vir a ser muito penoso o seu caminho até ao fim do mandato. Será pior do que o de Biden?
É certo que o seu discurso sempre esteve ao nível da tenra infância mas vai se excedendo a cada dia.
O homem hoje excedeu-se como prefeito do Grande Infantário no seu discurso de vitória.
Parece vir a ser muito penoso o seu caminho até ao fim do mandato. Será pior do que o de Biden?
É certo que o seu discurso sempre esteve ao nível da tenra infância mas vai se excedendo a cada dia.
01/01/2026
31/12/2025
28/12/2025
Estrangeiro à porta de casa
Na solução saturada o indígena (solvente) caminha e permanece entre alienígenas (soluto) desde a porta de casa até ao abastecimento diário e volta. Não há substituição de populações.
Na solução saturada o indígena (solvente) caminha e permanece entre alienígenas (soluto) desde a porta de casa até ao abastecimento diário e volta. Não há substituição de populações.
26/12/2025
Notícias do manicómio
Faz parte da ganga este tipo de dislates: saber o que levou alguém que morreu a cometer um crime.
Faz parte da ganga este tipo de dislates: saber o que levou alguém que morreu a cometer um crime.
24/12/2025
21/12/2025
20/12/2025
18/12/2025
Boas Festas
Com a idade mudam-se hábitos. Se havia coisa que me passava sempre ao lado era a troca de votos de Boas Festas em cartão ou por telefone.
Pois de há uns anos para cá passei a dar uso ao WhatsApp para desejar boa saúde e boas festas aos amigos e conhecidos.
E disso retirei uma regra: a distância do Natal do dia em que formulamos tais votos é directamente proporcional ao grau de proximidade da pessoa a quem o fazemos: aos mais distantes, boas festas uma boa dezena de dias antes do Natal; aos próximos, naturalmente, uma ligação na véspera à tardinha ou um abraço na própria noite.
Confesso que na minha incapacidade de compreender as relações humanas, esta constatação não é muito antiga.
Com a idade mudam-se hábitos. Se havia coisa que me passava sempre ao lado era a troca de votos de Boas Festas em cartão ou por telefone.
Pois de há uns anos para cá passei a dar uso ao WhatsApp para desejar boa saúde e boas festas aos amigos e conhecidos.
E disso retirei uma regra: a distância do Natal do dia em que formulamos tais votos é directamente proporcional ao grau de proximidade da pessoa a quem o fazemos: aos mais distantes, boas festas uma boa dezena de dias antes do Natal; aos próximos, naturalmente, uma ligação na véspera à tardinha ou um abraço na própria noite.
Confesso que na minha incapacidade de compreender as relações humanas, esta constatação não é muito antiga.
17/12/2025
16/12/2025
15/12/2025
Dissolução
À medida que o primado da Lei deixa de existir, e é isso que experimentamos a cada dia, aproximamo-nos de um qualquer abismo.
Só não vê isso quem vive na tal bolha, coisa que sucede com a maioria dos que nos desgovernam.
Estamos a ser engolidos pela selvajaria. Que não tem medo de ser selvagem, de desrespeitar tudo e todos pois nada lhe acontece.
Os cegos da bolha arranjam baldes e alguidares fantásticos para recolher a água das cada vez maiores goteiras e desmentem os que afirmam que o telhado está roto.
Um dia a casa cai.
À medida que o primado da Lei deixa de existir, e é isso que experimentamos a cada dia, aproximamo-nos de um qualquer abismo.
Só não vê isso quem vive na tal bolha, coisa que sucede com a maioria dos que nos desgovernam.
Estamos a ser engolidos pela selvajaria. Que não tem medo de ser selvagem, de desrespeitar tudo e todos pois nada lhe acontece.
Os cegos da bolha arranjam baldes e alguidares fantásticos para recolher a água das cada vez maiores goteiras e desmentem os que afirmam que o telhado está roto.
Um dia a casa cai.
13/12/2025
12/12/2025
Delírio
É realmente extraordinária a capacidade do ser irracional de produzir coisas parecidas com programação.
A página E-Lar, já referida abaixo, é um autêntico catálogo de burrices. Santos os que a programaram, é deles o reino dos céus (Mateus 5:3, 10).
É realmente extraordinária a capacidade do ser irracional de produzir coisas parecidas com programação.
A página E-Lar, já referida abaixo, é um autêntico catálogo de burrices. Santos os que a programaram, é deles o reino dos céus (Mateus 5:3, 10).
11/12/2025
Delírio
É absolutamente delirante a programação da página do programa E-Lar.
Fica-se sempre na dúvida se se trata de estupidez pura e dura, coisa que se detecta em grande parte das páginas de serviço público, à excepção de meia-dúzia (Finanças, p.e.) ou se é apenas mais uma cova de lobo para arredar o povoléu.
A ser verdade que é só estupidez, quem serão as criaturas que programam tais coisas?
Decerto serão criaturas carimbadas, certificadas e sem dúvida alguma resilientes e responsáveis. Haja paciência para este manicómio!
É absolutamente delirante a programação da página do programa E-Lar.
Fica-se sempre na dúvida se se trata de estupidez pura e dura, coisa que se detecta em grande parte das páginas de serviço público, à excepção de meia-dúzia (Finanças, p.e.) ou se é apenas mais uma cova de lobo para arredar o povoléu.
A ser verdade que é só estupidez, quem serão as criaturas que programam tais coisas?
Decerto serão criaturas carimbadas, certificadas e sem dúvida alguma resilientes e responsáveis. Haja paciência para este manicómio!
10/12/2025
08/12/2025
07/12/2025
06/12/2025
Evangelização
Venho de uma época em que havia evangelização (sempre houve). Embora nesse tempo estivesse em declínio.
A essa seguiu-se uma época de assanhamento.
Quando a sanha passou entrámos numa fase de mansa evangelização. Mas os tempos actuais já não são de mansidão, são de evangelização a caminho de novo assanhamento.
Nisto, como sempre, há hordas de idiotas úteis que espalham a doutrina sem sequer saberem que o fazem.
Venho de uma época em que havia evangelização (sempre houve). Embora nesse tempo estivesse em declínio.
A essa seguiu-se uma época de assanhamento.
Quando a sanha passou entrámos numa fase de mansa evangelização. Mas os tempos actuais já não são de mansidão, são de evangelização a caminho de novo assanhamento.
Nisto, como sempre, há hordas de idiotas úteis que espalham a doutrina sem sequer saberem que o fazem.
03/12/2025
Greve
A cara falante disse na RTP, citando a Liga de Clubes, que a provável greve dos árbitros "é incompreensível e provoca alarme social".
Coisa que me fez lembrar uma afirmação que ouvi algumas vezes na juventude: "Preocupação, preocupação será quando houver uma greve dos cauteleiros".
E coisa que me toca uma vez mais a tecla do ridículo quando vejo mencionar o "alarme social" a propósito de tudo e de nada.
Afinal o que é o alarme social para esta gente?
A cara falante disse na RTP, citando a Liga de Clubes, que a provável greve dos árbitros "é incompreensível e provoca alarme social".
Coisa que me fez lembrar uma afirmação que ouvi algumas vezes na juventude: "Preocupação, preocupação será quando houver uma greve dos cauteleiros".
E coisa que me toca uma vez mais a tecla do ridículo quando vejo mencionar o "alarme social" a propósito de tudo e de nada.
Afinal o que é o alarme social para esta gente?
02/12/2025
01/12/2025
Tribunal Constitucional
Assanham-se os ânimos com as propostas de nomes para o Tribunal Constitucional, entidade que seria suposto ater-se à verificação da conformidade das leis com a Constituição da República.
Numa composição anterior o Tribunal dividiu-se por proveniências de indicação dos seus membros a propósito da fixação de uma data. A data em que findava a sessão legislativa!
Assanham-se os ânimos com as propostas de nomes para o Tribunal Constitucional, entidade que seria suposto ater-se à verificação da conformidade das leis com a Constituição da República.
Numa composição anterior o Tribunal dividiu-se por proveniências de indicação dos seus membros a propósito da fixação de uma data. A data em que findava a sessão legislativa!
27/11/2025
26/11/2025
Chega
O lugar do Chega não é só o refúgio de figuras de almanaque. É uma espécie de compilação de aberrações.
Cada tiro, cada melro.
É lamentável, reitero, que o combate ao politicamente correcto seja abandonado nas mãos de tais figuras.
O lugar do Chega não é só o refúgio de figuras de almanaque. É uma espécie de compilação de aberrações.
Cada tiro, cada melro.
É lamentável, reitero, que o combate ao politicamente correcto seja abandonado nas mãos de tais figuras.
25/11/2025
22/11/2025
18/11/2025
Zero mortos na estrada
Houve em tempos um lírico, alçado a ministro da segurança, que dizia que com as medidas que preconizava se iria chegar aos zero mortos na estrada.
Depois disso em tempos do outro senhor houve a campanha “Tolerância Zero / Segurança Máxima” com idênticos resultados. Isto tudo no século passado.
É certo que a sinistralidade e o número de vítimas entretanto decaiu. Já não estamos na boçalidade dos 2500 mortos por ano. Sabendo também que a segurança dos passageiros nas viaturas aumentou e muito.
O que também é certo, diz a ANSR, é que o número de acidentes aumentou do ano passado para este sem que se saiba se os quilómetros percorridos vezes veículos na estrada aumentou também.
Já na minha percepção, falível como todas o são, as alarvidades já não estão ao nível épico dos anos 80, dos tais 2500 mortos com provavelmente menos quilómetros percorridos vezes veículos do que hoje. Estão contudo a agravar-se a cada passo. E digo isto não pela proliferação de informação sobre acidentes rodoviários mas pela minha impressão ao volante.
Pode ser que esteja enganado mas começo a evitar de novo andar na estrada no meio dos ígnaros.
Houve em tempos um lírico, alçado a ministro da segurança, que dizia que com as medidas que preconizava se iria chegar aos zero mortos na estrada.
Depois disso em tempos do outro senhor houve a campanha “Tolerância Zero / Segurança Máxima” com idênticos resultados. Isto tudo no século passado.
É certo que a sinistralidade e o número de vítimas entretanto decaiu. Já não estamos na boçalidade dos 2500 mortos por ano. Sabendo também que a segurança dos passageiros nas viaturas aumentou e muito.
O que também é certo, diz a ANSR, é que o número de acidentes aumentou do ano passado para este sem que se saiba se os quilómetros percorridos vezes veículos na estrada aumentou também.
Já na minha percepção, falível como todas o são, as alarvidades já não estão ao nível épico dos anos 80, dos tais 2500 mortos com provavelmente menos quilómetros percorridos vezes veículos do que hoje. Estão contudo a agravar-se a cada passo. E digo isto não pela proliferação de informação sobre acidentes rodoviários mas pela minha impressão ao volante.
Pode ser que esteja enganado mas começo a evitar de novo andar na estrada no meio dos ígnaros.
16/11/2025
15/11/2025
13/11/2025
Instinto
Será que a população urbana está mais distante do instinto animal de sobrevivência do que a rústica?
Será que a Natureza "ao dar-se conta" do fardo humano, lhe retira esse mesmo instinto, em ordem a alijar o fardo?
A cada dia que passa vejo mais gente a pôr desnecessariamente em risco a vida sem aparentemente se dar conta.
trecho de filme em Luso Meteo
Será que estes carros não estavam a circular?
Será que a população urbana está mais distante do instinto animal de sobrevivência do que a rústica?
Será que a Natureza "ao dar-se conta" do fardo humano, lhe retira esse mesmo instinto, em ordem a alijar o fardo?
A cada dia que passa vejo mais gente a pôr desnecessariamente em risco a vida sem aparentemente se dar conta.
trecho de filme em Luso Meteo
Será que estes carros não estavam a circular?
11/11/2025
Atraso
Estou a chegar atrasado ao pelotão dos que já desligaram a televisão, ignoraram os jornais e se mantiveram longe de arautos.
Mas estou a chegar. Qualquer papagaio a insistir na asneira politicamente correcta, qualquer pobrezinho a usar estrangeirismos escusadíssimos, qualquer comentador a dar mostras de que não usa o cérebro me fazem por ora mudar de canal. Depois de duas ou três tentativas de escutar o que dizem, com o mesmo desfecho, socorro-me dos canais que só emitem música.
Vou a caminho.
Estou a chegar atrasado ao pelotão dos que já desligaram a televisão, ignoraram os jornais e se mantiveram longe de arautos.
Mas estou a chegar. Qualquer papagaio a insistir na asneira politicamente correcta, qualquer pobrezinho a usar estrangeirismos escusadíssimos, qualquer comentador a dar mostras de que não usa o cérebro me fazem por ora mudar de canal. Depois de duas ou três tentativas de escutar o que dizem, com o mesmo desfecho, socorro-me dos canais que só emitem música.
Vou a caminho.
Investigação
Os jornalistas, classe quase anedótica na generalidade, ignoram amiúde o bom senso e a noção das proporções.
Pode até ser que se chame “investigação” nos meios judiciais a uma coisa em que nada haja a investigar. Pode. Mal, mas pode. O que não deve é o jornalismo usar essa designação num absurdo como este. Afinal, vão investigar exactamente o quê: Qual foi a tipografia que os fabricou? Quem deu a ordem para o fazer?
É o tal manicómio que nos rodeia.
Os jornalistas, classe quase anedótica na generalidade, ignoram amiúde o bom senso e a noção das proporções.
Pode até ser que se chame “investigação” nos meios judiciais a uma coisa em que nada haja a investigar. Pode. Mal, mas pode. O que não deve é o jornalismo usar essa designação num absurdo como este. Afinal, vão investigar exactamente o quê: Qual foi a tipografia que os fabricou? Quem deu a ordem para o fazer?
É o tal manicómio que nos rodeia.
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fotografia de Hulton Archive/Getty Images via BBC



