28/05/2005
27/05/2005
E depois das séries malucas

A ser verdade que é hoje atribuída a primeira matrícula com as letras no meio, não obstante a ponte, aqui se recorda um post sobre o assunto.
Não é que tenha de facto muito assunto, como dizia o outro.

A ser verdade que é hoje atribuída a primeira matrícula com as letras no meio, não obstante a ponte, aqui se recorda um post sobre o assunto.
Não é que tenha de facto muito assunto, como dizia o outro.
Na fronteira dos conceitos ou no conceito de fronteira
Um dia ainda saberemos mais sobre a forma como organizamos, estruturamos o nosso pensamento, a nossa ideia das coisas.
Partindo para já do princípio de que existe uma Grande Filosofia, uma ideia geral comum a todas as civilizações e às vanguardas que a elas pertencem. Que o Homem, independentemente do social, congemina uma imagem das coisas que é transversal a todas as culturas.
A existir essa visão comum do mundo, poderemos sempre interrogar-nos sobre a sua eficácia enquanto leitura "real", assim se consiga separá-la da leitura "prática".
É sobre este assunto que talvez mais linhas se tenham escrito em toda a História. Quaisquer que tenham sido a forma e a metáfora.
Um dos pilares em que assenta a leitura "prática" é a definição de limites, de fronteiras, de finidade.
A célula tem uma fronteira, o indivíduo uma pele, os territórios sesmos, a vida um fim.
Esta compartimentação decorre mais do facto de qualquer ideia ser primeiro individual e depois propagada e não gerada por uma mente universal e intemporal.
Assim o fosse, e provavelmente o infinito, o ilimitado, seriam mais comuns do que a compartimentação. Menos "praticáveis" mas eventualmente mais perto do "real".
Um dia ainda saberemos mais sobre a forma como organizamos, estruturamos o nosso pensamento, a nossa ideia das coisas.
Partindo para já do princípio de que existe uma Grande Filosofia, uma ideia geral comum a todas as civilizações e às vanguardas que a elas pertencem. Que o Homem, independentemente do social, congemina uma imagem das coisas que é transversal a todas as culturas.
A existir essa visão comum do mundo, poderemos sempre interrogar-nos sobre a sua eficácia enquanto leitura "real", assim se consiga separá-la da leitura "prática".
É sobre este assunto que talvez mais linhas se tenham escrito em toda a História. Quaisquer que tenham sido a forma e a metáfora.
Um dos pilares em que assenta a leitura "prática" é a definição de limites, de fronteiras, de finidade.
A célula tem uma fronteira, o indivíduo uma pele, os territórios sesmos, a vida um fim.
Esta compartimentação decorre mais do facto de qualquer ideia ser primeiro individual e depois propagada e não gerada por uma mente universal e intemporal.
Assim o fosse, e provavelmente o infinito, o ilimitado, seriam mais comuns do que a compartimentação. Menos "praticáveis" mas eventualmente mais perto do "real".
25/05/2005
Livros
Ao fim e ao cabo, são a referência maior aqui na blogosfera.
Talvez o traço comum mais evidente entre os que aqui escrevem.
Livros. A cada um de nós o seu tipo de fascínio. A uns, os ex-libris, as dedicatórias, os sublinhados, as páginas dobradas, as marcas lá deixadas sob a forma de bilhetes de autocarro, pequenas notas, folhas secas, qualquer coisa que ali pertencesse no momento.
A mim, apenas uma assinatura de propriedade e uma data, a folhas 3. Nada de sublinhados, talvez uma rara marca esquecida. Vejo-os como objectos não profanáveis com tinta a não ser com a marca de posse. Sou possessivo com a minha biblioteca.
Livros. O cambar dos bolsos do meu pai ao peso habitual do livro companheiro.
Livros. O cheiro e as farpas das folhas de papel rude, ao serem separadas pela lâmina.
Livros. Os títulos improváveis. As capas em que me fixava embevecido com o desenho das letras e o arranjo simples e eficaz das formas e das cores.
Livros. A recordação das barraquinhas alinhadas ao longo da Avenida da Liberdade.
Dos olhos espreitarem mal os escaparates. Em plano alto.
Está na altura. Estão os meus olhos já e ainda à altura de os contemplar, de os comer.
Ao fim e ao cabo, são a referência maior aqui na blogosfera.
Talvez o traço comum mais evidente entre os que aqui escrevem.
Livros. A cada um de nós o seu tipo de fascínio. A uns, os ex-libris, as dedicatórias, os sublinhados, as páginas dobradas, as marcas lá deixadas sob a forma de bilhetes de autocarro, pequenas notas, folhas secas, qualquer coisa que ali pertencesse no momento.
A mim, apenas uma assinatura de propriedade e uma data, a folhas 3. Nada de sublinhados, talvez uma rara marca esquecida. Vejo-os como objectos não profanáveis com tinta a não ser com a marca de posse. Sou possessivo com a minha biblioteca.
Livros. O cambar dos bolsos do meu pai ao peso habitual do livro companheiro.
Livros. O cheiro e as farpas das folhas de papel rude, ao serem separadas pela lâmina.
Livros. Os títulos improváveis. As capas em que me fixava embevecido com o desenho das letras e o arranjo simples e eficaz das formas e das cores.
Livros. A recordação das barraquinhas alinhadas ao longo da Avenida da Liberdade.
Dos olhos espreitarem mal os escaparates. Em plano alto.
Está na altura. Estão os meus olhos já e ainda à altura de os contemplar, de os comer.
24/05/2005
Dia de São Google
Já há tempo que não deixava aqui sinal de estranhas pesquisas.
Hoje foi, no entanto, e são ainda cinco e pouco, um dia profícuo. A saber:
1) "mulher cobra"
2) o que preciso para montar um empresa de som e acessorio para automoveis?
3) á alguem que me saiba dizer qual a data das novas matriculas em automoveis
4) critérios de segurança para rebarbadoras e berbequins
Apenas comento o primeiro. Não me parece que na mira do buscante estivesse a famosa mulher-cobra de quem falei aqui há atrasado. Estava com toda a certeza algo que o afligia ainda mais. Ou, tratando-se de uma fêmea juvenil, quem sabe não estaria à procura de ensinamentos teóricos.
actualizado depois das nove:
5) noticia dos benfiquistas nos barcos do barreiro
Já há tempo que não deixava aqui sinal de estranhas pesquisas.
Hoje foi, no entanto, e são ainda cinco e pouco, um dia profícuo. A saber:
1) "mulher cobra"
2) o que preciso para montar um empresa de som e acessorio para automoveis?
3) á alguem que me saiba dizer qual a data das novas matriculas em automoveis
4) critérios de segurança para rebarbadoras e berbequins
Apenas comento o primeiro. Não me parece que na mira do buscante estivesse a famosa mulher-cobra de quem falei aqui há atrasado. Estava com toda a certeza algo que o afligia ainda mais. Ou, tratando-se de uma fêmea juvenil, quem sabe não estaria à procura de ensinamentos teóricos.
actualizado depois das nove:
5) noticia dos benfiquistas nos barcos do barreiro
23/05/2005
O carro do poeta
Não fora ter estado à espera de um velho amigo debaixo de uma árvore de folha caduca, nas cercanias do lugar onde os factos ocorreram e não me lembraria do carro do poeta.
Uma coisa é certa - era Outono. E era já noite escura. E eu estava mais de enfermeiro do que de amante. Coisas da mudança de estação. Primeiros frios.
Foi assim num lusco-fusco artificial que ouvi o estrondo. Qualquer coisa me disse que a noite ia ser menos calma do que esperavam uma mulher febril e um homem falando com voz suave - sim, também sei suavizar as sílabas quando é caso disso.
Foi no teu carro - era a perspectiva que tinha da janela.
Percebi ainda mais a moleza que se apoderara dela quando em vez de um berro, apenas pediu que fosse resolver o assunto.
Quando cheguei ao local do crime, deparei-me com um casalinho em vias de ir jantar fora. Já não iam. A frente do carro estava desfeita.
Não fiz qualquer comentário às circunstâncias que teriam levado um deles a despistar-se numa rua da cidade e a abalroar três carros três. Apenas me apresentei como dono do Lancia. Foi logo a seguir que, para espanto meu e deles, verifiquei que o carro mais atingido viajara um bom meio metro para a direita mas ficara a um ou dois centímetros do carro da fera. Dei-lhe a volta duas vezes e não vi nem uma beliscadura.
Não eram assim três os carros amassados. Quero dizer, eram. Três contando com o do casalinho desanimado.
Chegou então o dono do que estava mais à esquerda. Com toda a calma lá trocou os habituais elementos com o jovem casal.
Foi então que me perguntou onde é que eu morava. Na minha qualidade de dono do Lancia tinha que morar no prédio ali um pouco abaixo. Foi o que lhe respondi.
Então sabe de quem é este carro - dizia-me assim com jeitos de me querer pôr à prova e apontando para o tal que estava entre o "meu" e o dele.
Não faço ideia.
Não? Mas ele mora no seu prédio. É o poeta!
Huuuuuum - fiz um ar entendido e saí de cena, saudando os circunstantes.
Ela estava a dormitar tranquilamente e eu ainda fiquei mais convencido de que o sexto sentido das mulheres se aplica também ao estado de saúde dos próprios automóveis.
Não fora ter estado à espera de um velho amigo debaixo de uma árvore de folha caduca, nas cercanias do lugar onde os factos ocorreram e não me lembraria do carro do poeta.
Uma coisa é certa - era Outono. E era já noite escura. E eu estava mais de enfermeiro do que de amante. Coisas da mudança de estação. Primeiros frios.
Foi assim num lusco-fusco artificial que ouvi o estrondo. Qualquer coisa me disse que a noite ia ser menos calma do que esperavam uma mulher febril e um homem falando com voz suave - sim, também sei suavizar as sílabas quando é caso disso.
Foi no teu carro - era a perspectiva que tinha da janela.
Percebi ainda mais a moleza que se apoderara dela quando em vez de um berro, apenas pediu que fosse resolver o assunto.
Quando cheguei ao local do crime, deparei-me com um casalinho em vias de ir jantar fora. Já não iam. A frente do carro estava desfeita.
Não fiz qualquer comentário às circunstâncias que teriam levado um deles a despistar-se numa rua da cidade e a abalroar três carros três. Apenas me apresentei como dono do Lancia. Foi logo a seguir que, para espanto meu e deles, verifiquei que o carro mais atingido viajara um bom meio metro para a direita mas ficara a um ou dois centímetros do carro da fera. Dei-lhe a volta duas vezes e não vi nem uma beliscadura.
Não eram assim três os carros amassados. Quero dizer, eram. Três contando com o do casalinho desanimado.
Chegou então o dono do que estava mais à esquerda. Com toda a calma lá trocou os habituais elementos com o jovem casal.
Foi então que me perguntou onde é que eu morava. Na minha qualidade de dono do Lancia tinha que morar no prédio ali um pouco abaixo. Foi o que lhe respondi.
Então sabe de quem é este carro - dizia-me assim com jeitos de me querer pôr à prova e apontando para o tal que estava entre o "meu" e o dele.
Não faço ideia.
Não? Mas ele mora no seu prédio. É o poeta!
Huuuuuum - fiz um ar entendido e saí de cena, saudando os circunstantes.
Ela estava a dormitar tranquilamente e eu ainda fiquei mais convencido de que o sexto sentido das mulheres se aplica também ao estado de saúde dos próprios automóveis.
22/05/2005
21/05/2005
Faltam menos de cinco meses e não se fala disto

Por aqui, não tem faltado a divulgação. Desde o Natal de 2003.
Um eclipse a sério e ninguém dá por ele.

Por aqui, não tem faltado a divulgação. Desde o Natal de 2003.
Um eclipse a sério e ninguém dá por ele.
19/05/2005
Estância de ski
Devia ser um carro semelhante ao Austin FX4.
O espaço era amplo e o meu companheiro da esquerda insistia em perturbar-me a viagem com as palhaçadas com que divertia os outros dois.
Deviamos na certa ter partilhado o táxi.
Eles e eu.
Ainda tive tempo para ver a paisagem. Depois de uma planície fria e desolada, o carro virou à direita, quando apareceu um grande rio na nossa frente. Grandes pedaços de gelo indicavam o final do inverno.
Demorei-me a observar as placas brancas a deslizar rio abaixo, no sentido da nossa deslocação, agora que seguíamos o rio pela margem direita.
E, ao fundo, lá estava a ponte. Treliçada.
Não demorou muito até que a atravessássemos.
No seu enfiamento, surgia agora um viaduto em madeira com elevada inclinação. Quase parecia uma daquelas rampas de ski.
O autocarro - agora íamos num - subia lentamente e a custo. A certa altura, entrou-se na estância de ski. Do meu lado, do lado direito, via uma espécie de restaurante.
Numa das primeiras mesas, duas mulheres.
Uma delas era... Falavam português, sim. Era ela.
Saltei de imediato pela janela. Aqui a janela do autocarro e a janela de madeira do salão pareciam coincidir. De forma que aterrei logo junto a uma mesa.
Os meus companheiros seguiram-me.
Corri para a ponta da sala mas já não a vi. A mesa estava vazia.
Corri então para um vestíbulo de onde saía um longa escadaria de madeira. Distingui as pernas dela, lá ao cimo, já se perdendo numa escuridão que envolvia o andar superior.
Nessa altura fui barrado.
Escapei-me e fui dar a uma casa de banho cuja janela comunicava com um pequeno pátio.
Por aí saltei, voltando a entrar pela porta.
Mas nada da mulher misteriosa.
Apercebo-me entretanto de que já não tinha roupa.
Fugi de novo para a mesma casa de banho, enquanto me sentia perseguido pelo pessoal de serviço.
Voltei a sair pela janela e encontrei os meus três companheiros debaixo de uma pérgola bem composta de flores, depois de ter trocado umas palavras com um homem que se debatia para acender um grelhador.
Eram agora todos eles velhos amigos.
Emprestaram-me roupa, enquanto eu lhes jurava que havia de recuperar a minha e uma pálida ideia de mala de viagem me atravessava o cérebro.
Ocorreu-me então que os três eram ajudantes de agrimensor.
Nota: esta história estava no limbo desde Outubro de 2004. Uma destas noites, enquanto vasculhava o Google em busca de fotos de pontes treliçadas, de rios gelados, a imagem que passava na janela ao lado (SIC Notícias) era esta:
Devia ser um carro semelhante ao Austin FX4.
O espaço era amplo e o meu companheiro da esquerda insistia em perturbar-me a viagem com as palhaçadas com que divertia os outros dois.
Deviamos na certa ter partilhado o táxi.
Eles e eu.
Ainda tive tempo para ver a paisagem. Depois de uma planície fria e desolada, o carro virou à direita, quando apareceu um grande rio na nossa frente. Grandes pedaços de gelo indicavam o final do inverno.
Demorei-me a observar as placas brancas a deslizar rio abaixo, no sentido da nossa deslocação, agora que seguíamos o rio pela margem direita.
E, ao fundo, lá estava a ponte. Treliçada.
Não demorou muito até que a atravessássemos.
No seu enfiamento, surgia agora um viaduto em madeira com elevada inclinação. Quase parecia uma daquelas rampas de ski.
O autocarro - agora íamos num - subia lentamente e a custo. A certa altura, entrou-se na estância de ski. Do meu lado, do lado direito, via uma espécie de restaurante.
Numa das primeiras mesas, duas mulheres.
Uma delas era... Falavam português, sim. Era ela.
Saltei de imediato pela janela. Aqui a janela do autocarro e a janela de madeira do salão pareciam coincidir. De forma que aterrei logo junto a uma mesa.
Os meus companheiros seguiram-me.
Corri para a ponta da sala mas já não a vi. A mesa estava vazia.
Corri então para um vestíbulo de onde saía um longa escadaria de madeira. Distingui as pernas dela, lá ao cimo, já se perdendo numa escuridão que envolvia o andar superior.
Nessa altura fui barrado.
Escapei-me e fui dar a uma casa de banho cuja janela comunicava com um pequeno pátio.
Por aí saltei, voltando a entrar pela porta.
Mas nada da mulher misteriosa.
Apercebo-me entretanto de que já não tinha roupa.
Fugi de novo para a mesma casa de banho, enquanto me sentia perseguido pelo pessoal de serviço.
Voltei a sair pela janela e encontrei os meus três companheiros debaixo de uma pérgola bem composta de flores, depois de ter trocado umas palavras com um homem que se debatia para acender um grelhador.
Eram agora todos eles velhos amigos.
Emprestaram-me roupa, enquanto eu lhes jurava que havia de recuperar a minha e uma pálida ideia de mala de viagem me atravessava o cérebro.
Ocorreu-me então que os três eram ajudantes de agrimensor.
Nota: esta história estava no limbo desde Outubro de 2004. Uma destas noites, enquanto vasculhava o Google em busca de fotos de pontes treliçadas, de rios gelados, a imagem que passava na janela ao lado (SIC Notícias) era esta:
18/05/2005
Sporting!
Nada a assinalar. Ganharam os russos.
Também é verdade que o que escrevi lá atrás, nada tendo a ver com a esperança que sempre tive, se manteve actual.

imagem das páginas do SCP
Vivó Sporting!
Só uma questão. Se toda a vida se disse CSKA (o mundo não começou ontem), porque é que desatou tudo a dizer CS-CÁ? Até parece uma matrícula portuguesa de avião...
Nada a assinalar. Ganharam os russos.
Também é verdade que o que escrevi lá atrás, nada tendo a ver com a esperança que sempre tive, se manteve actual.

imagem das páginas do SCP
Vivó Sporting!
Só uma questão. Se toda a vida se disse CSKA (o mundo não começou ontem), porque é que desatou tudo a dizer CS-CÁ? Até parece uma matrícula portuguesa de avião...
17/05/2005
16/05/2005
B.B.I.I.
Serão necessários os daqueles, de entre vós, caros leitores mais antigos que conhecem a versão Sapo deste blogue e que acedam a comprovar que a foto do cabeçalho já lá está há quase um ano (desde meados de Julho do ano passado). Não se preocupem que não é assunto de leis.
Serão necessários os daqueles, de entre vós, caros leitores mais antigos que conhecem a versão Sapo deste blogue e que acedam a comprovar que a foto do cabeçalho já lá está há quase um ano (desde meados de Julho do ano passado). Não se preocupem que não é assunto de leis.
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